segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Senado faz sessão especial em comemoração ao Dia Nacional do Aposentado


Senado faz sessão especial em comemoração ao Dia Nacional do Aposentado

O Senado Federal realizou hoje uma sessão especial em comemoração ao Dia Nacional do Aposentado, celebrado em 24 de janeiro. Na oportunidade, os congressistas fizeram seus discursos voltados à principal pauta do Executivo: a reforma da Previdência Social. A sessão ocorreu no plenário do Senado e contou com a presença de senadores e entidades de classe.
“O governo vai mandar para o Congresso uma proposta de reforma da previdência que somos radicalmente contra”, disse o senador Paulo Paim (PT-RS), que milita nessa área. Apesar de ser aliado do Planalto, e fazer parte do mesmo partido da presidente Dilma Rousseff, o Partido dos Trabalhadores, o senador Paim afirmou que vai trabalhar para a não aprovação do projeto a ser encaminhado ao Congresso pelo Executivo. O parlamentar argumentou que a proposta que está em construção pelo governo iria desgastar a previdência, causando interesse nos bancos para uma futura possibilidade de privatização do órgão. “O próprio ministro Rossetto (do ministério do Trabalho e Previdência Social) não vê com simpatia essa reforma”, concluiu.
Já a senadora Ana Amélia (PP-RS) aproveitou o momento para parabenizar os aposentados, que de acordo com ela, trabalharam em prol do desenvolvimento do país. “Queremos reconhecer o trabalho que eles dedicaram às suas respectivas atividades em favor do Brasil”, concluiu a senadora. 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

AUMENTAM PRESSÕES DA ANASPS, CONDSEF E CNTSS CONTRA AUMENTO ABUSIVO DE 37,55% da GEAP

AUMENTAM PRESSÕES DA ANASPS, CONDSEF E CNTSS CONTRA AUMENTO ABUSIVO DE 37,55% da GEAP
GEAP NÃO  COBRA AUMENTO DE ASSOCIADO DA ANASPS
Na prévia do contracheque de fevereiro, constatamos que a GEAP  cumpriu determinação judicial em ação judicial impetrada pela  ANASPS e  não cobrou aumento de 37,55% dos nossos associados da..
A ANASPS continua recebendo solicitações de filiações de novos sócios até 28.02 e que entrarão em nova ação judicial a ser impetrada na justiça do DF
Por outro lado, além da Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais, Condsef, aguarda-se nova ação judicial contra o aumento de 37,55% a ser impetrada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Seguridade Social, CNTSS.
Ao que se informa, cinco mil participantes da GEAP cancelaram seus contratos com a  empresa de Auto gestão em a saúde, até 1º.02. Aguarda-se a divulgação de novos dados, pois é grande a insatisfação contra o aumento de 37,55%, considerando que os servidores só terão aumentos de 5% no contracheque de julho a ser pago em agosto.
Por outro lado, chegou ao nosso conhecimento de que os agregados, ligados aos participantes plano GEAP Saúde, geralmente dependentes idosos, tiveram aumento de até 60%

CONDSEF/PE ENTRA COM LIMINAR CONTRA ALTA NA GEAP, SEGUINDO A ANASPS

Diário de Pernambuco - PE 16/02

Condsef conseguiu suspender reajuste de 37,55% a uma parte dos usuários. Decisão judicial beneficiou 55 mil servidores no país
A Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais (Condsef) conseguiu uma liminar na Justiça Federal para suspender o reajuste de 37,55% nas mensalidades dos planos de saúde da GEAP Autogestão em Saúde para um grupo de 55 mil servidores em todo o país e 2.246 em Pernambuco. Seguindo o mesmo caminho, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNSS) entrou com um mandado de segurança na mesma Vara Judicial de Brasília. O plano atende o conjunto de 580 mil beneficiários no país e 31 mil em Pernambuco, lotados nos órgãos públicos do governo federal.
"A gente espera derrubar o reajuste porque o processo está com o mesmo juiz por dependência", aposta Irineu Messias, diretor do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social de Pernambuco (Sindsprev-PE) e conselheiro do Conselho de Administração da GEAP (Conad). O reajuste de 37,55% das mensalidades foi definido pelo Conad, que tem a participação dos servidores e do governo. O aumento será aplicado no contracheque de fevereiro. Segundo Irineu Messias, os trabalhadores votaram contra o aumento. "Nós sugerimos o reajuste máximo de 20%, mas perdemos a votação. Este aumento é abusivo. Os servidores terão aumento salarial de apenas 5,5% em agosto", reclama. 
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Servidores federais são atendidos pela Casa Civil para discutir aumentos abusivos na GEAP
Atos dos servidores realizados nesta quarta-feira (17) em Brasília e vários Estados acentuam a luta contra desmandos da ANS e o aumento de 37,55% na GEAP

17/02/2016, Publicado pela CNTSS
Com o lema “Nem que a vaca tussa”, dirigentes de sindicatos dos servidores federais filiados à CNTSS/CUT – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social e representantes de demais sindicatos da categoria estiveram nesta quarta-feira, 17 de fevereiro, em Ato contra a ANS – Agência Nacional de Saúde e o reajuste abusivo de 37,55% da GEAP – Autogestão em Saúde.  Os trabalhadores, cerca de 300 lideranças, se concentraram em frente ao prédio do Ministério da Saúde, em Brasília. Sindicatos aproveitaram a data para realizar mobilizações em seus Estados.
                A manifestação permitiu que os vários Estados representados no Ato no Distrito Federal apresentassem indignação contra o aumento das mensalidades e as diretrizes tomadas pela ANS que vêm prejudicando de forma sistemática as autogestões. Os trabalhadores, por unanimidade, optaram pela realização de uma passeata até o Palácio da Planalto. A iniciativa teve como propósito garantir uma Audiência junto à Casa Civil da presidenta Dilma Rousseff.
                Uma Comissão formada por dirigentes sindicais foi atendida no início da tarde pelo assessor especial da Casa Civil, Silvio Albuquerque e Silva. Os dirigentes reiteraram a posição contrária às medidas que vêm sendo tomadas pela ANS e que prejudicam as autogestões, em detrimento aos planos privados. O aumento abusivo de 37,55% e as exigências de reservas financeiras astronômicas atingem mais fortemente a GEAP colocando-a em situação de vulnerabilidade. Estudo indica que o percentual de ajuste da mensalidade pode ser bem maior, entre 45,38% e mais de 1.000%, ao se observar os critérios de renda e idade dos beneficiários.

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Segundo o representante da CNTSS/CUT no CONAD - Conselho Nacional de Administração da GEAP, Irineu Messias, do Sindsprev PE, a ação dos servidores fez com que Comissão fosse atendida na Casa Civil e levasse suas reivindicações até a antessala da presidência da República. Os trabalhadores apresentaram as preocupações de que as imposições da ANS tornem inviável a manutenção da GEAP e que contribuam cada vez mais com a exclusão dos servidores e seus dependentes do plano de assistência médica. Para ele, a mobilização de hoje é a primeira desta natureza, mas, caso não conquistem avanços junto ao governo, deverão acontecer muitas outras no Distrito Federal e nos Estados.
 O presidente da Confederação, Sandro Cézar, que vem acompanhando estas discussões, declarou recentemente a insatisfação com os rumos tomados pela Agência. Para ele, é vital que os sindicatos federais mobilizem suas bases. A concepção divulgada pela ANS que as medidas estão sendo tomadas para sanear financeiramente a GEAP não condiz com a realidade. “É absurdo e totalmente fora da condição de razoabilidade este aumento. A medida tende a prejudicar a GEAP. Ao contrário de ajudar o Plano a se equilibrar financeiramente, vai excluir um número imenso de beneficiários em virtude dos valores abusivos das mensalidades”, afirmou.
                Para a secretária de Comunicação da CNTSS/CUT, Terezinha de Jesus Aguiar, do Sintfesp GO, que também fez parte da Comissão atendida pela Casa Civil, a mobilização dos servidores garantiu que o governo desse uma atenção especial à questão. Para ela, o representante da Casa Civil mostrou-se receptivo e houve um avanço com a conquista da abertura de um canal de interlocução entre o Executivo, a GEAP e os servidores federais.
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Governo e médicos peritos firmam acordo e agências do INSS devem voltar à normalidade. Compromisso estabelece a reposição, num prazo de até seis meses, das perícias não realizadas e das horas não trabalhadas
Publicado pelo Ministério do Planejamento em :  17/02/2016 12h28, última modificação:  17/02/2016 12h33 

Divulgação/Ministério do Planejamento
O governo federal assinou hoje (17) com a Associação Nacional de Médicos Peritos (ANMP) dois termos de acordo – salarial e de reposição – que asseguram o final efetivo do movimento grevista e a recuperação do trabalho perdido. O compromisso estabelece o atendimento de todas as perícias médicas não realizadas desde o início da greve, em 4 de setembro do ano passado, e a reposição das horas não trabalhadas nas agências do INSS.
Em contrapartida, o governo, além de suspender novos cortes de ponto, procederá à devolução dos valores descontados. A reposição das horas não trabalhadas ocorrerá num prazo de até seis meses.
O termo de acordo resultante da negociação salarial tem vigência por quatro anos e estabelece reajuste de 27,9% em quatro parcelas. A primeira será paga em agosto, no percentual de 5,5%. As demais, nos percentuais de 6,99%, 6,65% e 6,31%, sempre no mês de janeiro, em 2017, 2018 e 2019.
O acordo, segundo Sérgio Mendonça, secretário de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, tem como principal característica a previsibilidade, ou seja, como vale até 2019, existe a garantia de que não haverá mais paralisação dos peritos do INSS nos próximos quatro anos.

“Foi uma negociação difícil, uma greve longa. Mas concluímos dentro dos parâmetros econômicos e salariais que o governo julgava razoáveis, considerando os limites impostos pelas questões fiscais e orçamentárias”, destacou o secretário. “E o mais importante é que é um acordo longo. Esperamos que a partir de agora, o segurado, o cidadão que busca as agências do INSS, tenha regularidade e qualidade no seu atendimento”.
A principal reivindicação dos médicos – redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais sem perda de remuneração – será tratada no âmbito de comitê gestor a ser criado para apresentar uma proposta de reestruturação da carreira de Perito Médico Previdenciário e da carreira de Supervisor Médico-Pericial.
O comitê terá composição paritária entre representantes da ANMP e do governo federal. Tratará, também, de questões como desenvolvimento das carreiras e progressão, entre outras. O resultado será consolidado em proposição legislativa a ser enviada ao Congresso Nacional.

ATENDIMENTO
O termo de reposição assinado hoje tem como objetivo garantir o restabelecimento do atendimento ao cidadão nas agências do INSS em todo o país.
Durante os 165 dias da greve, estima-se que 1,3 milhão de perícias médicas deixaram de ser realizadas. 
Mesmo depois que os médicos anunciaram, em meados de  janeiro, a volta ao trabalho “em estado de greve”, o atendimento vinha ocorrendo de forma parcial. Daqui para a frente terá de ser totalmente normalizado.
O próprio INSS se encarregará de entrar em contato com os segurados para reagendar a perícia, como explica a presidente do INSS, Elisete Berchiol:   “Nós vamos, a partir de agora, com a nossa rede de atendimento, organizar as agendas, ampliar o número de vagas de perícias médicas. E entraremos em contato, pelo telefone 135, com os nossos segurados, para que fiquem sabendo da nova data agendada em que devem comparecer para fazer a perícia”.
Da solenidade de assinatura também participaram o secretário especial de Previdência Social do Ministério do Trabalho e Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas; e o senador Acir Gurgacz (PDT/RO), que intermediou as negociações.

Nota à Sociedade sobre o Fim da Greve dos Peritos Médicos"

Publicada pela ANMP, em 17.02.2016:
A Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social informa que na data de hoje, após 165 dias de movimento paredista, assinou com o Governo Federal o Termo de Acordo de Fim de Greve e Reposição que encerra a greve dos peritos do INSS.

Informamos à sociedade que os peritos médicos irão em um prazo máximo de 6 (seis) meses repor todo o estoque represado com o compromisso da categoria em fazer um esforço adicional para dar conta dessa demanda para o mais breve que for possível voltar à normalidade.

Esperamos que esse acordo marque uma nova era nas relações institucionais entre a ANMP e o Governo Federal, em especial o INSS. No que depender dos peritos médicos, a perícia médica será de agora em diante uma agenda positiva para o País.

Os termos do acordo contemplaram quase toda a pauta exigida e a discussão da jornada de 30h ficou para ser trabalhada nos moldes propostos pelo governo, via comitê paritário ANMP-MPOG/MTPS.

Agradecemos ao apoio irrestrito que recebemos da Federação Nacional de Médicos (FENAM),do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB), todo o sistema CRM-CFM e Sindical Médico nacional, bem como das entidades irmãs como a ANASPS, ANFIP, FONACATE e outras.

Por fim esclarecemos que nunca foi motivo de orgulho ficar em greve por tanto tempo e publicamente agradecemos a intermediação e moderação do Senador Acyr Gurgacz (PDT-RO) que foi fundamental para esse desfecho favorável.

Brasília, 17 de fevereiro de 2016
Diretoria da ANMP."
OPINIÃO DA ANASPS
A ANASPS se congratula com os companheiros da Associação Nacional dos Médicos Peritos –ANMP pelo fim da greve na Perícia Médica.
Lamentamos que nós servidores sejamos obrigados a procedimentos extremos, quando defendemos a Previdência Social na sua essência contra a deturpação de seus valores.
A Perícia Médica do INSS se fortaleceu na luta em favor  de sua missão institucional , de zelar pela saúde do trabalhador brasileiro, que é segurado do INSS,  de solicitar condições de trabalho mais favoráveis para o cumprimento de seu trabalho no dia a  dia nas unidades do INSS e de defender sua categoria profissional contra a terceirização, a”cubanização” e a  transferência a terceiros da atribuição que por lei cabe aos médicos peritos da Previdência Social.
Assinalamos nossa posição contrária ao mecanismo de reposição dos dias parados, por sua complexidade, pois 30% dos peritos trabalharam, na forma da lei,
Contribuinte poderia pagar até 62% menos, segundo simulações do IBPT
G! 10:57 · 15.02.2016 / atualizado às 11:01
Segundo os cálculos, se a tabela acompanhasse a inflação ao longo dos anos, a primeira faixa do IR deveria ser de R$ 3.250,29 a R$ 4.871,18, com alíquota de15%
O contribuinte pagará ainda mais IR, caso não seja feita nenhuma correção na tabela do Imposto de Renda em 2016. De acordo com simulações feitas pelo IBPT, se a tabela de base de cálculo fosse ajustada em 10,67%, compensando o IPCA de 2015, o valor do IR a ser pago neste ano poderia ser até 62% menor.
Segundo os cálculos, se a tabela acompanhasse a inflação ao longo dos anos, a primeira faixa do IR deveria ser de R$ 3.250,29 a R$ 4.871,18, com alíquota de 15%; a segunda seria de R$ 4.781,19 a R$ 6.494,94 e alíquota de 22,5%; a terceira de R$ 6.494,95 a R$ 8.115,61, com taxa 27,5%; e a última com valores acima de R$ 8.115,61. A simulação refere-se ao IR a ser descontado em 12 meses na folha de pagamento, sem férias ou 13º, de contribuintes com dois dependentes

Sigepe Mobile já teve 1,3 milhão de acessos a dados financeiros, cadastrais e funcionais
Aplicativo foi lançado em dezembro de 2015
Publicado pelo MInisterio do Planejamento em   15/02/2016 17h56, última modificação:  16/02/2016 10h13
  
Dois meses após o lançamento em dezembro, o aplicativo Sigepe Mobile, desenvolvido pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP), já teve mais de 1,3 milhões de acessos; mais de 130 mil downloads nas plataformas IOS e Android; e manteve índice de avaliação pelos usuários de 4,5 de um total de 5 pontos, nas lojas App Store e Google Play.
                O aplicativo oferece aos servidores ativos, aposentados e pensionistas do Executivo Federal e do Governo do Distrito Federal (GDF), que recebem seus vencimentos, proventos ou pensões pelo Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siape), uma forma prática e ágil de consultar as informações financeiras, cadastrais e funcionais, por meio de dispositivos móveis, como smartphones e tablets.
                Atualmente, o aplicativo permite a consulta da prévia do contracheque para que possa verificar antecipadamente os lançamentos. Além disso, é possível consultar o histórico dos contracheques dos últimos 12 meses, de forma simplificada e detalhada.
                Leia mais...”.

Em defesa dos cofres públicos, AGU confirma prescrição e evita pagamento indevido
Publicado por Filipe Marques, da AGU em  12/02/2016 - Alterado : 15/02/2016

 Foto: ebc.com.br
Em defesa dos cofres públicos, a Advocacia-Geral da União (AGU) comprovou, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), a tese de que o direito de solicitar o pagamento de licença-prêmio não gozada prescreve cinco anos após a aposentadoria.
A decisão favorável foi obtida em processo em que servidora aposentada buscava a conversão em pecúnia de licença-prêmio não gozada. Ela alegava que, em 2010, requereu por meio de processo administrativo a conversão de 11 meses de licença-prêmio não gozados em pecúnia. Porém, o pedido foi rejeitado pela administração pública por ter prescrevido, o que a motivou a acionar a Justiça.
Após a solicitação da autora ter sido negada na primeira instância, ela recorreu ao TRF1. A ex-servidora alegou que a sua aposentadoria só foi homologada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 2006 e devidamente ratificada em 2009, data que marcaria o início do prazo prescricional.
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Pessoas com Síndrome de Talidomida poderão ter direito a aposentadoria especial
Da Redação da Agência Senado em | 17/02/2016, 10h48 - ATUALIZADO EM 17/02/2016, 14h52
 A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (17) o Projeto de Lei do Senado (PLS) 512/2011— Complementar, que concede aposentadoria especial a pessoas com a chamada Síndrome da Talidomida. O direito vale tanto para os servidores públicos quanto para os segurados do Regime Geral de Previdência Social (GPS).
De acordo com o texto aprovado, as vítimas da talidomida poderão se aposentar depois de 20 anos de contribuição previdenciária, independentemente da idade. No caso do servidor público, a proposta fixa mais duas condições: dez anos de efetivo exercício e cinco anos no cargo.
O autor do projeto, senador Paulo Paim (PT-RS), explica que a ideia é regulamentar dois artigos da Constituição: o 40, que trata da aposentadoria dos servidores, e o 201, que trata da aposentadoria dos demais trabalhadores. Ao justificar a proposta, Paim destaca a necessidade de garantir o benefício aos portadores da síndrome porque essas pessoas têm "maiores dificuldades no desempenho de suas atividades laborais', pois a doença compromete a capacidade motora, afetando, sobretudo, braços e pernas.

Os senadores Paulo Paim (autor do projeto aprovado) e Eduardo Amorim, durante a reunião da CAS desta quarta-feira 


O senador gaúcho alega ainda que o impacto financeiro da aprovação do projeto é irrelevante, "por estimar que o número de pessoas afetadas pela síndrome em foco varia de 300 a mil indivíduos".
Para o relator, senador Humberto Costa (PT-PE), a proposta de Paim vai amparar as vítimas da "negligência estatal em retirar do mercado medicamentos em cuja composição se encontra a talidomida". O relatório de Humberto Costa foi lido pelo senador Dalírio Beber (PSDB-SC), que também apoiou a proposta.
Talidomida
Desenvolvida na Alemanha e comercializada no Brasil até 1965, a talidomida acarretou má-formação em fetos, que resultaram em deficiências físicas, visuais e auditivas.
O projeto, que já foi foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos (CDH), segue para análise do Plenário do Senado.

Projeto que consolida legislação sobre aposentadoria especial é aprovado pela CI

Da Redação | 17/02/2016, 12h55 - ATUALIZADO EM 17/02/2016, 14h58


Pedro França/Agência Senado
A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) aprovou nesta quarta-feira (17) projeto de lei (PLS 233/2003 — Complementar) que pode consolidar numa única norma todas as regras para a concessão de aposentadoria especial, direito assegurado a trabalhadores que exerçam atividades prejudiciais à saúde ou à integridade física. Hoje essas regras estão dispersas em diferentes leis, decretos e portarias.
O projeto, do senador Paulo Paim (PT-RS), foi aprovado na forma do substitutivo apresentado pelo relator, Acir Gurgacz (PDT-RO), que acatou parte das mudanças sugeridas pelo autor. Uma delas é a permissão para expedição do laudo técnico-profissional por pessoa que não seja médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho. O documento também poderá ser emitido pelo Ministério do Trabalho ou pelas delegacias regionais do trabalho.
Assim como acontece hoje, o regime especial permite que os trabalhadores que tenham exercido atividades insalubres se aposentem com 15, 20 ou 25 anos de trabalho. A proposta regulamenta dispositivo constitucional que trata da aposentadoria especial (artigo 20).
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Comissão aprova PEC que transfere da Justiça estadual  causas de acidentes trabalho contra a União para a Justiça Federal
Da Redação | 17/02/2016, 11h38 - ATUALIZADO EM 17/02/2016, 14h29

Marcos Oliveira/Agência Senado
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (17), proposta de emenda à Constituição (PEC 127/2015) que transfere da Justiça estadual para a Justiça federal a competência para o julgamento de causas decorrentes de acidentes de trabalho nas quais a União e as causas em que entidade autárquica ou empresa pública federal sejam partes. A proposta segue agora para votação no Plenário do Senado.
A PEC 127/2015 foi apresentada pelo senador José Pimentel (PT-CE) com o objetivo de agilizar o julgamento de causas previdenciárias. A proposta foi relatada na CCJ pelo senador José Maranhão (PMDB-PB), que fez ajustes no texto original. Um destes ajustes é não passarão para os juízes federais as causas envolvendo sociedades de economia mista relacionadas com processos de falência, de competência da Justiça Eleitoral e da Justiça do Trabalho.
Segundo justificou Pimentel no texto de apresentação da PEC, a Justiça federal tem sido mais ágil no julgamento dos processos.
“Considerando a expertise da Justiça federal no julgamento da matéria previdenciária, seu índice de julgamento é bastante superior ao da Justiça estadual, quando essa processa e julga matérias que são objeto de delegação. Em 2011, enquanto a Justiça federal julgou 34% de todos os processos em tramitação, a Justiça estadual, em relação às matérias de competência delegada, no mesmo período, julgou apenas 11% dos processos em tramitação”, explicou Pimentel na justificação da proposta.

Leia nesta edição
ANASPS/ON LINE
Ano XIV, Edição nº 1.453
Brasília, 19 de Fevereiro de 2016



O pensamento do ministro Rossetto sobre a reforma da Previdencia. Desvincular mínimo da Previdência não está em pauta, diz Rossetto

ANASPS/ON LINE/Extra
Informativo Semanal Temático da Diretoria Executiva da ANASPS
Ano XVIII, Edição nº 1.454
Brasília, 19 de Fevereiro de 2016.

O pensamento do ministro Rossetto sobre a reforma da Previdencia.

Desvincular mínimo da Previdência não está em pauta, diz Rossetto


VALOR ECONÔMICO – SP , Edna Simão e Ribamar Oliveira | De Brasília, 15.02.2016
Apesar das resistências de seu próprio partido, o PT, e das centrais sindicais, o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, aposta no diálogo para alcançar "pontos de convergências" que permitam a reforma da Previdência Social, a partir do Fórum criado para discutir o assunto e que se reúne nesta quarta-feira. A expectativa de Rossetto é que governo consiga chegar a uma proposta com os diversos interlocutores até o fim deste semestre.
Em entrevista ao Valor, Rossetto deixou claro que a desvinculação dos benefícios previdenciários do reajuste do salário mínimo não estará na mesa de negociação. Para o ministro, "preservar o salário mínimo como piso previdenciário é uma das referências estratégicas da reforma". Ele lembrou que a política de reajuste do salário mínimo "está resolvida" até 2019. Vários especialistas consideram que a repercussão do aumento real do mínimo sobre os benefícios previdenciários é uma das principais razões do desequilíbrio do sistema.
Rossetto ressaltou que não há uma posição "concluída" no governo com relação à fixação de idade mínima para requerer aposentadoria. O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, defende uma idade mínima de 65 anos. Essa é, segundo Rossetto, uma opinião de Barbosa, entre várias outras que existem no governo.
Mas tudo, conforme o ministro, está em discussão, como a equiparação das regras de concessão de aposentadoria para homens e mulheres, assim como as dos trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos e dos trabalhadores da área urbana e da rural. A seguir, os principais trechos da entrevista:
Valor: No atual quadro político, de grandes dificuldades do governo no Congresso, o senhor acha possível avançar em uma reforma da Previdência Social?
Miguel Rossetto: Seguramente em alguns pontos. Este é um tema relevante para o governo. A presidente Dilma Rousseff tem sinalizado claramente a importância deste debate, que transcende o interesse de governo de curto prazo. Nós temos que entender que esta (a questão previdenciária) é uma agenda permanente e tem sido tratada assim pelo Congresso Nacional ao longo dos anos.
Valor: Mas as resistências são grandes?
Rossetto: Penso que o país tem maturidade, como tem demonstrado ao longo de todos esses anos, para enfrentar esse tema preservando duas referências estratégicas. A primeira delas é preservar um modelo de previdência solidário, de repartição simples, de caráter contributivo e com contribuição de impostos, que é uma experiência positiva para o país. A segunda é a preservação do salário mínimo como piso previdenciário importante. A manutenção do poder de compra dos benefícios previdenciários, de um modelo solidário de previdência, de repartição simples, que é o regime geral, que ao lado do regime próprio dos servidores, se constituíram nesse grande patrimônio de seguridade para os brasileiros. O regime geral concede 28 milhões de benefícios previdenciários anuais e possui 51 milhões de contribuintes. Por isso, a reforma é um tema a ser tratado com serenidade, com responsabilidade e com sobriedade.
Valor: Vários líderes importantes do PT já se manifestaram contrários à reforma da Previdência, assim com líderes da base aliada. Como avançar na reforma em ano de eleição municipal? A posição do PT não é um obstáculo à reforma?
Rossetto: O partido tem debatido e vai debater este tema. Como todos os partidos da base aliada e o Congresso Nacional. Nós estamos abrindo esta agenda. É evidente que, para nós, o resultado dessa agenda não pode se traduzir unicamente em mais conflito. Esta tem que ser uma agenda de convencimento, de informação sobre o sistema. Eu acredito na nossa capacidade de construção de acordos importantes. Vamos construir uma agenda ampla, de diálogo, que significa escutar. Tenho absoluta confiança, segurança, que as centrais sindicais, o setor empresarial, os partidos políticos têm muito a contribuir e vão oferecer sugestões em cima de um roteiro básico para assegurar aquilo que é uma referência para o governo: preservar uma Previdência solidária, justa para todos.
Valor: No passado, as mudanças na Previdência eram feitas sempre no início do mandato do presidente, com um governo forte, algo muito diferente do que vivemos hoje. Ainda não sabemos se vai haver ou não impeachment. Qual é a estratégia do governo para conseguir esse convencimento em torno das mudanças da Previdência?
Rossetto: Do ponto de vista político, é correto o tema que vocês trazem. Por isso a importância do diálogo, do convencimento, da convocação para que todos esses atores e essas representações políticas participem dessa agenda, manifestem sua opinião sobre essa agenda. Exatamente por conta dessa situação delicada, sensível, é que nós temos que trabalhar em um ambiente de convencimento.
Valor: Mas o governo não tem esse ambiente de convencimento hoje.
Rossetto: É por isso que vamos trabalhar de uma forma dedicada, com números, com dados, com atualização da estrutura previdenciária, das condições demográficas do país, estimular de uma forma forte esse ambiente que é de responsabilidade comum. Teremos pontos de consenso? Provavelmente. Teremos também pontos de conflito. Nós não pretendemos que essa agenda seja uma agenda só de conflito. É uma agenda difícil, mas achamos que, neste ambiente de construção de responsabilidades comuns, poderemos encontrar pontos de concordância. Vamos avaliar, ao final desse processo, as iniciativas que tomaremos. Alguns dizem que a melhor das reformas é aquela que pode ser feita. Talvez seja importante nós avançarmos naquilo que é estratégico para o nosso país, preservando direitos constituídos. Vamos trabalhar com grande sensibilidade os mecanismos de transição, assegurando uma estabilidade clara e compreensível a toda sociedade dos períodos de transição, a exemplo de outros países. Todas as eventuais mudanças e aperfeiçoamentos serão feitos para preservar o modelo de previdência solidária e justa.
"A preservação do salário mínimo como piso previdenciário importante é uma referência estratégica"
Valor: A expectativa, que surgiu devido a declarações do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, era de que o governo apresentasse na próxima reunião do Fórum uma proposta de reforma. Mas o senhor disse que será definido apenas um cronograma de discussão. O governo colocou um pé no freio?
Rossetto: Não fui eu que definiu isso. Foi uma agenda acordada no Fórum. As centrais sindicais e o setor empresarial discutiram uma agenda de crescimento para o país, que foi enviada à presidente Dilma. Foi definido também que o governo retornaria ao Fórum, com uma resposta a essa agenda. Esse é o tema que nós vamos tratar no dia 17. Isso é público. Ao mesmo tempo, nós acordamos com as centrais sindicais que debateríamos um cronograma de trabalho para discutirmos uma agenda da Previdência em dois pontos fundamentais: um diagnóstico e cenários. Nós pretendemos preparar esse calendário, que será amplo, aberto, e acordar uma metodologia.
Valor: Com prazo?
Rossetto: Com prazo. Este é um debate que terá começo, meio e fim. A nossa referência é o primeiro semestre.
Valor: Concluir o debate no primeiro semestre?
Rossetto: Exatamente. Vamos trabalhar para estabelecer uma agenda clara sobre todos os temas que vão perpassar essa atualização: os financiamentos, a sonegação, as fraudes, os benefícios, a idade mínima, o tempo de contribuição, a convergência entre o regime público e o regime privado, a convergência entre homens e mulheres, entre rurais e urbanos, as renúncias previdenciárias. O Brasil fez movimentos contraditórios ao longo dos últimos anos. Nós ampliamos a cobertura previdenciária, mas retiramos receitas e ampliamos renúncias previdenciárias.
Valor: Esse é o roteiro básico a que o senhor se referiu?
Rossetto: Sim. Vamos buscar convergências na perspectiva de preservar, com sustentabilidade, o modelo previdenciário brasileiro, diante das grandes transformações demográficas que estão acontecendo na sociedade brasileira, que são bem-vindas.
Valor: Quais são as mudanças?
Rossetto: O Brasil acelera duas transformações bem-vindas. A população de idosos cresce. Em 2015, as pessoas com mais de 60 anos correspondiam a 10% da população e em 2030 chegarão a 20%, com crescimento progressivo. Hoje, o cidadão brasileiro com 60 anos vive, em média, mais 22 anos e meio. Temos, portanto, uma maior participação de idosos na população e idosos que vivem mais. Ao mesmo tempo, temos uma segunda reforma demográfica, que é a redução da taxa de fecundidade. Hoje, a taxa de fecundidade é 1,74. Com isso, teremos uma alteração naquilo que chamamos de razão de dependência entre quem trabalha e quem já trabalhou e deve ter a sua aposentadoria. Essa alteração implica uma avaliação e aperfeiçoamentos. Porque a base de um sistema solidário e de repartição simples, como é o nosso, quem trabalha financia quem já trabalhou. Essas contribuições previdenciárias são complementadas por recursos de impostos, no nosso caso especialmente pela Cofins e pela CSLL. É esse equilíbrio que vamos avaliar. O equilíbrio entre as contribuições previdenciárias e os recursos dos impostos que deverão financiar, com estabilidade, esse novo perfil previdenciário que já começamos a viver e vamos viver.
Valor: Qual é a sua posição sobre a idade mínima para requerer aposentadoria?
Rossetto: Nós vamos construir isso. Todos esses temas estão sendo avaliados pelo governo. O governo não tem uma posição concluída sobre esse tema.
Valor: Então, quando o ministro da Fazenda defende uma idade mínima de 65 anos, ele não está falando pelo governo?
Rossetto: Existem várias opiniões dentro do governo. A opinião do ministro da Fazenda é uma delas. Todas estão sendo debatidas com responsabilidade, com rigor, de forma a responder a essa agenda, a essa proposta de reforma da Previdência feita pela presidente Dilma.
Valor: O senhor é contra a reforma da Previdência?
Rossetto: Não. Sou a favor de um modelo previdenciário solidário, como o modelo brasileiro, com sustentabilidade. Um modelo que deve ser permanentemente aperfeiçoado, preservando direitos e com sustentabilidade financeira. Sou a favor dessa grande conquista da sociedade brasileira construída a partir da Constituição de 88, que mudou nosso país.
Valor: Existe uma forte resistência das centrais sindicais ao estabelecimento de uma idade mínima. Elas preferem a manutenção da fórmula 85/95.
Rossetto: Vamos dialogar com as centrais e com os parlamentares. Debater sobre nossas experiências do tempo de contribuição e da idade mínima previstas na Constituição. Também vamos avaliar aquilo que foi aprovado no ano passado, que é a fórmula 85/95, que combina o tempo de contribuição e idade.
Valor: O governo pretende igualar a idade e o tempo de contribuição entre homens e mulheres. Qual sua opinião?
Rossetto: Precisamos verificar se as razões para se ter essas diferenças se justificam nos dias de hoje. Uma das razões era a maternidade. Muitas mulheres saem do mercado de trabalho porque a sociedade imputa às mulheres um trabalho de responsabilidade dos filhos. Nós vamos avaliar essas condições.
Valor: Qual a experiência internacional?
Rossetto: Ela caminha no sentido da convergência. A experiência internacional fará parte da reflexão que vamos fazer.
Valor: A igualdade de gênero, então, está na agenda?
Rossetto: A avaliação de condições diferenciadas para aposentadoria de homens e mulheres fará parte do debate. Do mesmo jeito que fará parte desta agenda a diferenciação entre trabalhadores rurais e urbanos.
Valor: Mas é possível equiparar as regras da previdência dos trabalhadores rurais com os da área urbana?
Rossetto: Tudo isso vamos avaliar. São condições de trabalho diferente. Temos que entender. A base dessa estrutura foi definida em 1988.
Valor: As empresas exportadoras de produtos agropecuários são isentas de contribuição previdenciária de 2,5%. Isso não é contraditório com um regime sustentável?
Rossetto: É um tema em avaliação.
Valor: A desoneração da folha de pagamentos também isentou (da contribuição previdenciária) as empresas exportadoras que optaram pela nova contribuição sobre o faturamento.
Rossetto: Esse desequilíbrio começou a ser corrigido a partir do ano passado. Nós temos que corrigir desequilíbrios. Por isso, o tema do financiamento da Previdência fará parte da agenda.
"A ideia é colocar [a CPMF] para a seguridade social, por conta dos temas que envolvem os Estados e municípios"
Valor: Tanto o governo dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva caminharam na direção de igualar as regras de aposentadoria dos servidores públicos com as do INSS. Essa ideia prevalece?
Rossetto: A ideia é buscar convergência de tal forma que todos os brasileiros participem de um sistema previdenciário com regras comuns e que seja um sistema justo, adequado.
Valor: As regras que pretendem estabelecer valerão a partir de quando e para quem?
Rossetto: Todos aqueles que têm direitos constituídos nas regras atuais terão assegurados seus direitos. Não só os aposentados como os que já têm condições de aposentadoria. Os direitos adquiridos estão assegurados. Portanto, não há necessidade de nenhuma corrida, de antecipação de aposentadoria por conta disso. Haverá um período de transições frente a eventuais mudanças. Não vai ter truque. Não haverá surpresa.
Valor: Se ao final do semestre, o governo não chegar a uma proposta única o que acontece? Não será apresentada uma proposta?
Rossetto: Nós vamos avaliar a nossa posição a partir do debate. Um debate para valer depende de convencimento, argumentos. É um debate para valer. Nós estamos convencidos e vamos trabalhar para constituição de pontos de convergência.
Valor: A presidente Dilma tem dito que a reforma da Previdência não tem impacto no curto prazo e que está pensando no futuro do país. Mas neste ano o déficit da Previdência Social vai ultrapassar os R$ 100 bilhões. O que fazer no curto prazo?
Rossetto: Temos uma agenda de trabalho em vários níveis. Por exemplo, uma agenda administrativa, que busca melhoria de gestão e da eficiência, combate à fraude e sonegação. Temos agenda de mudanças normativas. Quando falamos de 2015, o déficit [R$ 85,818 bilhões] foi provocado pela queda da receita previdenciária por conta da redução da massa salarial e da atividade econômica. Foram 1,5 milhão de postos de trabalho, infelizmente, eliminados. As despesas não estão descontroladas na Previdência. Ao longo dos últimos anos, preservamos uma necessidade de financiamento em torno de 1% do PIB. Recuperar no curto prazo é uma combinação basicamente de recuperação do crescimento econômico.
Valor: Mas não há perspectiva, no curto prazo, de retomada da economia para ajudar a amenizar o déficit previdenciário..
Rossetto: Estamos em um cenário econômico instável. São dificuldades relacionadas a questões internacionais que se somam às nossas dificuldades internas. Todos os países estão concentrados em suas agendas econômicas e de superação de um período global difícil. Qual é minha expectativa para 2016? Que neste ano possamos nos concentrar em agendas estratégicas para o país e que essa irresponsabilidade de impeachment, que retirou grande parte da energia política de 2015, seja definitivamente enterrada.
Valor: O governo também depende da aprovação da CPMF?
Rossetto: A recuperação da atividade econômica é a prioridade orientada pela presidente Dilma Rousseff, geração de emprego e massa salarial. No curto prazo é fundamental a aprovação da CPMF. Temos muita confiança que ela será aprovada, pois é muito importante para o país.
Valor: Estão querendo destinar a CPMF para a saúde?
Rossetto: A ideia em debate é colocar para a seguridade social, por conta dos temas que envolvem os Estados e municípios.
Valor: Vai ser preciso mudar a proposta de emenda constitucional encaminhada pelo governo, que prevê que os recursos da CPMF serão destinados à cobertura do déficit da Previdência.
Rossetto: Isso. A CPMF é destinada à Previdência e o debate no Congresso, junto aos governadores e prefeitos, orienta para uma despesa daseguridade social.
Valor: O senhor é contra desvincular os benefícios previdenciários do reajuste do salário mínimo?
Rossetto: Sim. Esse é um tema resolvido até 2019. O Congresso aprovou recentemente, por iniciativa da presidente Dilma, a politica de valorização do salário mínimo até 2019.
Valor: O tema de desvinculação do salário mínimo dos benefícios previdenciários não está na agenda da reforma?
Rossetto: Não.

Sem acordo sobre Previdência

CORREIO BRAZILIENSE – DF  , CÉLIA PERRONE, 16.02.2016
Divergências dentro do governo e resistência de políticos da base aliada emperram a reforma do sistema previdenciário, considerada fundamental para reorganizar as contas públicas. Fórum criado com o propósito de discutir o tema se reúne amanhã
O governo terá dificuldade de levar adiante a proposta de reforma da Previdência, apesar do alerta de especialistas de que a medida é fundamental para colocar as finanças públicas em ordem e garantir a sustentação do regime de aposentadorias no futuro. Embora tenha prometido avançar na discussão de regras que impeçam o colapso do sistema, a presidente Dilma Rousseff não demonstra convicção sobre a necessidade das mudanças. Além disso, enfrenta resistências na base aliada  - que se recusa a encarar a reforma, devido à impopularidade do assunto - e dentro do próprio Executivo.
Amanhã haverá nova reunião do Fórum da Previdência, criado no ano passado pelo governo, com a participação de empresários, estudiosos do tema e sindicalistas, para discutir propostas de alteração no sistema previdenciário. Mas, enquanto o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, diz que vai apresentar um projeto, o titular da Previdência, Miguel Rosseto, que preside o Fórum, afirma que o encontro será apenas para definir um cronograma de discussão. Entre as propostas defendidas pela área econômica estariam o estabelecimento de 65 anos como idade mínima para que tanto homens quanto mulheres possam requerer a aposentadoria. Outra medida seria a desvinculação dos benefícios do salário mínimo.
Desorganização
"Quando o ministro da Previdência diz que a opinião do colega da Fazenda é apenas mais uma palavra no debate, é sinal de que o grau de desorganização no governo chegou ao máximo. Será uma enorme perda de tempo se não houver uma proposta concreta na mesa", avaliou Fabio Giambiagi, especialista em finanças públicas e Previdência Social.
"O problema é que colocaram a raposa para tomar conta do galinheiro. Quando se nomeia um sindicalista para cuidar de uma matéria que exige um especialista, é difícil chegar a um acordo", afirmou Renato Follador, consultor que há mais de 30 anos atua na área de Previdência. Para ele, quanto mais demorarem as reformas, mais o país e os próprios aposentados pagarão por esse atraso. "A alternativa para viabilizar o sistema seria criar impostos, coisa que a sociedade não suporta mais, ou aumentar a contribuição, o que seria inviável também, dado que o empregador já paga 20% e o trabalhador, mais 11,5% do salário", ressaltou.
Follador diz que é importante regulamentar a idade mínima e a igualdade de gênero na concessão do benefício, a exemplo do que acontece em outros países. Também é a favor da desvinculação do salário mínimo das aposentadorias por causa do impacto que provoca nas contas públicas. "Salário mínimo regula mercado de trabalho. As aposentadorias deveriam ser apenas corrigidas pela inflação", frisou.
Ambos os especialistas acreditam que, sem consenso sobre a necessidade da reforma, a tendência é que ela seja empurrada com a barriga até que o custo de protelar as mudanças seja superior ao de enfrentar o problema. "A Previdência vai quebrar o Brasil. A reforma fica dividida entre direito adquirido e expectativa de direito. Quanto mais longo o período de transição, melhor para o segurado, mas pior para o país", definiu Follador.
Desigualdade
O professor Rodolfo Hoffmann, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), afirma que o sistema previdenciário, sobretudo quando se consideram as aposentadorias do setor público, reforça a desigualdade de renda no Brasil. "Não é uma questão de idade ou de gênero que vai resolver. Tudo ajuda, é claro, mas a maior parte dos rendimentos da previdência são elevados e distribuídos de maneira injusta." Ele afirma que os 2% brasileiros mais ricos recebem o mesmo valor, na forma de aposentadorias e pensões, que os 60% mais pobres.

Para economistas, discursos divergentes põem reforma da Previdência em dúvida

Camilla Veras Mota e Arícia Martins | VALOR ECONÔMICO – SP ,16.02.2016  
Os dissensos entre os ministérios do Trabalho e da Fazenda em relação à reforma da Previdência são um começo ruim de um debate que deve ser difícil e que promete uma eventual tramitação conturbada caso siga para o Legislativo, avaliam economistas. Para muitos deles, a falta de unidade no discurso do governo levanta dúvidas sobre sua real disposição em levar a cabo uma reforma sabidamente com elevado ônus político.
Em entrevista publicada ontem no Valor, o ministro do Trabalho, Miguel Rossetto, afirmou que o governo não tem posição fechada, entre outros temas, sobre a elevação da idade mínima para a aposentadoria - para muitos especialistas, o ajuste mais urgente. Rossetto classificou como opinião pessoal de Nelson Barbosa as declarações do ministro da Fazenda em defesa da instituição da uma idade mínima de 65 anos.
"A discussão sobre a reforma começa muito mal. Não sabemos quem está falando pelo partido e quem está falando pelo governo. O Barbosa não tem ´opinião pessoal´, sua opinião é a de ministro", ressalta o professor da FEA-USP Luís Eduardo Afonso. O especialista em Previdência lembra que reformas desse tipo geralmente são feitas em início de governo, aproveitando o capital político pós-eleições.
O debate atual, pondera, é mais um desdobramento do problema fiscal, que torna premente a redução de gastos. "A impressão é que vão sair apenas pequenos remendos, como a cobrança da contribuição dos exportadores agrícolas", diz, em referência à proposta de fim da isenção de 2,6% a produtores que vendem ao exterior.
"O ministro Rossetto sempre foi publicamente contra. Se o governo realmente queria fazer reforma, por que o nomeou para o ministério?", questiona José Márcio Camargo, economista da Opus Gestão de Recursos e professor da PUC-Rio. "Minha avaliação é que o governo não quer fazer reforma da Previdência. Está tentando jogar para a plateia e ganhar tempo."
"A reforma já seria difícil de aprovar no Congresso, dada a fragilidade política e a impopularidade do governo - sem falar na pressão pelo impeachment -, mas, na prática, vai ser difícil até mesmo sair uma proposta do governo, em função da falta de consenso", afirma Rogério Nagamine Costanzi, técnico do Ipea e ex-funcionário do Ministério do Trabalho.
Para ele, a resistência à desvinculação dos pisos previdenciários ao salário mínimo, ressaltada por Rossetto, era esperada. Além de exigir emenda constitucional, o tema sempre foi rechaçado no PT. Mantida a vinculação, diz, seria necessário rever a política de valorização do mínimo, fixada até 2019 e insustentável a médio prazo.
O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, avalia que a desvinculação deveria ser uma das primeiras medidas, em paralelo a uma revisão da própria fórmula de reajuste do mínimo. "Não há razão para acreditar que a presidente esteja realmente empenhada nisso, depois de cinco anos ignorando o problema e, na verdade, piorando a situação. Agora que não há força política nem para aprovar uma medida que depende de voto majoritário apenas, o que dirá medidas mais duras como idade mínima".
Para o economista-chefe do banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, as diferenças entre Trabalho e Fazenda são compreensíveis: os ministérios têm agenda própria. Para ele, é positiva a busca de consenso via Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social, que se reúne amanhã.
Afonso questiona a iniciativa, lembrando o desfecho do fórum instituído com igual propósito em 2007, encerrado com documentos "vagos" e sem proposta concreta.
Ainda que não acredite em um avanço prático, Mauro Schneider, economista da MCM Consultores , enxerga como positiva a retomada da discussão, especialmente se ela for séria. Para ele, a reestruturação da Previdência é parte de uma necessidade maior de revisão de uma série de instituições públicas, que diminua a rigidez dos gastos, que simplifique e torne mais eficiente a arrecadação tributária e que equalize as distorções causadas pelas concessões de subsídios e benefícios a determinados setores.






FÓRUM: Governo apresenta temas para o debate sobre a previdência. Apresentação aos integrantes do colegiado trata de demografia, financiamento e regras de acesso

ANASPS URGENTE 76
Brasília, 18 de Fevereiro de 2016
FÓRUM: Governo apresenta temas para o debate sobre a previdência.  Apresentação aos integrantes do colegiado trata de demografia, financiamento e regras de acesso


Publicado: 17/02/2016 16:49, Última modificação: 17/02/2016 19:15


Apresentação aos integrantes do colegiado trata de demografia, financiamento e regras de acesso. Fotos: Erasmo Salomão/MTPS. Mais Fotos
Da Redação (Brasília) – O Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social passará a debater temas específicos relativos à situação atual da previdência brasileira e à sustentabilidade do modelo no longo prazo com o objetivo de apresentar propostas para aperfeiçoamento do sistema.
Demografia, financiamento, regras de acesso, além da convergência dos regimes previdenciários estão entre os temas que foram apresentados pelo secretário especial da Previdência Social, Carlos Gabas, na reunião do Fórum, nesta quarta-feira (17), no Palácio do Planalto. Confira aqui a apresentação dos assuntos propostos.
Na reunião, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, apresentou o conjunto de medidas que estão sendo tomadas pelo governo para a retomada do crescimento. Barbosa abordou, também, temas específicos da previdência que impactam na sua sustentabilidade. A apresentação do ministro pode ser acessada clicando aqui.


APRESENTAÇÃO DO MINISTRO DA FAZENDA, NELSON BARBOSA






Estratégia de Política Econômica
Completar as medidas de ajuste fiscal e iniciar um processo de reforma fiscal;

Estabilizar e recuperar o nível de renda e de emprego com:
• incentivo ao investimento e às exportações; e
• reformas institucionais para aumentar produtividade.







DESAFIOS DA DEMOGRAFRIA

• O processo de envelhecimento populacional exige um aperfeiçoamento das regras previdenciárias para fortalecer a sustentabilidade do sistema de seguridade social.
• É importante realizar esses aperfeiçoamentos agora de forma gradual, evitando que no futuro as mudanças tenham que ser abruptas.
• Qualquer mudança deve respeitar os direitos adquiridos e ter impactos graduais e crescentes sobre o resultado da previdência e da economia.

APRESENTAÇÃO DO SECRETÁRIO NACIONAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL, CARLOS EDUARDO GABAS.
PREVIDÊNCIA: UMA AGENDA PRÓ-CRESCIMENTO

- Para estabilizar a economia no curto prazo é indispensável adotar reformas de longo prazo.
- A garantia da sustentabilidade da previdência melhora as contas públicas no futuro, o que tem impacto imediato na economia.
- A melhora das expectativas fiscais reduz a volatilidade cambial, possibilita a queda das taxas de juros de longo prazo e incentiva o investimento e a geração de emprego.

Reunião do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social
Brasília, 17 de Fevereiro de 2016.





Pirâmides Etárias: 1990 / 2010 / 2030 / 2060