segunda-feira, 25 de abril de 2016

Secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, diz que existem 117 mil processos no Carf, que somam R$ 600 bilhões.

Secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, diz que existem 117 mil processos no Carf, que somam R$ 600 bilhões.  (NE: Quantos mil processos e quantos bilhões são da Previdência Social?)
Publicou a Agência Câmara Reportagem - Antonio Vital ,Edição - Natalia Doederlein
em 12/04/2016 - 13h32 Atualizado em 12/04/2016 - 14h19
O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, informou que existem em discussão na primeira e segunda instância de recursos administrativos do governo federal processos que somam quase R$ 800 bilhões em dívidas questionadas por contribuintes. Ele está depondo neste momento na CPI do Carf.

Segundo Rachid, desse total, cerca de R$ 600 bilhões em dívidas são questionadas no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) – a segunda instância de discussões sobre créditos tributários.

“Em primeira instância, ou seja, em discussão nas 14 delegacias regionais da Receita, existem 240 mil processos em que se discute R$ 193 bilhões em créditos tributários. No Carf, são 117 mil processos, com R$ 600 bilhões em discussão”, disse. Segundo o secretário, 70% dos valores discutidos são mantidos depois da decisão administrativa a respeito dos recursos.

Durante a audiência pública da CPI, deputados criticaram a maneira como o Carf funcionava até a deflagração da Operação Zelotes, há um ano. Além de Rachid, participam do encontro a corregedora-geral do Ministério da Fazenda Fabiana Vieira Lima e o procurador-geral do órgão, Maurício da Soller.

“Fiquei escandalizado com o funcionamento do Carf. Não tinha transparência na distribuição de processos e os conselheiros podiam transitar de uma turma para outra”, disse o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG).
A Operação Zelotes, deflagrada há um ano pela Polícia Federal, investiga a existência de um esquema de corrupção no Carf, órgão do Ministério da Fazenda encarregado de julgar recursos de empresas autuadas pela Receita, e também no Congresso Nacional, com base em indícios de que teria havido pagamento de propina na aprovação de medidas provisórias que beneficiaram setores da economia com isenções fiscais.

Soller e Rachid destacaram mudanças que consideram positivas adotadas depois da Zelotes – como a proibição de advogados exercerem a profissão enquanto exercerem o cargo de conselheiros do Carf e a previsão de sindicância de vida pregressa dos candidatos à função.

Mas as mudanças não foram consideradas suficientes pela CPI. O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) criticou a chamada paridade na composição do Carf. De acordo com essa regra, metade dos conselheiros é indicada pelas federações de empresas, representando os contribuintes, e a outra metade é indicada pelo Ministério da Fazenda e é composta por auditores tributários.

“Isso é para ficar na mão da parte interessada, que não quer pagar impostos. Por que não representantes dos trabalhadores?”, perguntou. Chinaglia propôs a criação de uma subcomissão para propor mudanças no funcionamento do Carf.


Convidados elogiam proibição de que conselheiros do Carf exerçam advocacia
 Publicou a Agência Câmara em 12/04/2016 - 11h45  Atualizado em 12/04/2016 - 13h32 
Mudanças na forma de indicação dos conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e no funcionamento do órgão, encarregado de julgar recursos de contribuintes autuados pela Receita Federal, são tema de debates na CPI do Carf, que ouve os depoimentos do secretário da Receita Federal Jorge Rachid e de dois representantes do Ministério da Fazenda: a corregedora-geral Fabiana Vieira Lima e o procurador-geral Maurício da Soller.
Em reunião anterior da CPI, o procurador da República Frederico Paiva, responsável, no Ministério Público, pelas investigações da Operação Zelotes, sugeriu a nomeação de conselheiros por meio de concurso público – hoje metade deles é indicado pelas federações de empresas, representando os contribuintes, e a outra metade é indicada pelo Ministério da Fazenda e é composta por auditores tributários.
O procurador-geral do Ministério da Fazenda Maurício da Soller disse que as federações provavelmente se oporiam à nomeação de conselheiros por meio de concurso público. “Isso pode ser adotado, apesar de nem o Judiciário ter todos os juízes concursados. Mas terá resistência das confederações”, disse.
Segundo a corregedora-geral do Ministério da Fazenda, Fabiana Vieira Lima, 28 conselheiros estão sendo investigados por suspeita de envolvimento em irregularidades nos julgamentos.
O secretário da Receita Jorge Rachid disse não concordar com a proposta. “Acho que temos que ter renovação no conselho. Não acho interessante ter uma função vitalícia na avaliação do crédito tributário”, disse.
Outras mudanças no funcionamento do Carf desde a deflagração da Operação Zelotes, da Polícia Federal, há um ano, foram elogiadas pelos convidados da comissão. Entre elas, a proibição de advogados exercerem a profissão enquanto exercerem o cargo de conselheiros do Carf e a previsão de sindicância de vida pregressa dos candidatos à função.
O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), um dos autores de requerimentos de convocação dos depoentes, cobrou uma posição das federações das empresas e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em relação aos conselheiros suspeitos.
“A OAB foi,no mínimo, conivente. Não adotou nenhuma providência em relação aos advogados. A OAB teria que ser cobrada”, disse.
Representante do Ministério da Fazenda defende que União não recorra de decisões do Carf
Publicou a Agência Câmara em 12/04/2016 - 11h00
O procurador-geral do Ministério da Fazenda, Fabrício da Soller, defendeu, em depoimento à CPI do Carf, a regra segundo a qual a União não pode recorrer à justiça das decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).
O impedimento foi criticado, em reunião anterior da CPI, pelo procurador da República Frederico Paiva, responsável, no Ministério Público, pelas investigações da Operação Zelotes.
De acordo com Soller, há praticamente um consenso no mundo jurídico a respeito da regra, que tem como finalidade garantir “segurança jurídica” ao contribuinte. “O entendimento que se consolidou é que a União não poderia recorrer à Justiça de sua própria decisão. Nesse caso, o contribuinte não teria segurança sobre as decisões do Carf”, disse.
Já o contribuinte pode recorrer à Justiça das decisões do Carf.
O secretário da Receita Federal Jorge Rachid, também em depoimento à CPI, disse que o Carf não tem relação com a Receita. “A ligação é que metade dos conselheiros, indicada pelo Ministério da Fazenda, é auditor fiscal”, disse.
De acordo com as investigações da Operação Zelotes, iniciadas em 2013, há indícios de pagamento de propina em troca de decisões do Conselho de Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão encarregado de julgar recursos de empresas autuadas pela Receita Federal. O esquema pode ter provocado prejuízo superior a R$ 19 bilhões aos cofres públicos.
Fraudes no Carf podem ter beneficiado mais de 100 empresas, diz corregedora. Corregedoria também analisa participação de conselheiros e ex-conselheiros nos julgamentos fraudulentos
Publicou a Agência Câmara em 12/04/2016 - 14h44
Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Carf, a corregedora-geral do Ministério da Fazenda, Fabiana Vieira Lima, revelou que 117 empresas podem ter sido beneficiadas pelo esquema de corrupção nos julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão do Ministério da Fazenda encarregado de analisar recursos de devedores autuados pela Receita Federal.
Antonio Augusto / Câmara dos Deputados

Fabiana Lima se dispôs a dar informações sigilosas à CPI se a Justiça permitir
Além das empresas, a corregedoria analisa suspeitas de participação de 28 conselheiros e ex-conselheiros do Carf e de sete servidores do Ministério da Fazenda. Todos são objeto de sindicâncias internas que podem levar até à anulação dos julgamentos.
Segundo investigações da Operação Zelotes, da Polícia Federal, o esquema pode ter provocado prejuízo superior a R$ 19 bilhões aos cofres públicos.

Entre os principais crimes investigados, segundo a corregedora, estão recebimento de propina, improbidade administrativa, lesão aos cofres públicos e corrupção.
Diante da informação, deputados sugeriram que a corregedora fosse ouvida em reunião reservada para revelar mais informações, já que as investigações são protegidas por sigilo. “Me coloco à disposição, mas preciso de autorização da Justiça para colaborar”, disse Fabiana Vieira Lima.
Além da corregedora, encarregada das investigações internas no Ministério da Fazenda, órgão ao qual o Carf está subordinado, prestaram depoimento à CPI o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e o procurador-geral da Fazenda Nacional, Fabrício da Soller.
Dívida bilionária
Jorge Rachid informou que existem, em discussão na primeira e segunda instância de recursos administrativos do governo federal, processos que somam quase R$ 800 bilhões em dívidas questionadas por contribuintes.
Desse total, cerca de R$ 600 bilhões são questionados no âmbito do Carf – a segunda instância de discussões sobre créditos tributários.
“Em primeira instância, ou seja, em discussão nas 14 delegacias regionais da Receita, existem 240 mil processos em que se discute R$ 193 bilhões em créditos tributários. No Carf são 117 mil processos, com R$ 600 bilhões em discussão”, contabilizou o secretário.
Segundo Rachid, 70% dos valores discutidos são mantidos depois da decisão administrativa a respeito dos recursos.
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ANASPS/ON LINE/Extra
Ano XVIII, Edição nº 1.472

Brasília, 22 de Abril de 2016.

NOVAS DESIGNAÇÕES DE SUPERINTENDENTES E GERENTES EXECUTIVOS NO INSS.

NOVAS DESIGNAÇÕES DE SUPERINTENDENTES E GERENTES EXECUTIVOS NO INSS.
O Diário Oficial da  União publicou portarias do ministro do Trabalho e Previdência Social , Miguel Rosseto, no rastro de demissões de servidores do INSS,             estão em superintendências e gerencias executivas, supostamente indicados por deputados ou partidos e que votaram a favor do “impeachment” da Presidenta Dilma Rousseff.
PORTARIA No- 439, DE 19 DE ABRIL DE 2016
SOCIA DA ANASPS Designar JUTÁLIA ROSA DOS SANTOS RODRIGUES, matrícula no 0.886.464, CPF no 285.701.544-53, para exercer a Função Comissionada de Gerente-Executivo Joinville/SC, código FCINSS-3, do Instituto Nacional do Seguro Social.
MIGUEL ROSSETTO
PORTARIA Nº 440, DE 19 DE ABRIL DE 2016
Tornar sem efeito as Portarias GM/MTPS nº 431 e nº 432, ambas de 15 de abril de 2016, publicadas no Diário Oficial da União Extra n° 72-A, de 15 de abril de 2016, Seção 2, pág. 6.
MIGUEL ROSSETTO
PORTARIA No 441, 19 DE ABRIL DE 2016
SOCIO DA ANASPS Nomear CARLOS JOSÉ DO CARMO, matrícula no 0.895.879, CPF no 485.746.356-34, para exercer o cargo em comissão de Superintendente Regional Sudeste II - Belo Horizonte - MG, código DAS 101.4, do Instituto Nacional do Seguro Social.
MIGUEL ROSSETTO
PORTARIAS DE 19 DE ABRIL DE 2016
No 442 - Exonerar SIMONE CRISTINA DE ALMEIDA DELGADO, matrícula no 0.896.293, CPF no 526.740.536-15, do cargo em comissão de Auditor-Regional Belo Horizonte, código DAS 101.3, do Instituto Nacional do Seguro Social.
No 443 - Nomear HAROLD VANN HALLEN FONTES, matrícula no 1.492.533, CPF no 054.866.176-66, para exercer o cargo em comissão de Auditor-Regional Belo Horizonte, código DAS 101.3, do Instituto Nacional do Seguro Social.
MIGUEL ROSSETTO
 PORTARIAS DE 18 DE ABRIL DE 2016
SOCIO ANASPS N 433 - Exonerar ROLNEI DE SOUZA TOSI, CPF n 317.322.081-15, do cargo em comissão de Superintendente Regional Nordeste -Recife, código DAS 101.4, do Instituto Nacional do Seguro Social -INSS.
SOCIA ANASPS N 434 - Dispensar CLIZARES DOALCEI SILVA DE SANTANA, matrícula n 1.654.224, CPF n 001.907.355-03, da Função Comissionada de Gerente-Executivo Manaus/AM, código FCINSS-3, do Instituto Nacional do Seguro Social.
SOCIA ANASPS N 435 - Dispensar VANIA REGINA MELLO DA FROTA, matrícula n 0.880.816, CPF n 193.021.692-00, da Função Comissionada de Gerente-Executivo Tefé/AM, código FCINSS-3, do Instituto Nacional do Seguro Social.
SOCIO ANASPS N 436 - Dispensar AILTO BATISTA MACHADO, matrícula n 0.888.729, CPF n 118.210.351-00, da Função Comissionada de Gerente-Executivo Goiânia - GO, código FCINSS-3, do Instituto Nacional do Seguro Social.
SOCIO ANASPS N 437 - Dispensar ALBERTO CARLOS FREITAS ALEGRE, matrícula n 0.757.338, CPF n 476.801.050-49, da Função Comissionada de Gerente-Executivo Canoas - RS, código FCINSS-3, do Instituto Nacional do Seguro Social.
MIGUEL ROSSETTO
PORTARIAS DE 8 DE ABRIL DE 2016
SÓCIO ANASPS N 406 - Exonerar PAULO EDUARDO CIRINO, matrícula n 0.910.740, CPF n 553.556.927-53, do cargo de Superintendente-Regional Sudeste II - Belo Horizonte - MG, código DAS 101.4, do Instituto Nacional do Seguro Social.
NÃO SOCIO ANASPS N 407 - Dispensar EDUARDO ALMEIDA CURI, matrícula n 2.375.740, CPF n 865.524.496-15, da Função Comissionada de Gerente-Executivo Juiz de Fora/MG, código FCINSS-3, do Instituto Nacional do Seguro Social.
MIGUEL ROSSETTO
PORTARIAS DE 31 DE MARÇO DE 2016
SOCIA ANASPS N 361 - Dispensar ROSANA APARECIDA VALLE, matrícula n 1.098.435, CPF n 102.952.358-45, da Função Comissionada de Gerente-Executivo São Paulo-Centro, código FCINSS-3, do Instituto Nacional do Seguro Social.
SOCIA ANASPS N 362 - Dispensar KATHIA MARIA MOREIRA BRAGA, matrícula n 0.929.761, CPF n 293.591.479-15, da Função Comissionada de Gerente-Executivo Joinville/SC, código FCINSS-3, do Instituto Nacional do Seguro Social.
NÃO SOCIO ANASPS N 363 - Dispensar GABRIEL QUEIROZ DA SILVA, matrícula n 1.375.296, CPF n 938.328.425-00, da Função Comissionada de Gerente-Executivo Santo Antônio de Jesus/BA, código FCINSS-3, do Instituto Nacional do Seguro Social.
SOCIO ANASPS N 364 - Dispensar ANTÔNIO EDILTON QUINTO DO ROSÁRIO, matrícula n 1.564.424, CPF n 522.746.832-04, da Função Comissionada de Gerente-Executivo Boa Vista/RR, código FCINSS-3, do Instituto Nacional do Seguro Social.
MIGUEL ROSSETTO
Opinião da ANASPS.
Nossa solidariedade aos servidores dispensados dos seus cargos, associados ou não da ANASPS.
Todos são servidores de carreira, pessoas íntegras e corretas, que ao longo de sua vida funcional, galgaram posições no INSS, por mérito.
É lamentável que a vindita tenha se instalado na nossa organização, pois gera um clima de desconfiança e instabilidade. Especialmente entre a massa de servidores que vestem a camisa, pois vêm nas chefias um servidor que foi escolhido no seu meio, para chefiar.
Já pensaram se tais cargos não fossem reservados e privativos dos servidores de carreira!
Estaríamos hoje em situação de pânico!

INSS: novo pedido de concurso para 7.351 vagas
Foi encaminhada ao Planejamento uma solicitação para que haja um concurso do INSS 2017 para os postos de técnico, analista e perito médico
Camila Diodato. No Jornal de  Concursos, dia 14.05
De acordo com a assessoria de imprensa do MPTS, no pedido foram requeridas 1.530 oportunidades para perito médico previdenciário e 5.821 para as funções de técnico e analista do seguro social. O departamento de comunicação ainda reforçou que tais chances não se referem ao certame em andamento para técnico e analista.
Em março, quando saiu o decreto que alterou o Regulamento da Previdência Social (RPS), o ministro do MPTS, Miguel Rossetto, chegou a dizer que a expectativa do órgão é que o Planejamento libere o aval no decorrer de 2016. “O decreto e o concurso vão fortalecer nossa capacidade de acolhimento e atendimento às pessoas num momento de dificuldade quando estão afastadas do trabalho por questões de saúde ou por acidente”, enfatizou Rossetto.
tudo leva a crer que as vagas requeridas ao MPOG são para os municípios que não foram contemplados no edital.
Sobre o decreto
Foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), da edição de 15 de março, o decreto 8.691, que trouxe mudanças na concessão do auxílio­doença e na perícia médica do INSS. O documento apresenta três novidades: possibilidade do instituto realizar convênio com o SUS (Sistema Único de Saúde); a concessão do benefício com base no atestado do médico assistente; e a regulamentação para o retorno antecipado ao trabalho.
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Edina Rocha Lima assume a Secretaria de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho do MP.  Era adjunta do  ex-secretário Sérgio Mendonça
publicado:  14/04/2016 15h46, última modificação:  14/04/2016 15h46
A partir desta quinta-feira (14), a Secretaria de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho (Segrt) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) está sob o comando de Edina Maria Rocha Lima, que vinha exercendo até agora a função de secretária-adjunta.
Ela assume, interinamente, o cargo que vinha sendo exercido pelo secretário Sérgio Mendonça que vai para a presidência da Fundação dos Economiários Federais (Funcef). A mudança foi oficializada com a publicação das Portarias nº 369 e 370 no Diário Oficial da União de 14.04.
 Edina está no Ministério do Planejamento desde 2012.
 No mesmo ano, passou a ser secretária-adjunta da então Secretaria de Relações de Trabalho no Serviço Público.
 Sempre teve participação ativa nos processos de negociação junto à Mesa Nacional de Negociação Permanente do Serviço Público e conhece, de forma minuciosa, todos os acordos firmados com as entidades sindicais nestes últimos ciclos de negociações.
 Currículo
 Nascida na cidade de Goiás (GO), Edina Rocha Lima é graduada em Direito na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campos/SP, com pós-graduação em Direito do Trabalho na Pontifícia Católica de São Paulo (PUC/SP). Foi professora de Direito na Unip, unidade de Goiânia e consultora no Conselho Nacional de Saúde.
 Exerceu por mais de 13 anos atividades em sindicatos de classes de diversas categorias, como Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás, Metalúrgicos do ABC, Construção Civil e Mobiliários de São Bernardo do Campo, Servidores Públicos Municipais e Autárquicos de São Bernardo do Campo e Santo André.

Peritos da Previdência contestam no STF decreto que permite concessão de laudos por médicos particulares


A associação Nacional dos Médicos peritos da Previdência Social (ANMP) ajuizou nesta quarta-feira (6/4), no Supremo Tribunal Federal, ação de inconstitucionalidade – com pedido de liminar – contra dispositivo do recente Decreto 8.691/2016 que passou a permitir a concessão de licença médica e auxílio-doença por médicos particulares, “sob o equivocado argumento de otimização do atendimento à população”.
Na ADI 5.495 – cujo relator é o ministro Luiz Fux – os advogados da entidade informam que representam 80% da categoria de 5 mil servidores públicos da carreira da Perícia Médica da Previdência Social, que teria hoje um déficit de mais de 3 mil vagas.
Os médicos peritos do INSS promoveram uma longa greve por melhoria salarial, entre setembro do ano passado e fins de janeiro último. Calcula-se que cerca de 2 milhões de pessoas que precisavam de perícia nos postos da Previdência Social deixaram de ser atendidas.
Na ação ajuizada no STF, a ANMP afirma que o “instrumento adequado para a resolução dessa questão não é a delegação irrestrita da função pública para os profissionais da iniciativa privada, conforme autoriza o Decreto 8.691/2016”, que “inaugura a concessão de benefícios previdenciários com base na mera recepção de laudos emitidos por médicos assistentes, o que configura procedimento inédito na legislação pátria”.
A petição inicial destaca, basicamente, que:
– “A intervenção originária inconstitucional veiculada pelo ato infralegal combatido compromete a Previdência e a Seguridade Social, visto que delega a realização específica da função pública previdenciária a médicos que não detêm qualificação necessária nem investidura em cargo tipicamente de Estado”.
– “As consequências práticas da aplicação integral do Decreto 8.691/2016 são extremamente lesivas ao erário, visto que permitem a concessão indiscriminada de benefícios previdenciários com base na mera apresentação de laudos emitidos por médicos particulares, que não possuem vínculo algum com a Administração Pública.
A atividade previdenciária brasileira é tema bastante sensível para o Estado, seja sob os pontos de vista social e político, seja sob os pontos de vista financeiro e econômico”.

Projeto isenta adicional de férias do Imposto de Renda

13/04/2016 - 11:22:00
Em análise na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei (PL) 4304/16 isenta do Imposto de Renda (IR) o adicional de férias pago ao trabalhador.  Garantido pela Constituição Federal, o benefício assegura o gozo de férias anuais com, pelo menos, remuneração de um terço superior ao salário normal (1/3 constitucional).
Sobre o assunto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) adotou a tese de que o adicional de férias gera acréscimo
patrimonial e, por isso, integra a base de cálculo do IR.
A proposta foi apresentada pelo deputado Vicentinho Júnior (PSB-TO). O autor argumenta que o adicional de férias não tem caráter de remuneratório, e sim de indenização, para reparar o desgaste inerente ao exercício profissional.
Hoje, a jurisprudência sobre a incidência do IR sobre o adicional de férias orienta as decisões da Justiça de primeira e segunda instância. A decisão do STJ foi tomada em 2015, em julgamento de recurso do estado do Maranhão contra ordem de tribunal local que suspendeu a tributação sobre as férias de servidores públicos estaduais. Com informações da Agência Câmara.

Unidas e entidades iniciam agenda em defesa das autogestões
Publicou a GEAP em 30.03.2016
Representantes da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), da Geap Autogestão em Saúde e de entidades do movimento sindical dos trabalhadores deram continuidade, nesta quarta-feira (30), à agenda conjunta de ações em defesa das operadoras sem fins lucrativos.
O grupo faz parte da comissão de autogestões em saúde e entidades sindicais, criada após reunião promovida pela Diretoria da Unidas com representantes de 13 associações e sindicatos, nos dias 16 e 17 de fevereiro, em Brasília/DF. Nesse encontro, viu-se a necessidade de formar um grupo de trabalho para organizar a defesa das autogestões junto às instituições do Poder Legislativo, Executivo e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Na agenda do dia, pela manhã, parte dos representantes reuniu-se com o deputado Jorge Solla (PT/BA) para oficializar o pedido da audiência pública com parlamentares na Câmara dos Deputados visando debater a sustentabilidade do setor, bem como os grandes desafios da conjuntura da saúde suplementar para as autogestões.
Na ocasião, a comissão solicitou ao deputado Solla apoio na interlocução com os ministérios do Planejamento, Fazenda e Saúde para que estes defendam junto à ANS a necessidade de um tratamento adequado às operadoras de saúde sem fins lucrativos. Quanto à audiência pública, o parlamentar reafirmou seu compromisso e informou já ter dado o encaminhamento interno necessário, aguardando apenas a composição das comissões para definir uma data.
Na parte da tarde, o grupo discutiu outras estratégias em defesa das operadoras sem fins lucrativos. Ficou decidido que, após a oficialização da audiência pública, será realizado um novo encontro com o movimento sindical para alinhar o posicionamento das autogestões e levar aos parlamentares as necessidades do segmento. A próxima reunião da Unidas com a ANS está prevista para segunda-feira (4 de abril).
Confira a seguir os nomes dos representantes das operadoras de planos de saúde e entidades sindicais que integram a comissão em defesa das autogestões: Cida Diogo, diretora da Unidas; Miraci Astun, assessora Institucional da Geap; Maria Lícia, representante do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindsep/DF); Sérgio Ronaldo, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef); Vera Lúcia, assessora da Central Única dos Trabalhadores (CUT); Artur Cardoso, diretor da Condsef/DF e diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Rio de Janeiro (Sindsep/RJ).

Assistente social poderá receber adicionais de insalubridade e periculosidade
13/04/2016 - 08:00:00
A Câmara dos Deputados analisa proposta que concede adicional de insalubridade aos assistentes sociais que trabalhem com pessoas portadoras de doenças infectocontagiosas e ainda que atuem em áreas insalubres ou prestem serviços em situações de calamidade pública. O texto também concede adicional de periculosidade aos assistentes sociais que, no exercício da profissão, tiverem de utilizar transporte precário e atuar em locais de reconhecido risco de vida.
A medida está prevista no Projeto de Lei 430/15, da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA). O objetivo, segundo ela, é garantir condições mínimas de trabalho aos profissionais do serviço social. “Muitas vezes, eles põem em risco a saúde e a vida na tentativa de minimizar os efeitos da pobreza sobre as classes menos favorecidas”, afirma a parlamentar.
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) considera atividade insalubre aquela em que o trabalhador é exposto a agentes nocivos à saúde. Nesses casos, o adicional pago ao trabalhador pode variar entre 10% e 40% do salário mínimo da região, conforme o grau de insalubridade.
Já o adicional de periculosidade é pago ao trabalhador que executa atividade perigosa. Nesses casos, ele não está diretamente exposto a agentes nocivos, mas corre o risco de se ferir ou até de morrer, se estiver sujeito a uma explosão ou a um roubo, por exemplo. Aqui, o adicional é calculado em 30% do salário-base.
Alice Portugal lembra que o mercado de trabalho do assistente social se concentra principalmente nas áreas de saúde, assistência social e previdência. No exercício da profissão, ele presta atendimentos individualizados e familiares e realiza trabalhos comunitários, visitas domiciliares e institucionais, muitas delas em ambientes de risco. Com informações da Agência Câmara.



Idosos com mais de 70 anos têm direito a sacar R$ 7,5 bilhões do PIS/Pasep
12/04/2016 - 17:09:00
Cerca de 4,6 milhões de idosos com mais de 70 anos que contribuíram para os fundos do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) têm direito a sacar cotas dos fundos. No total, R$ 7,5 bilhões estão disponíveis. O dinheiro pode ser retirado por trabalhadores que contribuíram com os fundos antes da Constituição de 1988.

Desse total, R$ 2,4 bilhões estão parados no Banco do Brasil, que administra o Pasep, formado pelas contribuições de servidores públicos. Responsável pelo PIS, formado pelas contribuições de trabalhadores da iniciativa privada e de empresas estatais, a Caixa Econômica Federal não divulgou o valor, mas relatório do Tesouro Nacional divulgado em setembro do ano passado estima que R$ 5,1 bilhões estejam parados no banco.

Em relação ao número de beneficiários que podem sacar os recursos, a Caixa divulgou que 3,79 milhões de pessoas com idade igual ou superior a 70 anos têm direto a receber cotas do PIS. No Banco do Brasil, 860 mil participantes estão habilitados a sacar as cotas do Pasep.

O valor do benefício depende da contribuição de cada trabalhador. De acordo com o relatório do Tesouro Nacional, o saldo médio das contas corresponde a R$ 1.135. Alguns trabalhadores têm mais de uma conta no PIS/Pasep.

De acordo com levantamento divulgado em fevereiro pela Controladoria-Geral da União (CGU), existem cerca de 31 milhões de contas nos fundos do PIS/Pasep. Atualmente, o volume depositado está em R$ 34,7 bilhões. No entanto, só tem direito a sacar o benefício quem tem pelo menos 70 anos.


São Paulo suspende projeto de previdência complementar
11/04/2016 - 09:50:00
A Prefeitura de São Paulo suspendeu o projeto de criação do regime de previdência complementar para os servidores públicos – denominado Sampaprev. O prefeito Fernando Haddad havia encaminhado projeto de lei para a Câmara Municipal (PL 558) em outubro de 2015, mas devido às resistências e críticas dos sindicatos, decidiu desistir de aprovar a proposta até final da atual gestão em 2016. A suspensão foi definida no último dia 30 de março em um protocolo firmado junto com a negociação salarial com os sindicatos dos servidores públicos do município.
“A prefeitura entendeu que não houve uma discussão adequada nem com a base dos sindicatos e nem com os conselheiros do Iprem”, diz Luiz Carlos Ghilard, membro do conselho deliberativo do regime próprio de São Paulo (Iprem-SP) e presidente do Sinesp – Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal SP.
O representante explica que os sindicatos estavam exigindo aprofundamento das discussões sobre o modelo, estrutura e fiscalização do novo sistema de previdência a ser implantado. Diante da insatisfação dos sindicatos, a gestão Haddad decidiu recuar da aprovação do projeto antes do término do mandato em 2016. Com informações do  Investidor Institucional.

Justiça Federal irá pagar mais de R$ 18 bilhões em precatórios da União em 2016
23/03/2016 - 16:45:00
O Conselho da Justiça Federal (CJF) divulgou o cronograma deste ano de liberação financeira aos tribunais regionais federais (TRFs) para o pagamento dos precatórios dos órgãos e entidades da União, no valor estimado de R$ 18.061.082.925,00, atendendo às diretrizes estabelecidas pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Os precatórios serão pagos de acordo com a sua classificação. Primeiro os de natureza alimentícia e, em seguida, os de natureza comum (não alimentícia).

Os alimentícios, com valor estimado de R$ 9.225.603.110,00, devem ser pagos em novembro. Esses precatórios são originados de salários; vencimentos e vantagens dos servidores públicos federais (ativos, inativos e pensionistas); benefícios previdenciários e assistenciais; aposentadorias e pensões.

Estão incluídos no montante dos alimentícios, os precatórios de responsabilidade do Fundo do Regime Geral da Previdência Social e do Fundo Nacional de Assistência Social, no valor estimado de R$ 3.815.182.037,00. Sendo assim, os demais precatórios alimentícios totalizam o valor de R$ 5.410.421.073,00.

Já os comuns, com soma global de R$ 8.835.479.815,00, devem ser depositados no mês de dezembro. Esse lote compreende os precatórios cuja 1ª parcela tenha sido paga nos anos de 2007 a 2011, e os pagos em parcela única em 2016. Tantos os precatórios comuns, quanto os alimentícios, serão depositados em contas abertas pelas instituições financeiras responsáveis em favor dos beneficiários.
Com informações do CJF.

Cenário político pode adiar reforma da Previdência
21/03/2016 - 13:14:00
O Ministério da Fazenda já admite que a proposta de reforma da Previdência Social poderá não ser mais enviada ao Congresso no mês de abril, que era o compromisso inicial do governo. A ideia da equipe econômica é aguardar o fim das reuniões do fórum da Previdência, no dia 8 do mês que vem, quando o contexto político já estará mais definido, para reavaliar o cenário e depois decidir o que fazer.

Além do cenário político turbulento, com o avanço da Operação Lava Jato e de pressões políticas para o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o próprio Partido dos Trabalhadores é contra as mudanças na Previdência, apesar de a presidente Dilma ter dito que o tema teria de ser encarado.

No início deste mês, o presidente do PT, Rui Falcão, afirmou que não queria "nem ouvir falar" da reforma da Previdência. A declaração foi feita antes de reunião com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa.

Rombo da Previdência Social

Enquanto as regras de aposentaria no Brasil não são reformadas, o rombo da Previdência Social vai aumentando. Para este ano, o governo estima um déficit do INSS da ordem de R$ 129,95 bilhões - o que, se confirmado, representará um crescimento de 51% em relação ao ano passado, quando o rombo somou R$ 85,81 bilhões, ou 1,5% do PIB.

Em 2014, ainda de acordo com números oficiais, o déficit da Previdência Social havia somado 56,69 bilhões, o equivalente a 1% do PIB. De 2014 para 2015, portanto, o rombo do INSS já havia avançado 51%, uma piora de R$ 29,12 bilhões.

Para o longo prazo, os números também são desfavoráveis. Segundo o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016, enviado pelo governo ao Congresso Nacional em maio do ano passado, o déficit do INSS deverá avançar para mais de R$ 1 trilhão em 2040 e para um valor acima de R$ 7 trilhões em 2060 (mais de 9% do PIB).

Essa projeção foi feita pelos ministérios da Previdência Social, da Fazenda e do Planejamento antes da instituição da fórmula 85/95 progressiva, confirmada pelo Congresso Nacional e sancionada pela presidente Dilma Rousseff em novembro de 2015.
Com informações do G1.
 
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ANASPS/ON LINE
Informativo Semanal da Diretoria Executiva da ANASPS
Ano XIV, Edição nº 1.471

Brasília, 22 de abril   de 2016

segunda-feira, 18 de abril de 2016

ANASPS URGENTE 80

Brasília, 18 de abril de 2016

Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2017 prevê equilíbrio fiscal. Salário mínimo será de R$ 946,00
Governo encaminhou PLDO ao Congresso com previsão de crescimento do PIB de 1% e inflação de 6%
Publicado pelo Ministerio do Planejamento:  15/04/2016 18h57, última modificação:  15/04/2016 19h06

O governo encaminhou, nesta sexta-feira (15), ao Congresso Nacional, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2017 no qual se prevê orçamento equilibrado no próximo ano, com superávit primário para o setor público consolidado de R$ 6,788 bilhões, equivalente a 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB). O montante deverá ser alcançado pelos estados, o Distrito Federal e os municípios, sendo que, para a União, a estimativa é de resultado correspondente a zero em relação ao PIB. “Estamos cumprindo nossa missão institucional de apresentar, no prazo legal, a melhor peça possível com diretrizes orçamentárias, que será aprimorada no debate com o Legislativo”, disse o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Valdir Simão, durante o anúncio do PLDO 2017 em entrevista coletiva à imprensa.


Foto: Gleice Mere/Ministério do Planejamento 


O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, considerou factível o resultado esperado para o próximo ano, tendo em vista que a retomada do crescimento é esperada já a partir do último trimestre de 2016. O cenário, segundo ele, é de trajetória descendente da inflação e dos juros e de maior estabilidade cambial. A prioridade do governo, agora, resumiu, é a retomada do emprego e a estabilidade da renda.

A estabilidade cambial esperada evitará, ao longo deste ano, gastos com swaps cambiais utilizados para minimizar riscos em contratos de comércio exterior e que, no ano passado, chegaram a representar 1,71% do PIB.

O projeto encaminhado prevê a possibilidade de redução da meta de resultado primário em 2017 em até R$ 42 bilhões no caso de frustração de receitas da União, e de até R$ 23 bilhões, para atendimento de despesas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O PLDO apresenta também um esforço feito pelo governo de contenção de gastos discricionários (despesas consideradas de execução não obrigatórias), diante do fato de que, do lado das receitas, o controle do orçamento é menos previsível. O mesmo acontece com despesas obrigatórias, que só podem ser alteradas com autorização do Congresso.

Valdir Simão lembrou que o volume das despesas discricionárias, em 2015, ficou 10% abaixo do valor de 2014, em termos nominais (sem descontar a inflação do período). Ele disse que o rigor nos gastos de governo continuará em 2017, com a revisão, por exemplo, de contratos de serviços terceirizados. Ele destacou o papel do Comitê de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas Federais (CMAP), cuja tarefa é de “colocar uma lupa” em todo o orçamento, com foco nas despesas administrativas, de pessoal e programas finalísticos. Os resultados do CMAP servirão de insumo para a confecção da Lei Orçamentária 2017 (LOA), a ser encaminhada ao Congresso no dia 31 de agosto.

Para 2018, o governo trabalha com meta de superávit consolidado de 0,8% do PIB, sendo 0,5% a ser alcançado pela União e, 0,3%, pelos estados, o Distrito Federal e os municípios. E, para 2019, a meta é de 1,4% do PIB, sendo a União responsável por 1% e, estados, o DF e os municípios, por 0,4%.

Entre os parâmetros macroeconômicos apresentados pela equipe econômica ( confira a apresentação do ministro Valdir Simão), foi considerado crescimento de 1% do PIB no próximo ano; de 2,9%, em 2018; e de 3,2%, em 2019. A inflação calculada pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é estimada em 6% para 2017; em 5,44%, para o ano seguinte; e, em 5%, em 2019. A projeção do valor do salário mínimo para 2017, é de R$ 946; para 2018, R$ 1.002,70; e para 2019, R$ 1.067,40.

Em relação aos juros da Selic (Taxa Referencial), a previsão é de que encerre 2017 no patamar de 12,75% ao ano; 2018, em 11,50% ao ano; e, 2019, em 11%. E, em relação ao câmbio, a expectativa do governo é de que o dólar comercial chegue a R$ 4,40 no final do próximo ano, descendo a R$ 4,33 no final do ano seguinte, voltando aos R$ 4,40 no fim de 2019.

Quanto à dívida bruta do setor público, a previsão é de que represente 73% do PIB em 2017; 72,7%, em 2018; e 71,8%, em 2019, com queda nominal de 5,7% no próximo ano, de 4,3, no ano seguinte, e de 3,6%, em 2019.

Entre as prioridades da administração pública federal constantes do projeto, são destacados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC): o Minha Casa, Minha Vida, a construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e de creches, além de manutenção de rodovias. No Plano Brasil sem Miséria (PBSM), estão programados o Bolsa Família e Assistência Social.

Como medidas restritivas de gastos, em 2017, estão: a proibição de admissão de novos servidores, com exceção para o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), Defensoria Pública da União, substituição de terceirizados, militares, e concursos em andamento. Foram mantidas as restrições e vedações previstas na LDO 2016 em relação a passagens, diárias e auxílio-moradia. Está prevista, ainda, a vedação de ajustes nos benefícios dos servidores que se encontram acima da média paga pela União.


PREVIDÊNCIA SOCIAL, 93 ANOS; ANASPS, 23 ANOS.
PREVIDÊNCIA SOCIAL PÚBLICA  PATRIMÔNIO DOS BRASILEIROS


sexta-feira, 15 de abril de 2016

PNAD TIC: em 2014, pela primeira vez, celulares superaram microcomputadores no acesso domiciliar à Internet

PNAD TIC: em 2014, pela primeira vez, celulares superaram microcomputadores no acesso domiciliar à Internet
O suplemento de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2014, realizado em convênio com o Ministério das Comunicações, mostrou que, pela primeira vez, o acesso à Internet via telefone celular nos domicílios brasileiros ultrapassou o acesso via microcomputador: de 2013 para 2014, entre os domicílios que acessaram a Internet (inclusive os que utilizaram mais de uma forma de acesso), o percentual dos que o fizeram por microcomputador recuou de 88,4% para 76,6%, enquanto a proporção dos domicílios que acessavam a Internet por celular saltou de 53,6% para 80,4%.
Em 2004, o acesso à Internet via microcomputador estava em 6,3 milhões dos domicílios do país e passou para 28,2 milhões deles, em 2014. Esses números equivaliam a 12,2% dos domicílios, em 2004, e a 42,1% deles, em 2014.
A partir de 2013, a PNAD TIC passou a investigar também o acesso à Internet por equipamentos diferentes do microcomputador (telefone móvel celular, tablet, televisão e outros). Considerando-se todas essas formas de acesso, 48,0% dos domicílios tinham acesso à Internet em 2013 e 54,9% deles (ou 36,8 milhões), em 2014.
Em 2014, cerca de 16,5% (11,1 milhões) dos domicílios do país tinham tablet, um aumento de 5,7 pontos percentuais em relação a 2013, quando a presença deste equipamento nos domicílios foi investigada pela primeira vez. Aliás, em relação a 2013, os acessos domiciliares à Internet por tablet cresceram 50,4%.
Dos 36,8 milhões de domicílios com acesso à Internet, 0,8% possuíam só a conexão discada e 99,2%, conexão em banda larga em 2014. A conexão em banda larga fixa cresceu 9,9% em relação a 2013, mas a sua proporção caiu: de 77,1% para 71,9% dos domicílios com Internet. Já a presença da banda larga móvel (celular) pulou de 43,5% para 62,8% dos domicílios com Internet.

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Ano XVIII, Edição nº 1.470

Brasília, 15 de Abril de 2016.