quarta-feira, 9 de julho de 2014

Beneficiários do IBBCA tiveram 87 novos procedimentos

A principal medida adotada foi o atendimento em domicílio para vítimas de câncer
Bárbara Bernardes
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realizou uma consulta pública que obteve a seguinte medida: os usuários de benefícios oferecidos pelos planos de saúde individuais e coletivos tiveram direito a mais 87 procedimentos, o que acarretou um aumento no custo destes. Foram cerca de 42,5 milhões de beneficiados com planos de assistência médica e 18,7 milhões de consumidores com planos odontológicos.
Com o menor aumento no valor no plano; dos 87 procedimentos, são 50 novos exames, consultas e cirurgias e 37 medicamentos orais para tratamento domiciliar de vários tipos de câncer, que é uma excelente novidade. [1] Os tumores mais dominantes na sociedade (pulmão, mama, intestino, estômago, rim, fígado, testículo, ovário, útero) já possuem medicamentos ofertados.
O atendimento em domicílio aos pacientes vitimas de câncer, trouxe maior conforto a este, reduzindo também os casos de internação para tratamento em hospitais e clínicas.
Tratamento de câncer, cirurgias por vídeo, procedimentos médicos por imagem e medicamentos para terapia imunobiológica para tratamento de artrite e reumatoide, são principais itens que incrementaram os custos para as operadoras desde janeiro de 2014.
Comparação
As taxas das Unimed’s IBBCA foram as menores de acordo com os reajustes nas tabelas da Unimed Rio a partir de Junho de 2014, onde o CFO teve aumento de 13,28% ficando atrás do IBBCA; a UBES – UNE, CAARJ-RJ, CRA-RJ, ANSEF, CREA-RJ e SIMPRO tiveram de 13,5%, a Club Municipal 14,5% e a FECOMÉRCIO, 19,5% de aumento.
Em outros planos, comercializadas pelas administradoras UNIFOCO e Qualicorp o reajuste vai de 17,36 à 35%. E em relação aos planos: Básico QC, Alfa 2 QC, Beta 2 QP e Especial QP das Unimed Fesp e Unimed Rio, o reajuste do IBBCA chega até 28% mais barato.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Prerrogativa de foro: o feitiço contra o feiticeiro
Por Antônio Augusto de Queiroz (*)

 O foro por prerrogativa de função pode estar com os dias contados, porque começa a ficar desinteressante para os deputados e senadores o julgamento, em instância única, no Supremo Tribunal Federal (STF). Duas mudanças legais estão provocando a desilusão de certos parlamentares com o chamado “foro privilegiado”.
A primeira mudança, instituída pela Emenda Constitucional 35, que alterou os parágrafos 3º e 4º do art. 53 da Constituição, acabou com a necessidade de autorização prévia da casa legislativa para abertura de processo contra deputado ou senador junto ao Supremo.
Segundo a nova regra constitucional, recebida a denúncia contra deputado ou senador, por crime corrido após a diplomação, o STF dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria absoluta de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação. Isso inverte a regra anterior, que condicionava a abertura do processo à autorização da Casa legislativa.
Se antes a impunidade era evidente, com a abertura automática do processo, o risco de punição aumentou muito, especialmente após as mudanças na composição do tribunal, a partir da posse do presidente Lula, que nomeou juristas independentes.
Desde 2001, quando entrou em vigor a mudança constitucional, já houve vários julgamentos que resultaram em prisão ou perda de mandato, além da renúncia de parlamentares ou a desistência de alguns de disputar a reeleição para fugir do julgamento do STF.
A celeridade no julgamento é fundamental e ajuda no combate à impunidade, mas os critérios para julgamento têm que ser isonômicos e não seletivos, como ocorreu recentemente com a Ação Penal 470.
A segunda mudança, que poderá acelerar o julgamento dos processos, foi a alteração do regimento interno do STF, que transferiu do plenário, cujos julgamentos eram feitos com transmissão ao vivo pela televisão, para uma das duas turmas do tribunal o julgamento de parlamentares e outras autoridades, inclusive como forma de desafogar o plenário.
O ideal, entretanto, seria a extinção do foro privilegiado, mas sem o retorno dos processos para a Justiça estadual de uma das unidades da federação, com duplo grau de jurisdição, como ocorre atualmente com os casos não julgados pelo STF após o término do mandato do parlamentar. Esse sistema, além de não uniformizar os critérios de julgamentos, poderia tornar a autoridade pública sujeita a má-fé ou oportunismo político.
O ministro Luiz Roberto Barroso, que propôs a mudança no regimento interno do STF, tem uma proposta que parece interessante para o fim do foro por prerrogativa de função. Conforme sua proposta, deve ser criada uma vara federal de primeiro grau, com juiz titular escolhido pelo STF, com mandato de quatro anos e apoiado por tantos juízes auxiliares quantos forem necessários, para cuidar desses julgamentos. Das decisões dessa vara especializada caberiam recursos ordinários diretamente para o STF ou para o Superior Tribunal de Justiça, conforme a autoridade.
Essa solução, que depende de alteração constitucional, teria a vantagem de poupar o STF do papel de investigar ou produzir provas e analisar questões de fato, acelerando uma decisão sobre o processo, além de retirar o julgamento da área de influência do interessado.
Mas não é essa a motivação dos parlamentares para a extinção do foro privilegiado. Eles querem garantir a impunidade, com a prescrição dos crimes pelos reiterados recursos protelatórios nas diversas instâncias judiciais.
Por fim, não se deve confundir o foro privilegiado com o direito do parlamentar de não ser preso salvo em flagrante ou de crime inafiançável. Nem com a imunidade parlamentar, que consiste na garantia de inviolabilidade, civil e penal, do deputado e senador por suas opiniões, palavras e votos no exercício do mandato.

(*) Jornalista, analista político e diretor de documentação do Diap.



O presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), deputado Vicente Cândido (PT/SP), designou o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP) como relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 281/2013, que estabelece que os servidores ocupantes de cargo em comissão têm direito a constituição de fundo financeiro mantido pela Administração Pública e amplia as garantias para os servidores públicos em geral.

Lembro que o relator deverá dar parecer pela admissibilidade da PEC, ficando o parecer de mérito na Comissão Especial.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Reabilitação profissional: o paradigma do CIAPAT


 
Por Alexandre Barreto Lisboa (*)
A Diretoria Executiva da ANASPS, representada por mim e pelo Vice Presidente Executivo, Paulo César Régis de Souza, realizou nos meses de maio e junho duas visitas técnicas ao Centro Iberoamericano de Autonomia Pessoal e Ajudas Técnicas –CIAPAT, da Organização Iberoamericana de Seguridade Social- OISS, localizado em Buenos Aires.

A OISS é um organismo multilateral que acompanha de perto e apoia os processos produtivos dos setores público e privado, nas áreas de saúde, previdência, assistência social e riscos do trabalho.

Chamou-nos a atenção o trabalho desenvolvido pelo CIAPAT, com base em um novo paradigma de favorecer a autonomia pessoal, a acessibilidade, usos das ajudas técnicas de apoio para idosos, pessoas com deficiência ou em situação de dependência permanente ou transitória. É a tão sonhada reinserção e inclusão social.

Concluímos que o Brasil necessita ter um CIAPAT.  A ANASPS, filiada à OISS, assumiu o compromisso de implantar no país um centro nos mesmos moldes, integrando o espectro da rede CIAPAT, iniciada em Madrid com o CEAPAT, há 25 anos, e com o CIAPAT, de Buenos Aires, há quatro.

O Brasil, desde os antigos institutos e com o INPS, desenvolveu ao longo                    de 70 anos um eficiente sistema de atenção aos segurados da Previdência, compreendendo o seguro de acidente, o auxilio doença e a reabilitação profissional. Lamentavelmente, na década de 90, após a Constituição de 1988; que levou para o Sistema Único de Saúde-SUS as ações de assistência médica e de reabilitação física, que anteriormente                                                                                                                                                                                                                                                                       eram desenvolvidas pelos Centros e Núcleos de Reabilitação Profissional, CRPs e NRPs, do INPS, hoje INSS. O SUS não assumiu com eficiência o que lhe cabia e os trabalhadores ficaram órfãos.

O Brasil dispôs de belo e modelar programa de atenção à saúde do trabalhador, nas décadas de 60/80, dispondo o INPS de equipes multiprofissionais, nos CPRs e NRPs, cerca de 60 unidades, onde o trabalhador que se acidentasse ou tivesse qualquer problema de acessibilidade ou dificuldade para trabalhar passava por um processo de avaliação, reabilitação profissional e recolocação ou readaptação em atividade compatível. Em 1980, um presidente do INSS visitou a mais importante Fundação Mútua de Acidentes do Trabalho e Doenças Profissionais-FREMAP, em Madrid, e seu diretor lhe confessou que tudo que sabia aprendera do CRP de São Paulo, em 1975, quando lá estagiou durante um ano.

Lamentavelmente, houve um descompasso entre a reabilitação física, a profissional e a social, com pesados ônus para o INSS, que paga benefícios, com as empresas e os trabalhadores.

Nossas visitas ao CIAPAT, em Buenos Aires, articuladas pelo diretor da OISS para o Cone Sul, Dr. Carlos Garavelli, com o apoio do representante da OISS no Brasil, Dr. Baldur Schubert, levou-nos a identificar a importância de vir a ANASPS a assumir o compromisso de implantar um CIAPAT no Brasil, em Brasília, mesmo porque nosso país, com sua dimensão continental, sua população de 210 milhões de habitantes e uma População Economicamente Ativa de mais de 110 milhões, com uma estimativa de que 15% padeçam de algum grau de deficiência, necessita de ser vanguarda no processo de apoio e de ajudas técnicas e tecnologias da reabilitação com vistas a contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

Um projeto simples, mas de uma importância social incalculável.

O CIAPAT Brasil, na trilha da OISS, oferecerá, entre outros, os seguintes serviços: um catálogo “on line” de produtos de apoio disponíveis no mercado, de origem nacional ou importados; um “show room” de produtos de apoio; informação em ajudas técnicas para a vida diária, a mobilidade e a acessibilidade pessoal, a comunicação, a moradia, o trabalho e o lazer; biblioteca presencial e virtual, especializada em legislação e normas técnicas; difusão de conhecimentos sobre arquitetura, urbanismo, transportes, tráfego voltadas para as pessoas com necessidades; realização de eventos, oficinas, fóruns e simpósios para socialização da informação. Todos esses serviços serão disponibilizados sem ônus para as empresas e os trabalhadores. O papel da ANASPS será de reunir numa unidade física tudo acima relacionado.

O CIAPAT/Brasil fará um chamamento aos governos federal, estaduais e municipais para que as intervenções relativas ao apoio e a ajuda às pessoas sejam efetivas e que haja mais vontade política de agir. Chega de discursos.

Por sermos uma instituição previdenciária, a ANASPS contribuirá para que seja implementado o novo modelo de reabilitação profissional que assegurará ao INSS um papel proativo, beneficiando os 60 milhões de segurados da previdência social.

Convocaremos empresários e trabalhadores, fundações, institutos, entidades de pesquisas e tecnologia, universidades, as instituições do Sistema S, enfim o que Brasil que dá certo, para se engajar neste projeto que é de acolhimento e de promoção da dignidade humana.

Vamos juntar as mãos e ajudar. Amanhã seremos nós a usufruir desses benefícios e serviços.


(*) Alexandre Barreto Lisboa é Presidente Executivo da Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social-ANASPS.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Semana marcada pelas Convenções Eleitorais e Abertura de Processos Contra Parlamentares no STF

A quarta semana de junho foi movimentada nos corredores do Palácio do Planalto, com destaque para a mudança ministerial promovidas pela presidente Dilma Rousseff. O destaque do Legislativo foi o anúncio da aposentadoria do senador José Sarney (PMDB/AP).
O senador pelo Amapá, José Sarney, anunciou que não pretende concorrer à reeleição para o Senado Federal. Ao longo dos seus 60 anos de vida pública, José Sarney foi eleito três vezes deputado federal, uma vez governador do Maranhão, cinco vezes senador da República (dois mandatos pelo Maranhão e três pelo Amapá), quatro vezes presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional e Presidente da República de 1985 a 1990. A perspectiva é que o PMDB amapaense anuncie a candidatura do presidente local do partido, Gilvam Borges, em substituição a José Sarney.
Na terça-feira (24), Dilma participou do Conselho Nacional de Política Energética onde anunciou a contratação da Petrobrás na exploração de óleo excedente de quatro campos de exploração, pelo modelo de partilha. A ideia do governo é que os quatro campos produzam entre 10 a 14 bilhões de barris de petróleo. Segundo a presidente, com essa exploração, R$ 600 bilhões deverão ser destinados para a educação e saúde.
Após participar do Conselho, a presidente compareceu à Convenção Nacional do PROS. Na ocasião, o partido recém criado, que conta em seus quadros com Ciro e Cid Gomes, anunciou o apoio à reeleição de Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto nas eleições de outubro.
Já o julgamento do deputado Paulo Cesar Quartieiro (DEM/RR) foi suspenso após o ministro Luiz Fux solicitar vista dos autos. O deputado é acusado dos crimes de contrabando de combustíveis e de exposição a perigo de explosão.
Na quarta-feira (25), a presidente Dilma participou da cerimônia de assinatura do Decreto que institui o Programa Nacional de Plataformas do Conhecimento. O programa tem a pretensão de elevar escala da ciência e tecnologia no Brasil a fim de apresentar soluções a temas importantes do desenvolvimento econômico e social do país.
Depois, ainda no Palácio do Planalto, Dilma participou do lançamento da 2ª fase do Programa Ciência sem Fronteira. A segunda fase deve oferecer mais de 100 mil bolsas de estudo no exterior para graduação e pós-graduação. A primeira fase do programa já ofereceu mais de 83 mil bolsas de estudo e até setembro deverá atingir a marca de 101 mil bolsas no exterior.
A presidente ainda anunciou mudanças na composição dos ministérios para atender uma solicitação do PR. O ministro dos Transportes, César Borges (PR), foi substituído pelo ex-ministro da pasta, Paulo Sérgio Passos, também do PR. César Borges assumiu a Secretaria de Portos da Presidência da República. A posse dos ministros ocorreu na quinta-feira (26).
Ainda em uma agenda cheia, a presidente compareceu à Convenção Nacional do PSD, do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. O partido referendou, com mais de 94% dos votos, o apoio à reeleição de Dilma. Com isso, a presidente ganha mais 1 minuto e 40 segundos de tempo para propaganda no rádio e na TV.
Já a Convenção Nacional do PP terminou em confusão. O partido não conseguiu definir se apoiará a reeleição de Dilma ou irá apoiar outro candidato. A Executiva do partido queria confirmar o apoio à Dilma, contudo, alguns diretórios regionais se manifestaram contra, o que acabou inviabilizando a decisão. O presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), ainda aprovou uma resolução que dá ao Diretório Nacional o poder de decidir qual será o apoio do partido, todavia, alguns integrantes da Executiva Nacional e filiados do partido ingressaram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para anular a resolução, alegando que não houve manifestação majoritária dos presentes, contudo não obtiveram sucesso, uma vez que o ministro Henrique Neves, indeferiu a liminar interposta. Dessa forma, a decisão da Executiva, de apoiar Dilma, foi mantida.
No final do dia, a presidente anunciou a sanção, sem vetos, da Lei nº 13.005, que dispõe sobre o novo Plano Nacional de Educação (PNE). O PNE terá vigência de 10 anos e norteará a atuação da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios na área da educação e qualificação dos professores. O PNE tem 20 metas, que tratam da melhoria da qualidade do ensino infantil até o superior e técnico, bem como aponta o desafio de erradicar o analfabetismo no Brasil e incluir todas as crianças de até 5 anos no ensino infantil.
Foram divulgados alguns dados econômicos importantes. O Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou em 4,5% a meta inflacionária para o ano de 2016. A meta inflacionária é decidida sempre dois anos antes e, desde 2005, e vem se mantendo no patamar de 4,5%.
A Fundação Getúlio Vargas (FGV) também anunciou o resultado do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) para o mês de junho. Segundo a Fundação, o índice alcançou o patamar 1,25% em junho, mas menor do que 1,37% registado em maio. No acumulado de 2014, o INCC-M teve alta de 4,72% e nos últimos 12 meses a alta é de 7,14%.
O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos (DIEESE) também divulgou os dados da pesquisa sobre emprego e desemprego de maio. Houve uma diminuição do desemprego, saindo de 11,1% em abril para 10,9% em maio. A estimativa do DIEESE é que 2.267 milhões de pessoas estavam desempregadas em maio. As maiores altas no nível de emprego foram registradas em Recife (1,4%) e Belo Horizonte (0,9%), e as maiores diminuições, em Porto Alegre (-1,8%) e Fortaleza (-0,5%). Os registros em Salvador (-0,3%) e São Paulo (-0,2%) foram considerados estáveis.
No Legislativo, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), foi à rede nacional de rádio e televisão para apresentar um balanço das atividades da Casa no primeiro semestre de 2014. Durante a sua fala, Alves apontou as principais matérias aprovadas no período, com destaque para o projeto de cotas raciais nos concursos públicos, o PNE, além da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a presença de defensores públicos em todas as circunscrições jurisdicionais.
Já no Senado Federal, foi encerrado o prazo para apresentação de recursos ao Projeto de Lei da Câmara (PLC) 63/2013, que garante celeridade nos processos na Justiça do Trabalho. Desta forma, o projeto seguirá à sanção presidencial.
No STF, o pleno da Suprema Corte finalizou a análise das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) à Resolução do TSE sobre o tamanho das bancadas federais dos estados. Os ministros julgaram inconstitucional parágrafo único do artigo 1º da Lei Complementar (LC) 78/1993, que autoriza o Tribunal Superior Eleitoral a definir o tamanho das bancadas dos estados e do Distrito Federal na Câmara dos Deputados, e da Resolução 23.389/2013, do TSE. Agora, os ministros se reunirão semana que vem para modular os efeitos da decisão.
Os ministros também indeferiram o pedido do ex-presidente do PT, José Genoíno, de cumprir sua pena em regime domiciliar. Genoíno foi condenado a 4 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto, na Ação Penal (AP) 470. Por outro lado, os ministros deram provimento ao recurso do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, relativo à realização de trabalho externo. O relator da AP 470 e das execuções penais a ela relacionadas, Luís Roberto Barroso, entendeu que a decisão do ex-relator da matéria, Joaquim Barbosa, de que o trabalho externo só poderia acontecer após o cumprimento de 1/6 das penas, não poderiam ser aplicados nos casos de regime semiaberto, como é o entendimento pacífico dos tribunais locais e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Na quinta-feira (26), Dilma Rousseff viajou a São Paulo para anunciar investimentos do governo federal para a área de infraestrutura e combate às enchentes na região metropolitana de São Paulo e de Santos. O governo federal investirá 1,98 bilhão de reais em VLPs (Veículos Leves sobre Pneus) e corredores exclusivos de ônibus e R$ 651 mil para investimento em obras para combate a enchente na região metropolitana de São Paulo, e R$ 481 milhões para mobilidade urbana na região de Santos.
O Banco Central do Brasil (Bacen) reviu, para baixo, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2014. A expectativa de crescimento era de 2%, mas o Bacen o rebaixou para 1,6%, e a estimativa de inflação subiu para 6,4%, perto do teto de 6,5%.

Na sexta-feira (27), a FGV apontou recuo de 0,74% no Índice Geral Preços – Mercado (IGP-M), que serve como parâmetro para o reajuste dos aluguéis. O acumulado do ano é de 2,45% e nos últimos 12 meses é de 6,24%.
José Maria Rabelo substituído na PREVIC

DECRETOS DE 27 DE JUNHO DE 2014
        A PRESIDENTA DA REPÚBLICA , no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso XXV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 4º da Lei no 12.154, de 23 de dezembro de 2009, resolve:
EXONERAR , a pedido, JOSÉ MARIA RABELO do cargo de Diretor-Superintendente da Superintendência Nacional de Previdência Complementar - PREVIC.
Brasília, 27 de junho de 2014; 193º da Independência e 126º da República.
DILMA ROUSSEFF
Garibaldi Alves Filho
        A PRESIDENTA DA REPÚBLICA , no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput , inciso XXV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 4 o da Lei no 12.154, de 23 de dezembro de 2009, resolve:
NOMEAR CARLOS ALBERTO DE PAULA, para exercer o cargo de Diretor- Superintendente da Superintendência Nacional de Previdência Complementar - PREVIC.
Brasília, 27 de junho de 2014; 193º da Independência e 126º da República.
DILMA ROUSSEFF

Garibaldi Alves Filho