quarta-feira, 29 de julho de 2015


 As mudanças no FAP estão em discussão no Conselho Nacional de Previdência Social


28/07/2015 11:18


Propostas são discutidas em reunião com técnicos italianos
 Da Redação (Brasília) – Propostas de alterações no Fator Acidentário de Prevenção (FAP) – multiplicador que incide sobre o Seguro Acidente de Trabalho (SAT) –, discutidas pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), foram apresentadas nesta segunda-feira (27) a especialistas italianos do Instituto Nacional de Seguros Contra Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais (INAIL). Eles realizam visita técnica à Previdência Social brasileira.
“Mais do que o equilíbrio financeiro, estão sendo buscados instrumentos de promoção da saúde laboral. As empresas que investem mais na segurança e qualidade de vida do trabalhador devem ser favorecidas. No outro sentido, devem ser sobretaxadas as empresas que causam maior dano à saúde do trabalhador”, esclareceu o diretor de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do MPS, Marco Pérez. Os parâmetros do FAP são regulamentados por resolução do CNPS – que reúne representantes de empregados, empregadores, aposentados e do governo.
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CNPS: Conselho aprova proposta orçamentária do MPS para 2016 serão R$ 493,29 bilhões para benefícios. O orçamento de custeio será de R$ 2,38 bilhões, valor considerado necessário para manter os serviços aos cidadãos
23/07/2015 18:21


A Proposta Orçamentária do Ministério da Previdência Social para 2016 foi o destaque na pauta do Conselho na reunião desta quarta-feira (23). Foto: Erasmo Carlos/MPS
Da Redação (Brasília) – O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) aprovou na reunião desta quinta-feira (23) a Proposta Orçamentária do Ministério da Previdência Social para 2016. O orçamento para o pagamento de benefícios será de R$ 493,29 bilhões. O custeio ficou em R$ 2,38 bilhões, desconsiderando as despesas obrigatórias – que representam basicamente gastos com pessoal.
“Com a aprovação do CNPS, vamos encaminhar ao Planejamento a necessidade que a Previdência Social tem de garantir os recursos de custeio. Precisamos desse orçamento para continuar a desenvolver atividades essenciais ao pleno funcionamento da Previdência, principalmente as operacionais do INSS, e manter os serviços prestados aos cidadãos nas Agências da Previdência Social”, destacou Marcelo Siqueira, secretário executivo do MPS, que presidiu a reunião de hoje.

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23/07/2015 19:27

 Ministro Carlos Gabas recebe a ministra dos Assuntos Sociais da França
Durante encontro, eles trataram das semelhanças e desafios dos dois sistemas previdenciários
O ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, se reuniu em 23.07 com a ministra francesa dos Assuntos Sociais, Saúde e Direitos da Mulher, Marisol Touraine, que está em visita oficial ao Brasil. Na conversa, os ministros identificaram diversas semelhanças entre os sistemas previdenciários dos dois países, inclusive vários desafios. “Nós estamos passando por uma situação que vocês já vivem que é o envelhecimento da população”, comentou Gabas ao tratar da transição demográfica que tem exigido ajustes no acesso aos benefícios.
Também observaram que os brasileiros e os franceses têm, com as aposentadorias e pensões, uma “relação afetiva”, nas palavras da ministra. “Essa situação não se vê em outros países, como a Alemanha, por exemplo”, completou. Gabas informou à Marisol Touraine sobre a criação, pela presidenta Dilma Rousseff, de um fórum para tratar de trabalho, emprego e previdência social. A ministra liderou, há dois anos, uma reformulação na previdência francesa.
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GESTÃO: Paralisação dos servidores do INSS é tema de reunião com o SINSSPSindicato foi recebido pelo ministro Carlos Gabas e pediu solução rápida para a greve
22/07/2015 17:49 
Representantes dos Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social no Estado de São Paulo (SINSSP) estiveram reunidos com o ministro Carlos Gabas para discutir sobre a greve dos servidores do INSS. Foto: Erasmo Salomão/MPS
Da Redação (Brasília) – O ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, se reuniu nesta quarta-feira (22) com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social no Estado de São Paulo (SINSSP), Pedro Totti, que solicitou “os esforços do ministério para que se encontre uma solução rápida para a paralisação dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)”.
Totti, que estava acompanhado de dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS), ouviu do ministro que o MPS e o INSS estão empenhados em debater com a categoria as questões apresentadas pelo movimento. Gabas estava acompanhado pela presidente do INSS, Elisete Berchiol, e o secretário-executivo do MPS, Marcelo Siqueira.

AGU confirma que INSS não pode ser parte de ação que pede para alterar registro civil

Publicado: 23/07/2015 - Atualizado às: 18:01:40

A Advocacia-Geral da União (AGU) confirmou, na 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não pode ser parte de processo que solicita retificação de registro civil, mesmo que haja interesse previdenciário.
O autor recorreu ao Judiciário para alterar sua profissão na certidão de casamento de "motorista" para "trabalhador rural". Em primeira instância, o pedido foi julgado procedente. Contudo, a Procuradoria-Regional Federal da 1ª Região (PRF1), unidade da AGU que atuou no caso, recorreu contra a decisão.

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Gex/ANASPS
Ano XVII, Edição 693
Brasília 29 de Julho de 2015

CNTSS participa de nova rodada de negociação da campanha salarial dos servidores federais nesta quarta-feira (29/07)

Representes dos trabalhadores se reúnem em Brasília com secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça



A CNTSS– Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social participa nesta quarta-feira, 29/07, às 19h00, de mais uma rodada de negociações da campanha salarial dos servidores públicos federais, em greve desde 10 de julho em todo o país. O encontro acontece na sede do MPOG - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, situada à Esplanada dos Ministérios, Bloco C, 7º Andar.

Representando o MPOG participará o secretário de Relações de Trabalho, Sérgio Mendonça, e sua equipe técnica. Em nome da CNTSS comparecerão o seu presidente, Sandro Alex de Oliveira Cezar, o secretário de Organização, Raimundo Cintra, os diretores Executivos, Célio dos Santos e José Bonifácio do Monte, e Irineu Messias, do Sindsprev PE. Também estão sendo aguardadas lideranças da Fenasps - Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social.

A última rodada de negociações aconteceu na terça-feira, 21 de julho, enquanto as entidades nacionais dos servidores federais realizavam manifestações em Brasília. As mobilizações dos trabalhadores se concentraram nos dias 21 e 22, tendo como agenda de destaque uma grande caminhada na Esplanada dos Ministérios onde foi possível reunir servidores de vários Estados. Manifestações também foram realizadas em frente aos ministérios do Planejamento e de Saúde.

Na reunião de 21 de julho, o governo federal propôs reajustar o auxílio alimentação, o plano de saúde suplementar e o auxílio creche. Para os dois primeiros benefícios, os índices ficariam em torno de 22,5%. Para o auxílio creche o índice atinge 317%, pois leva em conta o período inflacionário acumulado desde 1995. O governo manteve a pauta financeira que prevê o aumento de 21,3% parcelado em quatro anos.

Outro ponto apresentado pelo governo é o estudo da média das gratificações para a aposentadoria. O governo quer alterar a média dos pontos dos últimos cinco anos. Isto seria uma sinalização favorável para os servidores que estão em condições de se aposentar nos próximos anos com a regra anterior à Emenda Constitucional 41.

Os representantes dos trabalhadores questionaram que é preciso que o governo efetive as propostas em forma de documento para que sejam explicitados vários pontos que não foram esclarecidos na apresentação feita por Mendonça. Também aproveitaram a oportunidade para discutir outros pontos da pauta de interesse dos trabalhadores. Foi lembrada, por exemplo, a questão das 30 horas para os trabalhadores do INSS.  A jornada de trabalho é uma bandeira histórica dos servidores.


O secretário de Relações do Trabalho ficou de apresentar as considerações apresentadas pelas lideranças dos trabalhadores ao Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, e às demais Pastas do governo, como o ministro Carlos Eduardo Gabas, da Previdência Social, e a presidente do INSS, Elisete Berchiol.





ANASPS PODE PEDIR ANTECIPAÇÃO DE TUTELA
 DA GDASS PARA GARANTIR OS DIREITOS
DOS ASSOCIADOS QUE SE APOSENTAREM

O vice presidente executivo da Associação Nacional dos Servidores a Previdência e da Seguridade Social-ANASPS, Paulo César Regis de Souza, anunciou hoje que a entidade está cogitando entrar com ação judicial, de antecipação de tutela  - é o ato do juiz, por meio de decisão interlocutória, que adianta ao postulante, total ou parcialmente, os efeitos do julgamento de mérito, quer em primeira instância quer em sede de recurso.- , assegurando aos associados da ANASPS o recebimento da Gratificação de Desempenho de Atividade do Seguro Social- GDASS, na integralidade as aposentáveis.
Hoje quando os servidores do INSS se aposentam incorporam a GDASS e seus rendimentos caem até 70 por cento, com perdas entre 3/4 mil reais, não assegurando uma vida tranquila para os servidores e suas famílias. “A maioria tende a se aposentar com o vencimento básico que é uma merreca. Por isso mesmo em condições de se aposentar continuam trabalhando”. Os que estão próximos dos 70 anos, já sonham em permanecer até os 75 anos.
Cerca de 10 mil servidores que já adquiriram tempo para se aposentar (26% do efetivo de 39.392 servidores) estão recebendo o abono de permanência. Outros seis mil poderão engrossar a fila nos próximos anos, segundo constatou auditoria especial do Tribunal de Contas da União-TCU que chamou a atenção para a gravidade do problema de governança administrativa na área recursos humanos no INSS.
A petição  da ANASPS deverá   ser baseada em decisão do próprio governo que estabeleceu o pagamento da Gratificação aos 4.604 médicos peritos,  que se aposentam, levando a média dos valores recebidos nos últimos 60 (sessenta) meses em até 100 pontos, ;  adotada pelo inciso I, do art. 13, da Lei 10.876, de 02,06.2004 que criou  a Carreira de Perícia Médica da Previdência Social, dispõe sobre a remuneração da Carreira de Supervisor Médico-Pericial do Quadro de Pessoal do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS e dá outras providências.
Há outras categorias igualmente beneficiadas.
Diante da pressão dos servidores foi montado um GT no INSS e MPS, no primeiro mandato da Presidente Dilma, tendo a ANASPS participado dos dois, mas o Ministério do Planejamento desautorizou os Grupos e desconsiderou as propostas sustentadas pelo Ministério da Previdência e pelo INSS
As três principais conclusões do GT:
1 Alteração da parcela fixa e variável da remuneração;
2 criação do adicional de qualificação, já concedida a diversos órgãos;
3 Mudança no interstício para a progressão funcional para 12 meses.
A solução natural de aposentadoria pelas regras da EC 41/2003 na qual os proventos seriam calculados de acordo com a média das 80% maiores remunerações desde junho de 1994 passassem a ser corrigidos pelos mesmos índices do RGPPS, foi descartada pelos servidores que perderiam paridade com os vencimentos da ativa.
No primeiro mandato da Presidenta Dilma os servidores tiveram aumento um único de 20% dividido quatro parcelas anuais de 5% em 2012, 2013, 2014 e 1015. Este aumento foi chamado de” vale-coxinha” pelos servidores sustentam que neste período o DAS que remunera a massa dos servidores comissionados, e que não são concursados, teve aumento de quase 40%. Agora, o governo insiste com novo aumento de 21,3 % escalonado nos anos de 2016,2017,2018 e 2019.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

CEMPRE 2013: Entidades empresariais representam quase 90% das organizações e pagam os salários mais baixos
Em 2013, as entidades empresariais representavam 89,9% das 5,4 milhões de empresas e outras organizações do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) do IBGE. Em cinco anos, a participação das empresas, que já eram predominantes em 2008 (89,1%), aumentou em 0,8 ponto percentual (p.p.). Apesar de serem preponderantes, em 2013, as entidades empresariais pagaram os salários médios mensais mais baixos (R$ 1.889,29). Os órgãos da administração pública, por sua vez, pagaram os salários médios mensais mais elevados (R$ 2.987,09), seguidos das entidades sem fins lucrativos (R$ 2.016,42).
O CEMPRE reúne informações cadastrais e econômicas de empresas e outras organizações (administração pública, entidades sem fins lucrativos, pessoas físicas e instituições extraterritoriais) formalmente constituídas no país e suas respectivas unidades locais (endereços de atuação das empresas e outras organizações).
As 5,4 milhões de empresas e outras organizações formais do CEMPRE ocupavam, em 2013, 55,2 milhões de pessoas, sendo 47,9 milhões (86,8%) como pessoal assalariado e 7,3 milhões (13,2%) como sócios ou proprietários. Os salários e outras remunerações pagos por essas empresas naquele ano totalizaram R$ 1,3 trilhão, e o salário médio mensal foi de R$ 2.127,73, equivalente a 3,1 salários mínimos. Na comparação com 2012, houve um incremento de 3,8% no total de empresas e outras organizações ativas (197,0 mil). O pessoal ocupado total cresceu 3,3% (1,8 milhão), sendo que o pessoal ocupado assalariado aumentou 3,6% (1,6 milhão) e o número de sócios e proprietários cresceu 1,9% (134,6 mil). O total de salários e outras remunerações aumentou 6,1%, enquanto o salário médio mensal cresceu 3,7%, em termos reais.
De 2008 a 2013, as empresas e outras organizações geraram 9,5 milhões de novos empregos, sendo 22,3% na seção Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas; 12,5% em Atividades administrativas e serviços complementares e 12,0% em Construção.

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ANASPS/ON LINE/Extra

Ano XVII, Edição nº 1397

Brasília, 24 de Julho de 2015
ANASPS MOSTRA EVOLUÇÃO DIA A DIA DA GREVE COM BASE EM DADOS DO MPS QUE OS GREVISTAS QUE TIVERAM O PONTO CORTADO, MESMO COM AMEAÇAS E PRESSÕES GREVE CRESCEU.
1 MILHÃO DE SEGURADOS TIVERAM ATENDIMENTO ESPECIALMENTE NA PERÍCIA MÉDICA E NO AUXÍLIO DOENÇA.

Dia
Agências
AParcial
%
Paradas
%
Servidores
Adesão
%
Atendimentos
07.07
1.603
273
17
196
12,21
32.487
1.294
3,9
133.685
08.07
1.603
292
18,19
213
13,27
32.487
1.858
5,72
121.630
09.07
1.603
322
20,1
212
13,2
32.487
1.745
5,37
81.910
10.07
1.603
307
19,1
240
15
32.487
2.570
7,91
93.968
13.07
1.603
564
35,1
222
13,8
32.487
2.712
8,34
107.915
14.07
1.603
651
40,6
195
12,1
32.487
3.034
8,34
98.501
15.07
1.603
630
39,3
231
14,4
32.487
3.217
9,9
91.378
16.07
1.603
672
41,9
228
14,2
32.487
3.669
11,29
83.742
17.07
1.603
734
45,7
256
16
32.487
3.733
11,49
76.543
20.07
1.603
767
47,8
274
17,1
32.487
3.810
11,73
83.976
21.07
1.603
732
45,6
326
20,3
32.487
4.337
13,35
70.643
22.07
1.603
593
36,9
466
29
32.487
4.113
12,75
68.330

1.603
804
50,1
326
20,3
32.487
4.136
13
67.456









1.179.677

CNTSS cobra do governo a apresentação detalhada das propostas para análise dos trabalhadores. Inclusive sobre gratificações, 30 horas, plano de carreira e concursos. ANASPS está de acordo


Uma nova rodada de negociações sobre a greve dos servidores federais reuniu em 21.07, representantes dos MPOG - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e da CNTSS – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social.
  Sérgio Mendonça, Secretário de Relações do Trabalho, do MPOG, deu início à reunião expondo aos trabalhadores a proposta do governo para alguns benefícios sociais.  O governo propôs reajustar, com base na inflação dos últimos anos, o auxílio alimentação, o plano de saúde suplementar e o auxílio creche. Para os dois primeiros benefícios, que não eram reajustados desde 2013, os índices ficariam em torno de 22,5%. Para o auxílio creche o índice chegaria a 317%, pois leva em conta o período inflacionário acumulado desde 1995. Somados, os três reajustes significariam um impacto anual orçamentário de R$ 1,3 bilhão.
Outro ponto apresentado pelo governo é o estudo da média das gratificações para a aposentadoria . O governo quer alterar a média dos pontos dos últimos cinco anos. Isto seria uma sinalização favorável para os servidores que estão em condições de se aposentar nos próximos anos com a regra anterior à Emenda Constitucional 41. “Esta discussão está sendo levada para a Saúde, Previdência, Trabalho e INSS. Queremos mudar esta regra que vai beneficiar os servidores aposentados e aqueles que podem se aposentar nos próximos anos. Isto beneficiaria cerca de 200 mil trabalhadores”, destaca Mendonça. (grifo nosso)

O presidente da Confederação, Sandro Cezar, questionou que o governo não apresenta nem explicita suas propostas por meio de documento. Para ele, há situações que não ficam esclarecidas apenas com a apresentação verbal por parte do secretário. A opinião manifestada por ele foi reiterada pelas demais lideranças presentes ao encontro. Demonstrou descontentamento também ao fato de que a cláusula financeira apresentada pelo governo mantém-se parcelada.
 “É difícil fechar um acordo prevendo quatro anos. Há uma sinalização que a inflação será maior do que foi prevista pelo governo. Temos também que trazer outros temas ligados ao INSS para colocar neste pacote. Queremos falar, por exemplo, de um ponto que não tem custo. É a questão das 30 horas para os trabalhadores do INSS. A jornada de trabalho é um tema caro aos servidores que estão em greve. E algo histórico para a categoria. Vamos conversar com a direção do INSS e dos ministérios da Previdência e Planejamento”, propôs o presidente da Confederação. (grifo nosso).

A secretária de Comunicação da Confederação questionou Mendonça para saber qual a importância do INSS para o Estado brasileiro. Aproveitou a oportunidade para dizer que há um vácuo de geração dentro do INSS. “Nós queremos discutir a estrutura remuneratória do INSS. Hoje a realidade é muito perversa. Para se pensar em concurso para compor os quadros tem que rever a estrutura remuneratória. Hoje os companheiros em greve querem ver resposta sobre isto. Tem que pensar também nas 30 horas. Os colegas que estão chegando de 2004 pra cá querem uma carreira funcional. O Instituto tem que dar uma resposta para isto também. Nós queremos discutir o centro das distorções. Temos que sair daqui discutindo isto”, apresentou Terezinha Aguiar..(grifo nosso)

Mendonça mencionou que deverá procurar as outras Pastas do governo para discutir os temas propostos pelos trabalhadores. Para ele, é preciso procurar soluções e posicionamentos para a questão da greve. “Nós temos responsabilidades. Temos que solucionar a questão da paralisação. Vamos tentar agendar o mais rápido possível um encontro para expor respostas. Vou pessoalmente conversar com o ministro Gabas e a presidenta do INSS, Elisete, e envolver o ministro Nelson Barbosa”, se comprometeu Sérgio Mendonça. (grifo nosso)

Governo propõe aos servidores reajustes para auxílios alimentação, saúde e pré-escolar. Em negociação, também foi debatida cláusula revisora (gatilho salarial) para reajustes salariais em quatro anos 

Publicado pelo Ministério do Planejamento: 20/07/2015 20h28 última modificação: 21/07/2015 11h21
O governo federal apresentou, nesta segunda-feira (20), na mesa de negociação com os representantes dos servidores públicos federais, duas novidades adicionais à proposta de reajuste de 21,3% parcelados em quatro anos, que havia sido apresentada no final de junho

Foto: Francisca Maranhão/ Ascom MP
Em reunião com o Fórum Nacional das Entidades, o secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP), Sérgio Mendonça, propôs reajustar, com base na inflação dos últimos anos, os três principais benefícios sociais dos servidores públicos. Os valores entrariam em vigor a partir de janeiro de 2016.
Para o auxílio-alimentação e para o plano de saúde suplementar, cujos últimos reajustes ocorreram em 2013, os índices aplicados ficariam em torno de 22,5%, considerando a inflação de 2013 e 2014 e a estimativa para 2015.
Já para o auxílio pré-escolar, conhecido como auxílio-creche, o reajuste levaria em consideração o período inflacionário acumulado desde 1995, o que daria um índice de cerca de 317%. Somados, os três reajustes significariam um impacto anual orçamentário de R$ 1,3 bilhão.
O secretário sugeriu também a adoção de uma cláusula de revisão na proposta de reajuste plurianual (quatro anos), para preservar o poder aquisitivo. “Se errarmos na previsão de inflação futura, estamos dispostos a sentar novamente à mesa e renegociar o acordo”, esclareceu.
Para Mendonça, o conjunto apresentado é uma proposta “razoável e coerente”. Segundo o secretário, é preciso levar em conta que a negociação envolve uma categoria de trabalhadores que tem estabilidade no emprego em um momento em que o país atravessa dificuldades econômicas e com ganho acima da inflação, considerado o período entre 2003 e 2015.  (grifo nosso)

Dilma veta aumento de até 78% para Judiciário
Servidores vão pressionar parlamentares para que revertam decisão da presidente no Congresso. Projeto tem impacto de R$ 25,7 bilhões em quatro anos

Publicaram  ANTONIO TEMÓTEO RODOLFO COSTA JULIA CHAIB, no Correio Braziliense , de 22.07

O governo publica hoje, no Diário Oficial da União (DOU), o veto ao Projeto de Lei nº 28 de 2015, que autoriza a concessão de reajustes salariais aos servidores do Judiciário que variam de 53% a 78,56%. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, recebeu a notícia ontem à noite e deve aguardar a publicação para se manifestar. Nas contas do Ministério do Planejamento, a proposta implicaria gasto adicional de R$ 25,7 bilhões em quatro anos. A Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe) prometeu pressionar os parlamentares para que derrubem o veto do Executivo no Congresso. A expectativa é de que o Legislativo avalie a matéria na volta do recesso, em 15 de agosto.
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FUNDOS DE PENSÃO: Rombo de R$ 36,4 bi
Publicou  ANTONIO TEMÓTEO, no CORREIO BRAZILIENSE – DF, em 21.07.2014
Os fundos de pensão que estão no vermelho acumularam um deficit de R$ 36,4 bilhões no primeiro trimestre de 2015, conforme levantamento da Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência. Complementar (Abrapp). O prejuízo é 16% maior do que o registrado em 2014, de R$ 31,4 bilhões. Em relação a 2012, quando o resultado negativo era de R$ 9,1 bilhões, as perdas quadruplicaram. Os resultados desfavoráveis dos últimos anos levaram parlamentares a criar duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar o assunto, uma no Senado e outra na Câmara dos Deputados.
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Brasileiro envelhece e põe em xeque modelo de Previdência
Publicaram  JULIANNA SOFIA E VALDO CRUZ DE BRASÍLIA. na Folha On Line ,de  : 12/07/2015 02:00
Com o envelhecimento da população brasileira, a Previdência Social enfrenta uma queda expressiva -que se acentuará radicalmente até 2060- na proporção de trabalhadores na ativa em relação ao total daqueles que estão aposentados no país.
São os ativos que sustentam com contribuições o pagamento dos benefícios correntes em um modelo previdenciário de repartição, como o adotado no Brasil.
Em um prazo de cinco anos, para cada aposentado brasileiro haverá 7,4 pessoas em idade para trabalhar. Em 2040, essa proporção cairá para 3,8 trabalhadores. No ano 2060, serão apenas 2,3 ativos para 1 aposentado.
Em 2000, havia 11,5 trabalhadores em atividade por aposentado no país.
Esse cenário, agregado a elementos como o nível de ocupação no mercado de trabalho brasileiro e o grau de formalização do emprego, impõe desafios ao sistema de aposentadorias do INSS.
O envelhecimento da população é muito acentuado. É difícil dizer quanto tempo temos para fazer mudanças, até porque já deveríamos ter feito. Não sou daqueles que acham que uma hora explode. A questão é até quando a população suportará elevação de carga tributária e redução de investimentos em outras áreas, como saúde e educação? , afirma o economista e especialista em previdência, Marcelo Caetano.
Hoje, existe essa necessidade de reformas, as que chamamos paramétricas, criação de uma idade mínima, forma de cálculo e indexação dos benefícios , afirma Caetano.
Ele destaca outros pontos como mais mudanças nas pensões por morte e no sistema de aposentadoria do funcionalismo. Mas a política não caminha nessa direção.

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Governo publica lei com reajuste escalonado da tabela do Imposto de Renda
Kelly Oliveira - Repórter da Agência Brasil 22/07/2015 09h21publicação

O governo publicou no Diário Oficial da União de hoje (22) a lei que estabelece reajuste escalonado na tabela do Imposto de Renda. O governo já havia definido o escalonamento por meio de Medida Provisória (MP), em vigor desde abril deste ano. A MP foi aprovada pelo Congresso e convertida em lei.
Com a correção, quem ganha até R$ 1.903,98 estará isento do imposto. Na faixa entre R$ 1.903,99 e R$ 2.826,65, o contribuinte pagará 7,5% de Imposto de Renda. A alíquota de 15% passará a incidir sobre as rendas entre R$ 2.826,66 e R$ 3.751,05. Na quarta faixa, estão os contribuintes que ganham entre R$ 3.751,06 e R$ 4.664,68, que pagarão imposto de 22%. A maior alíquota, de 27,5% passa a ser aplicada a quem recebe a partir de R$ 4.664,69. A lei estabelece que, nas duas primeiras faixas salariais, o reajuste é 6,5%. Na terceira faixa, o reajuste é 5,5%; na quarta faixa será reajustado em 5%; e, na última faixa – que contempla os salários mais altos –, será reajustado em 4,5%.

Nova regra do INSS alivia contas de Dilma, mas apenas no curto prazo

Em um momento de derrotas do governo no Congresso, que cria bombas fiscais como o aumento de R$ 25,7 bilhões para servidores do Judiciário nos próximos quatro anos, a nova fórmula para cálculo das aposentadorias pode ser vista como um refresco para as contas públicas.
Mas no curto prazo.
A regra 85/95 garantirá uma economia de R$ 12,2 bilhões até o final do segundo
mandato de Dilma, segundo dados obtidos pela Folha.
Pela proposta, quando a soma entre o tempo de contribuição e a idade for 85, para mulheres, e 95, para homens, é possível pedir aposentadoria pelo valor mais
alto (média dos 80% maiores salários de contribuição desde julho/94).
A MP enviada pelo governo alterou a fórmula fixa aprovada pelo Congresso e estabeleceu que a soma subirá progressivamente até atingir 90/100.
O sucessor da petista será ainda mais beneficiado, com reduções de gastos de R$ 26 bilhões. Projeções do Ministério da Previdência mostram que a economia se mantém nos dois quadriênios seguintes (veja gráfico).
O alarme começa a soar depois de 2030.
Entre 2031 e 2034, a nova fórmula passa a gerar gastos extras de R$ 10,2 bilhões. Isso já fez o governo avisar que a proposta, enviada ao Congresso como medida provisória, terá de ser revisada.
A elevação de gastos nos anos seguintes torna-se, segundo o ministro Carlos Gabas (Previdência), "insustentável" e vira uma "ameaça" à sustentabilidade da Previdência.
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Ano XVIII, Edição nº 1.396
Brasília, 24 de Julho de 2015