sexta-feira, 15 de abril de 2016

ÚLTIMA HORA ANASPS TEM NOVA VITÓRIA JUDICIAL SOBRE A GEAP. JUDICIÁRIO ESCLARECE QUE O LIMITE DE REAJUSTE DE 20% SE ESTENDE AOS AGREGADOS E DEPENDENTES DOS TITULARES

ÚLTIMA HORA
ANASPS TEM NOVA VITÓRIA JUDICIAL SOBRE A GEAP.
JUDICIÁRIO ESCLARECE QUE O LIMITE DE REAJUSTE DE 20%
SE ESTENDE AOS AGREGADOS E DEPENDENTES DOS TITULARES

  "Por meio de nova decisão vitoriosa no caso GEAP, o Judiciário esclareceu que o limite de reajuste no plano de saúde da GEAP por ele fixado em 20% se estendeu também aos Agregados e Dependentes dos Titulares do plano de saúde GEAP e não apenas os Associados da ANASPS.

A recente decisão ainda estabeleceu que o início dos efeitos do reajuste de 20% se inicia a partir da primeira decisão que já havia definido o referido percentual de reajuste, uma vez que antes disso os beneficiários estavam amparados pela primeira decisão de suspensão do reajuste, não devendo existir cobrança retroativa.

A ANASPS está tomando todas as providências cabíveis para que a GEAP cumpra integralmente a decisão, em prol de seus Associados e familiares."

Embora no primeiro momento o Poder Judiciário não tenha estendido os efeitos da liminar aos agregados ao servidor, em pedido de reconsideração essa decisão foi revista, sendo limitado o aumento da GEAP aos agregados em 20%, pelo fato de ter sido reconhecido que o vínculo destes com a GEAP decorre exclusivamente de sua relação com o servidor, sendo este o responsável final pelas obrigações assumidas, garantindo assim a legitimidade para lutar por seus direitos.
Quanto ao segundo ponto, a autora/embargante representa os seus associados, e e são esses associados os atingidos pelos efeitos da decisão.
Conforme afirma a agravada, “...o vínculo dos dependentes e grupo familiar com a GEAP decorre única e exclusivamente da relação daqueles com os titulares, e o ônus de pagamento e integralmente dos titulares, que são associados da Autora, nos termos do Parágrafo Quinto e Sexto da Clausula Segunda do Convenio por Adesão n° 001/2013, de modo que o associado possuem interesse e legitimidade”.
.Logo, se os titulares são os responsáveis pelo pagamento da contribuição de seus dependentes e grupo familiar, os efeitos da decisão abarcam também a contribuição devida por esses dependentes e grupo familiar, e não somente aquela devida pelo titular. 
IMA (Idade Média do Acervo) GDASS CAUSA DESCONFORTO AOS SERVIDORES DO INSS

Na reunião entre entidades e sindicatos com a Direção do INSS foi tratada a situação da aferição do IMA-GDASS. O que deveria ter acontecido não se materializou em relação à massas dos servidores do INSS, que atendeu apenas os pleitos dos médicos peritos que realizaram greve.
O INSS tinha acatado  proposta dos servidores apresentadas  realizando expurgos e estabelecendo meta de 67 dias, isso ainda é insuficiente, dados os problemas estruturais reconhecidos na Nota Técnica 01/DGP/DIRBEN/DIRAT/DIRSAT/DIROFL e que não foram considerados na alteração do IMA GDASS e que apenas o impacto da greve dos médicos peritos foi mensurado.
 Houve protestos ao tratamento desigual da aferição da GDAMP (gratificação dos médicos peritos), que foi suspensa por dois ciclos.
Foi ressaltado o caos nos sistemas corporativos, com SABI inoperante e quedas no PLENUS, CNIS e outros.
Após a greve de 2015, uma das primeiras reivindicações dos servidores foi ressaltar  que as péssimas condições de trabalho, aliadas ao rescaldo da greve dos peritos e as demandas do seguro-defeso, levariam ao caos e não seria possível fazer a reposição dos serviços da greve e atingir os 45 dias no IMA/GDASS.
Por isso foi proposto INSS expurgar os índices e prorrogar para 2017 a avaliação do IMA/GDASS.
 Apesar das promessas de realizar reunião mensal, estas ainda não foram cumpridas pela direção e o novo ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, não dialoga com os trabalhadores, agravando os problemas no último período.
A ANASPS é testemunha do desapreço do Ministro.
A ANASPS lamenta ainda o desapreço de seus auxiliares pela Previdência, expurgada do site do Ministério, que se voltou para as ações do Ministério do Trabalho.

SAEM SUPERINTENDENTE DO INSS EM BELO HORIZONTE E GERENTE EXECUTIVO DE JUIZ DE FORA.
Atos do ministro Miguel Rossetto  exonerou Paulo Eduardo Cirino, da Superintendência Regional Sudeste I, com sede em Belo Horizonte,  com abrangência sobre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo e dispensou EDUARDO ALMEIDA CURI da função de  Gerente-Executivo Juiz de Fora/MG. Paulo Cirino é sócio da  ANASPS. Eduardo, não, Nossos cumprimentos aos servidores. Antes de chegar à superintendência , em Belo Horizonte, Paulo Cirino foi por longo tempo Gerente em Juiz de Fora.

AGU pede suspensão de decisão que obriga União a pagar aumento salarial indevido
Publicado pela AGU em  06/04/2016 - Atualizado às : 18:41:59

A Advocacia-Geral da União (AGU) questiona, no Supremo Tribunal Federal (STF), decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que obrigou a União a aumentar em 13,23% o salário de servidores públicos federais. De acordo com a Advocacia-Geral, a sentença viola súmula vinculante do próprio Supremo que veda ao Judiciário conceder reajustes de vencimentos a funcionários públicos sob o fundamento da isonomia.

A discussão envolve a Lei nº 10.698/03, que criou para todos os servidores públicos federais a vantagem pecuniária individual, no valor de R$ 59,87. O Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Distrito Federal (Sindsep) acionou a Justiça alegando que o benefício, na realidade, teve efeito de revisão salarial geral anual. Desta forma, teria representado um aumento maior, de até 13,23%, para os funcionários que recebiam vencimentos menores, devendo ser estendido, no mesmo percentual, aos servidores que tiveram reajustes menores.

O pedido da entidade foi acolhido pelo STJ, o que levou a AGU a propor reclamação junto ao STF. No entendimento da Advocacia-Geral, a decisão afronta a Súmula Vinculante nº 37 da Corte. O enunciado definiu que não cabe ao Judiciário aumentar o vencimento de servidores públicos sob o fundamento da isonomia.



USO DO FGTS É CONTESTADO
Por Rosa Falcão CORREIO BRAZILIENSE 2 DE ABRIL DE 2016
                O Instituto Fundo Devido ao Trabalhador vai questionar na Justiça a legalidade da Medida Provisória nº 719, que permite o uso de 10% do saldo e 40% da multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar empréstimo consignado de trabalhador demitido sem justa causa. A ONG argumenta que a MP é inconstitucional porque a lei do FGTS (nº 8.036) prevê que as contas vinculadas do fundo são impenhoráveis, além de destinar o uso dos recursos para as obras de saneamento, infraestrutura urbana e saneamento básico. A ideia é ingressar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) e pressionar o Congresso Nacional a barrar a MP.
                A MP foi editada pelo governo com o objetivo de estimular a economia, por meio da facilitação do crédito, e aliviar o bolso do trabalhador que é demitido e tem dívida com o banco. A medida prevê que o Conselho Curador do FGTS poderá definir o número mínimo de parcelas do empréstimo, bem como, a taxa de juros máxima a ser cobrada pelos bancos nas operações de crédito consignado. Hoje as taxas variam entre 20% e 22% ao ano. Para Mario Avelino, presidente da ONG, o trabalhador será prejudicado porque vai a MP estimular os empréstimos e aumentar o endividamento, além de permitir o uso do fundo, que é uma reserva para as emergências.

Entidades do Sistema S têm problemas na divulgação de informações

Publicou o TCU, em 07/04/16 14:28
Entidades divulgam informações na internet, mas de forma limitada. Além disso, elas não possuem comitês de auditoria e suas demonstrações contábeis não passam por auditoria independente.
As 141 entidades do Sistema S (Sistemas Senai, Senac, Sesi, Sesc e Senar) são importantes por promoverem, de forma suplementar, serviços de educação profissionalizante, saúde, lazer e cultura e em função da alta materialidade dos recursos públicos parafiscais por elas arrecadados, da ordem de R$ 17 bilhões em 2015.
O Tribunal de Contas da União (TCU) avaliou o nível de transparência sob os aspectos de divulgação de dados sobre receitas e despesas, demonstrações contábeis, licitações, contratos, transferências de recursos e atendimento ao público em geral.
A maioria das entidades do Sistema S publica seus orçamentos nos respectivos sítios eletrônicos na internet. Os orçamentos aprovados e os executados são publicados trimestralmente.
O tribunal recomendou a contratação de auditores independentes e a implantação de unidades de auditoria interna, uma vez que nem todas as entidades contam com essas unidades e nem passam por auditoria externa.

PERITOS MÉDICOS DO INSS CONTRA “POSTURA EQUIVOCADA” DOS MEDICOS DO TRABALHO
A Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social estranhou “divulgação de matéria jornalística favorável ao decreto, perpassando inicialmente a impressão de que a ANAMT seria favorável ao mesmo. Após queixas, a ANAMT publicou também a posição da ANMP sobre o tema, mas julgamos imprescindível que a referida associação se posicione oficialmente sobre o tema.
                “O recém-publicado Decreto Federal 8.691 de 14 de março de 2016 (DOU de 15 de março de 2016) versa sobre mudanças no fluxo de atendimento médico pericial no âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O decreto 8.691/16 introduz os artigos 75-A e 75-B ao Decreto 3.048/99 abrindo a possibilidade do INSS conceder benefícios por incapacidade baseado no reconhecimento automático/recepção administrativa de atestados médicos trazidos pelos segurados (75-A) ou por exame feito a cargo de convênio com médicos que trabalham para o Sistema Único de Saúde —SUS (75-B)”.
(...)
Esse decreto infringe claramente pelo menos 5 preceitos éticos, a saber:
• “Fazer o médico ser perito de seu próprio paciente (art. 93 CEM).
• Atestar condições de saúde de seu paciente para seguradoras (Resolução CFM 2003/2012)
• Uso de atestado médico para declarar, sem perito medico que corrobore, incapacidade ao trabalho (Resolução CFM 1.581/2008)
• Quebra de sigilo medico de trabalhadores (Art. 76 CEM)
• Desobedecer aos acórdãos e as resoluções dos Conselhos Federal e Regionais de Medicina ou desrespeita-los. (art. 18 CEM).
                A utilização da mão-de-obra medica dos serviços de saúde ocupacional para concessão de beneficio por incapacidade, previsto no artigo 75-B, implica em desvio de função e finalidade do medico do trabalho.
                Cumpre dizer que o referido decreto fere de morte a carreira da Pericia Modica Previdenciária e que cerca de 70% dos Peritos Médicos do INSS também são médicos do trabalho, alguns com importante atuação junto a medicina do trabalho, Academia e a própria ANAMT. Portanto a postura da Direção da ANAMT a favor do decreto atinge o emprego de muitos de seus próprios filiados”.
            CGU atinge marca de 4 mil recursos de acesso à informação julgados
Transparência
Três órgãos mais recorridos foram Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Comando do Exército. Lei de Acesso está vigente desde 2012
Publicado pela CGU em : 30/03/2016 12h42 última modificação: 30/03/2016 15h09
Crédito: Portal Brasil 
Atuação da Controladoria como instância recursal tem garantido o acesso a informações públicas de grande interesse da população
A Controladoria-Geral da União (CGU) atingiu, no mês de março, a marca de 4 mil recursos de acesso à informação julgados. O órgão funciona como terceira instância na avaliação de recursos do Executivo Federal e atua quando há reiteração na negativa de acesso por entidade à qual o cidadão solicitou a informação. A Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011) está vigente desde 16 de maio de 2012.
Em 1.368 casos, dos 4 mil casos julgados, a informação solicitada, ou parte dela, foi entregue ao cidadão por meio da atuação da CGU. O papel da Controladoria é decidir se a informação deve ou não ser disponibilizada, levando em consideração as hipóteses legais de restrição de acesso. Os três órgãos mais recorridos foram: Banco do Brasil (319), Caixa Econômica Federal (192) e Comando do Exército (173).
Muitas situações analisadas relacionam-se ao controle social e à defesa de direitos individuais ou coletivos, impactando diretamente na vida das pessoas. Um exemplo foi o caso em que a CGU determinou o acesso a relatórios de cumprimento de condicionantes socioambientais pela hidrelétrica de Belo Monte. Além disso, houve também análise de recursos relacionados a fatos de grande repercussão, como a divulgação do contrato de patrocínio da Caixa Econômica com o Corinthians Paulista, a transparência a documentos sobre a vigilância de movimentos raciais durante a ditadura e o acesso a cartas do escritor Mário de Andrade, de posse da Fundação Casa Rui Barbosa.

Nova fórmula aumenta em 1 mil reais as aposentadorias do INSS.
O SUL / RS - GERAL - pág.: 10. Qui, 7 de Abril de 2016 INSS
A fórmula 85/95 progressiva para concessão de aposentadoria pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) criada pelo governo em junho do ano passado, que soma tempo de contribuição com idade, aumentou em mais de 1 mil reais o valor médio dos benefícios concedidos pela nova regra de cálculo, criada como alternativa ao fator previdenciário.
Segundo o Ministério do Trabalho e Previdência Social, as 58.325 aposentadorias concedidas por tempo de contribuição pela 85/95 de julho de 2015 a fevereiro deste ano, tiveram valor médio de 2.792,29 reais. Já o valor médio das aposentadorias com aplicação do fator previdenciário ficou em 1.779,88 reais, uma diferença de 1.012,41 reais ou alta de 57%. O valor médio de todas as aposentadorias concedidas por tempo de contribuição foi de 2.169,36 reais.
Outro aspecto positivo da 85/95 é que a nova regra está aumentando a idade média para concessão das aposentadorias por tempo de contribuição. De julho a dezembro do ano passado, aumentou em pelo menos quatro anos a idade média de quem pede a aposentadoria pela 85/95. No caso dos homens, a idade subiu de 56 para 60 anos. Para as mulheres, passou de 52 para 56. (AD

Espera pela aposentadoria com a fórmula 85/95 passa de 3 meses
CORREIO DO POVO / AL - pág.: -. Qui, 7 de Abril de 2016 PREVIDÊNCIA
A aposentadoria integral com a regra 85/95 pode levar quase quatro meses para ser liberada nas agências da Previdência Social no Estado de São Paulo, conforme dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação.
Segundo os dados, o tempo médio do agendamento até a concessão do benefício chegou a 107 dias, em fevereiro deste ano, para quem solicitou a aposentadoria por tempo de contribuição, no Estado de SP, a partir de junho do ano passado, quando o novo fator entrou em vigor.
Depois, ainda há a espera para o dinheiro cair na conta do segurado.
Os pagamentos do INSS são feitos conforme o número final do cartão de benefício, sem o dígito

Novas regras para a gestão dos fundos de pensão públicos foram aprovadas por unanimidade no Plenário ontem e seguem para a Câmara.
Publicou o Jornal do  SENADO/DF - NOTICIAS - pág.: 03. Qui, 7 de Abril de 2016 PREVIDÊNCIA
O texto é um substitutivo do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao PLS 388/2015 - Complementar, de Paulo Bauer (PSDB-SC), que dificulta a influência de partidos políticos na indicação de dirigentes e conselheiros das entidades.
A proposta estabelece mecanismos para profissionalização, delegação de atribuições e transparência nas relações entre gestores dos fundos, participantes e sociedade.
Aécio disse que os escândalos com déficits bilionários ocorridos nos fundos de pensão de estatais decorreram da combinação de "incompetência com interesses espúrios dos gestores".
- A interferência política na escolha desses dirigentes, os inúmeros prejuízos e o risco iminente de maiores perdas expõem a falta de instrumentos garantidores de uma maior profissionalização e qualidade na gestão das entidades.
O texto aprovado foi construído com participação da senadora Ana Amélia (PP-RS), em consenso com o governo e acolhimento de emenda do senador Dalírio Beber (PSDB-SC). Foi amparado ainda no manual de boas práticas de governança da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e no PLS 78/2015 - Complementar, de Valdir Raupp (PMDB-RO), que tramitava em conjunto com a proposta de Paulo Bauer.
Mudanças Os projetos de Bauer e Raupp visam alterar a Lei Complementar 108/ 2001 para melhorar a gestão dos fundos e reduzir a influência político- -partidária.
- Queremos apenas uma coisa: que a política partidária não esteja mais presente na gestão dos fundos de pensão - disse Bauer.

Fundos de pensão perderam R$ 56 bi em 1 ano
O GLOBO / RJ - ECONOMIA - pág.: A22. Ter, 12 de Abril de 2016 PREVIDÊNCIA
CPI deve pedir o indiciamento de 200 pessoas ligadas a instituições
-BRASÍLIA- O patrimônio dos quatro maiores fundos de pensão - Funcef (Caixa), Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios) - caiu R$ 56 bilhões de 2014 para 2015, segundo o deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), relator da CPI dos fundos de pensão. O encolhimento do patrimônio dessas instituições se deu por uma série de fatores, incluindo problemas meramente econômicos, como precificação de ações, queda em Bolsas e perda de ativos, e esquemas fraudulentos, que causaram um prejuízo de R$ 3 bilhões.
O parlamentar afirmou que, por causa das fraudes, pretende pedir o indiciamento de 200 pessoas no relatório que será lido no início da tarde de hoje. A votação está prevista para esta quinta-feira.
- Estamos fechando os últimos números e uma das linhas é compararmos o que era o patrimônio dos fundos de pensão antes e agora, considerando a inflação e a meta atuarial. Vou tentar demonstrar que há um prejuízo gigante, que as pessoas não estão se atendo - disse o deputado.
MÁ GESTÃO DO DINHEIRO
Segundo dados repassados ao GLOBO pelo parlamentar, o patrimônio do Postalis em 2015 foi R$ 823 milhões abaixo do esperado, enquanto o da Funcef ficou R$ 9,817 bilhões inferior. No caso do Petros, o ativo total foi R$ 11,662 bilhões inferior ao esperado e o da Previ, R$ 33,831 bilhões.
O relatório de Sérgio Souza dará destaque especial à má gestão do dinheiro dos contribuintes e à ocorrência de fraudes nessas instituições. O deputado também quer enfatizar os autos de infração cometidos pelos fundos e os indiciamentos pela Polícia Federal. Essas informações foram compartilhadas por investigadores da Operação Lava-Jato, com autorização do juiz Sérgio Moro.

CPI aponta rombo de R$ 113,5 bi em fundos
CORREIO BRAZILIENSE / DF - ECONOMIA - pág.: A11. Qua, 13 de Abril de 2016
Depois de oito meses de trabalho, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão divulgou ontem o relatório final do deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), que pede o indiciamento de 145 pessoas envolvidas em esquemas fraudulentos em entidades fechadas de previdência complementar. O documento, que deverá ser votado amanhã pelos integrantes da CPI, aponta que somente os quatro maiores fundos mantidos por estatais - Postalis (dos funcionários dos Correios); Petros (Petrobras); Funcef (Caixa Econômica Federal) e Previ (BANCO DO BRASIL) - acumularam perdas de R$ 113,5 bilhões nos últimos cinco anos em consequência de desvios e de má gestão dos recursos.

A leitura do parecer deveria ter ocorrido na segunda-feira, mas o relator pediu mais 24 horas de prazo para Acrescentar informações, devido ao indiciamento, pela Polícia Federal, de sete investigados na Operação Positus, que apurou irregularidades cometidas entre 2006 e 2011 no Postalis. Entre os indiciados, estão o ex- presidente do fundo Alexej Predtchenski, e o ex-diretor financeiro, Adílson Florêncio da Costa, ligados ao PMDB e ao senador e ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão. Segundo a PF, eles montaram um esquema de desvio de recursos, em conluio com administradores de corretoras de valores, por meio de compras superfaturas de títulos no exterior.

Relatório da CPI dos Fundos de Pensão pede indiciamento de 145 pessoas
Publicou a Agência Câmara dos Deputados, em 12/04/2016 - 22h15 Reportagem – Emanuelle Brasil, Edição – Pierre Triboli
Texto apresentado nesta terça-feira aponta suspeitos de envolvimento em esquemas de corrupção em fundos de pensão. Outras 166 pessoas e empresas poderão ser investigadas pelo Ministério Público na esfera civil, por descumprimento da Lei de Improbidade Administrativa.
O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão foi apresentado nesta terça-feira (12) pelo deputado Sergio Souza (PMDB-PR) e pede o indiciamento de 145 suspeitos de envolvimento em esquemas de corrupção nos fundos da Caixa Econômica Federal (Funcef), dos Correios (Postalis), da Petrobras (Petros) e do Banco do Brasil (Previ).
Devido a um pedido de vista feito por parlamentares, a votação do texto está prevista para quinta-feira (14).
A CPI apurou prejuízo de R$ 113,4 bilhões, com a desvalorização de ativos dos quatro fundos de pensão no período de 2011 a 2015. De acordo com o relatório, a rentabilidade do ativo da Previ nesse período ficou abaixo da meta mínima em R$ 68,9 bilhões. Na Petros e na Funcef, o prejuízo para os ativos foi de R$ 22,3 bilhões e R$ 18,1 bilhões, respectivamente. Já no Postalis, a baixa foi de R$ 4,1 bilhões.
Souza observa que o deficit será repassado tanto aos beneficiários dos fundos quanto aos contribuintes, por meio do aumento da carga tributária. “A partir do momento em que um fundo de pensão tenha de fazer um aporte a mais para recuperar um deficit, não é só o filiado que se prejudica, é a União e o cidadão”, disse.
A lista de pedidos de indiciamento inclui o diretor do BNY Mellon, José Carlos Lopes Xavier de Oliveira, acusado de autorizar aplicações irregulares com recursos da carteira de ações do Postalis. As negociações ilícitas com o dinheiro do fundo resultaram em baixa da ordem de R$ 4 bilhões.
O BNY intermediou a troca de títulos da dívida nacional por títulos da dívida argentina e venezuelana em 2011, negócio que não foi honrado por esses países, com prejuízo estimado em R$ 240 milhões.

RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDA ESTADUAL PREJUDICA SERVIDOR, DIZEM SINDICATOS
JORNAL DO SENADO 12-04-2016
                Numa audiência pública que contou com representantes de mais de 20 entidades sindicais, o projeto que alonga o pagamento das dívidas dos estados com a União foi dura - mente criticado. Para que os governadores tenham acesso ao refinanciamento da dívida, o projeto prevê que eles limitem os reajustes salariais dados aos servidores estaduais e estabelece que os serviços públicos sejam periodicamente reavaliados.
                Para as entidades que participaram da audiência, isso castigará duramente os funcionários públicos e poderá ter reflexos negativos na qualidade dos serviços que são prestados à população. Parte dos debatedores pediu que a dívida pública seja auditada, com o objetivo de procurar irregularidades. Eles defenderam a aprovação de outro projeto que trata do mesmo tema, porém sem impor ônus tão pesado aos servidores e às políticas públicas.


PARA SINDICATOS, DÍVIDA ESTADUAL RENEGOCIADA CASTIGARÁ SERVIDOR.
               
JORNAL DO SENADO 12-04-2016
                O alongamento das dívidas dos estados com a União, como prevê o PLP 257/2016, do Poder Executivo, penalizará os servidores públicos, alertaram ontem os debate - dores que participaram de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).
                Os mais de 20 debatedores, em sua maioria representantes de entidades sindicais, disseram que o PLP 257 acarretará congelamento de salários de servidores públicos, aumento da precarização e da terceirização dos serviços públicos, elevação das alíquotas previdenciárias, privatizações, enfraquecimento de programas sociais, suspensão de concursos públicos, venda de bens públicos e diminuição dos serviços públicos ofertados à população.
                Também foi unânime o apoio dos participantes ao PLS 561/2015 — Complementar como uma proposta que pode substituir o PLP 257 e dar uma saída para as dívidas dos estados sem prejudicar trabalhadores e o país.
                Apresentado por Paulo Paim (PT-RS), presidente da CDH, o PLS 561 estabelece um novo índice de cálculo para a atualização monetária das dívidas dos estados e municípios.
                Na audiência, o senador chegou a chamar o PLP 257 de “projetinho vagabundo”. Segundo o diretor de Formação Sindical da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), Rogério Macanhão, o PLP 257 proíbe o reajuste de servidores dos estados que aderirem ao refinanciamento das dívidas.
                O projeto, além disso, prevê o aumento das alíquotas previdenciárias e obriga a uma reavaliação periódica das políticas públicas, o que, de acordo com ele, poderia acabar com programas sociais.
                — A dívida dos estados nem sequer deveria existir, pois já foi paga — afirmou Macanhão.

Leia mais no
ANASPS/ON LINE
Ano XIV, Edição nº 1.469

Brasília, 15 de abril   de 2016

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Relatório da CPI dos Crimes Cibernéticos sugere 19 medidas de combate aos delitos via internet

Relatório da CPI dos Crimes Cibernéticos sugere 19 medidas de combate aos delitos via internet
Expectativa é que a votação da matéria ocorra entre os dias 12 e 13 de abril – prazo final de funcionamento da CPI/
Agência Câmara, 03/2016 - 16h41 Reportagem – Murilo Souza , Edição – Luciana Cesar

Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados

Relator Amin pede alterações no Marco Civil da Internet para facilitar a identificação de criminosos virtuais, entre outras sugestões
O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Crimes Cibernéticos, deputado Esperidião Amin (PP-SC), apresentou nesta quinta-feira (31) o texto final do parecer no qual sugere 19 medidas para combater delitos praticados pela internet.
A CPI foi criada em agosto de 2015 e prorrogada até abril deste ano, tendo realizado 30 audiências públicas e ouvido mais de 100 convidados e convocados. “Ficou claro nos depoimentos a necessidade de melhorar dispositivos legais, tipos penais, além de procedimentos de investigação e o próprio aparelhamento das autoridades de investigação, bem como a educação dos internautas”, disse o relator.
Identificação dos criminosos
O relatório final propõe, por exemplo, por meio de projeto de lei, a inclusão do endereço IP no conjunto de informações cadastrais dos usuários de internet. “A rápida identificação de agressores é de fundamental importância para limitar os danos causados à vítima”, observou Amin.
O relator explicou que, pela atual sistemática do Marco Civil da Internet , a identificação do usuário se dá em três etapas, o que dificulta a identificação do autor do delito. Ainda contra o anonimato na rede, ele sugere a adoção do protocolo de internet IPv6, o que, segundo Amin, contribuiria para resolver essa questão.
O protocolo mais usado atualmente, IPv4, permite que diversos usuários compartilhem o mesmo endereço IP , dificultando a identificação individual do internauta. O compartilhamento decorre da escassez de números IPs disponíveis na versão 4, o que não ocorre na versão 6 do
Invasão de dispositivos
Outra sugestão de Amin modifica a tipificação do crime de invasão de dispositivo informático, a fim de que a invasão seja considerada crime independentemente dos motivos que levaram o infrator a cometê-lo. “O projeto de lei sugerido retira a questão da motivação e determina que a invasão, com ou sem vantagem pessoal, é criminalizada.”
Atualmente, o Código Penal (Decreto-Lei 2848/40) considera crime invadir dispositivo informático alheio apenas se ficar comprovado o objetivo de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo.
Aparelhamento do Estado
Segundo o relator, a CPI constatou ainda carências na estrutura das policias Federal e estaduais para o combate dos crimes cibernéticos. Para tentar reverter essa situação, o relatório sugere, por meio de projeto de lei ordinária, a aplicação de 10% das receitas do Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações) para financiar o aparelhamento dessas polícias.
O texto ressalta que crimes cibernéticos que possuam repercussão interestadual ou internacional e que demandem uma repressão uniforme fiquem exclusivamente a cargo da Polícia Federal.
Acesso a dados
Com base em casos recentes, como o que resultou no bloqueio do aplicativo Whatsapp em todo o Brasil, o relatório final sugere alterações no MCI para deixar claro que filial, sucursal, escritório ou estabelecimento situado no País responde solidariamente por dados requisitados judicialmente de empresas com atuação no país e cuja matriz esteja situada no exterior.
O bloqueio do Whatsapp em todo o País foi uma represália da primeira vara criminal de São Bernardo do Campo-SP pelo fato de os responsáveis pelo aplicativo terem se recusado a cumprir determinação judicial de quebrar o sigilo de dados trocados entre investigados.
O relator comentou que caso semelhante ocorreu nos Estados Unidos entre o FBI e a Apple, quando a autoridade de investigação do país solicitou ao fabricante a quebra da segurança do IPhone de um suposto terrorista. Diante da negativa da Apple, o caso acabou sendo resolvido na semana passada quando o FBI conseguiu, por fim, acessar o dispositivo.
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Leia mais no
ANASPS/ON LINE/Extra
Ano XVIII, Edição nº 1.468
Brasília, 8 de Abril de 2016.


ANASPS MARCA PRESSÃO JUNTO A GEAP E AGUARDA NOVA DECISÃO JUDICIAL

ANASPS MARCA PRESSÃO JUNTO A GEAP E AGUARDA NOVA DECISÃO JUDICIAL
"Prezados Associados,
Diante dos diversos casos de reajuste do plano de saúde da GEAP acima de 20%, caracterizando-se evidente descumprimento da decisão liminar que limitou o reajuste no referido percentual (20%), a ANASPS requereu urgentemente ao Juiz que notificasse imediatamente a GEAP para cumpri-la, sob pena de aplicação de multa diária.
Ademais, a ANASPS solicitou ao Juiz que indicasse expressamente a extensão dos efeitos da decisão que limitou o reajuste no percentual de 20% também aos Agregados e não apenas aos Titulares e Dependentes.

Tais pedidos encontram-se pendentes de análise pelo Juiz, dos quais temos expectativa que seja realizado na semana próxima.

A ANASPS tem acompanhado e providenciado todas as medidas jurídicas cabíveis para que os interesses de seus associados sejam preservados e garantidos o mais breve possível."

GEAP MENTE AO NEGAR ABUSIVIDADE DOS 37,55%
ANASPS SUSTENTA QUE CUSTEIO FIXADO  PELA RESOUÇÃO CONAD Nº 099/2015 DEVE SER REVISTO-

 A ANASPS  contesta o arrazoado  publicado em edição extra  do Geap em Movimento, assinado por Gabrielle Figueiredo de França, Juliana de Oliveira Cavallari e Fernando Henrique de Santos Souza Melo. advogados da banca Nelson Wilians & Advogados Associados (evidente por determinação da própria GEAP.  Não sabemos se foram os mesmos que tentaram justificar o aumento junto à justiça federal!)

As mensalidades foram determinadas de acordo com cálculo atuarial, considerando-se uma série de fatores econômicos e financeiros. (Mostraria mostrar ou apesentar a matriz de cálculo. Não foi bem assim  o índice foi retirado da cartola e deveria ser bem maior, porque o ano é eleitoral...)

Vejam as mentiras...

O Convênio Único – censurado pelos posicionamentos do STF e do TCU – era o mecanismo de oxigenação da carteira responsável por atrair um público estimado entre 300 e 500 mil novas vidas, a maioria jovem, com um custo menor de manutenção, possibilitando a subsistência do custeio da carteira mais idosa, sem remetê-los a reajustes acentuados. (Todo mundo sabia que o convênio único era ilegal, Houve várias tentativas neste sentido, mas a intenção era colocar todo o governo na GEAP, que já está com duas direções fiscais, por desmandos administrativos. A 1ª. encontrou u rombo de R$ 500 milhões. A segunda, com rombo de R$ 234 milhões)...

Importante frisar que, apesar de parecer elevado o aumento percentual, monetariamente não o é, haja vista que a GEAP possui mensalidades muito inferiores aos demais planos de saúde, de forma que o aumento não chegaria sequer a 10% em demais planos de saúde, que costumam fixar a mensalidade para beneficiários com idade superior a 59 anos entre R$ 1.400,00 a R$ 2.000,00 em contraposição mensalidade de R$ 889,19, correspondente ao plano de saúde mais caro da GEAP para essa faixa etária.

Entretanto, apesar de ser o menor valor praticado no mercado, os Sindicatos, Associações e afins, buscam convencer que a Fundação fixou o percentual de aumento de forma descabida e arbitrária, desconsiderando a avaliação atuarial realizada, a qual considerou todo o histórico financeiro econômico da GEAP, o impedimento de novas adesões, os custos com a manutenção administrativa e aumento dos gastos com os trabalhadores em razão dos acordos coletivos, os gastos com a manutenção da rede de UTI móvel e ressarcimento ao SUS (cerca de 3 milhões mensais), valores expendidos com liminares judiciais, as quais representam um prejuízo de cerca de 78 milhões anualmente, bem como com despesas judiciais. (E verdade, os gastos de administração da GEAP são altíssimos, inclusive com escritórios de advocacias e com pendências judiciais junto a ANS...).

Nesse ponto, importante mencionar que a Fundação GEAP não percebe qualquer verba pública como fonte de custeio, (Mentira recebe o percapita do governo e os participantes titutlares) não possuindo competência para interferir no subsídio pago pela União, seus órgãos e entidades, os quais são deduzidos do valor integral da mensalidade do plano de saúde, pois esses são determinados de acordo com a disponibilidade do orçamento público, que, sabidamente, não se encontra em situação favorável na atual crise econômica.

Conclui-se, dessa feita, que não há qualquer abusividade na fixação do percentual de 37,55% pela resolução GEAP/CONAD 099/15, haja vista que as mensalidades foram determinadas de acordo com cálculo atuarial, considerando-se uma série de fatores econômicos e financeiros, sendo certo que, se afastado o aumento, será gerado um impacto econômico desvantajoso, impedindo a Fundação GEAP de captar receitas necessárias para sua manutenção econômica, ocasionando um prejuízo para toda coletividade, qual seja, 600 mil beneficiários. (Conclusão  cpnsiderada inÓcua pela justiça federal).

Ministro altera meta de desempenho institucional no INSS

PORTARIA Nº 370, DE 5 DE ABRIL DE 2016
Art. 1º Alterar o art. 2º da Portaria MTPS nº 32, de 8 de janeiro de 2016, fixando a meta de desempenho institucional do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS em 67 (sessenta e sete) dias para o décimo quarto ciclo de avaliação, de novembro de 2015 a abril de 2016, em decorrência de fatores supervenientes que exerceram influência significativa e direta na sua consecução.
 Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
 MIGUEL SOLDATELLI ROSSETTO

A afirmação é do TCU : correção em pagamentos do INSS podem economizar R$500 milhões ao ano
Publicou o TCU em  05/04/16 12:04
 Correção em possíveis irregularidades de pagamentos de benefícios previdenciários pode gerar economia ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) de aproximadamente R$500 milhões ao ano. A fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU) utilizou metodologia inédita para analisar a concessão, manutenção e pagamento de benefícios do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) do INSS.
No ano passado, o orçamento destinado à Previdência Social foi de R$ 424 bilhões, segundo maior dos gastos federais. Em 2013, 53 milhões de brasileiros contribuíram para o sistema.
Desde 2005, o TCU fiscaliza os pagamentos de benefícios feitos pelo INSS. Em 2015 o tribunal passou a utilizar técnica de mineração de dados para dar maior agilidade, aumentar os recursos supervisionados e ajudar a encontrar fraudes. “Esse cenário, marcado pela utilização de base de dados governamentais gigantescas, exige uma nova postura fiscalizatória, em especial, com a utilização de ferramentas de tecnologia da informação (TI) e metodologia de trabalho para a análise continuada de dados, sempre em busca de melhores eficiência, eficácia e efetividade no gasto público federal”, afirmou o ministro Vital do Rêgo, relator do trabalho.

Tribunal de Contas da União vê risco de fraude em sistemas do INSS
Por Célia Perrone CORREIO BRAZILIENSE 2 DE ABRIL DE 2016
Um relatório de fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou risco sistêmico nos sistemas de tecnologia da informação o (TI) utilizados pela Previdência Social, o que ameaça o atendimento aos segurados, cuja qualidade já precária, e deixa órgão sujeito a fraudes. Segundo o relatório, o contrato de serviços de TI, firmado entre o Instituto Nacional Seguro Social (INSS) e a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência  Social (Dataprev) de cerca de R$ 1,5 bilhão, o que representa despesa operacional para a Previdência de cerca de R$ 53 milhes mensais.
O levantamento foi realizado pela Secretaria de Fiscalização de Tecnologia da Informação do TCU na Dataprev e nos seus principais clientes, o Ministério do Trabalho e Previdência Social e o INSS. Segundo o TCU, os problemas de governança constatados podem comprometer as atividades finais da Previdência. “A auditoria foi feita com foco em eficiência. Em ultima analise, constatou-se que o sistema corre o risco de parar a rede de postos do INSS. As filas, a lentidão e as falhas do sistema constantemente reportados pela imprensa so consequência disso, e também a baixa entrega de serviços digitais, o que torna o atendimento basicamente presencial nos postos”, informou Marcio Rodrigo Braz, secretario de Fiscalização de TI do TCU.
A contratação da Dataprev foi feita com dispensa de licitação, o que permitido pela Lei 8.666, de 1993. A Dataprev uma empresa publica criada em 1974, ainda durante o regime militar, para prestar serviços estratégicos ao governo. Ela tem o INSS como o maior cliente, mas também atende a Receita Federal e outros cargos. “Identificamos que o governo no fez uma pesquisa de preços para verificar no mercado se os valores do contrato são compatíveis, se estavam corretos. Isso foi objeto de alerta do relatório. A analise foi superficial com base apenas no que cobrado de outros ministérios. Mas se ela cobra valor alto de um, isso pode ser replicado para todos”, destacou Braz.

O ESTADO DE S.PAULO
É cada vez mais agudo o desequilíbrio da Previdência Social apontado pelo relatório mensal do Tesouro Nacional e que havia sido mostrado anteriormente em reportagem do [BOLD]Estado[/BOLD]. Em 2015, o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) registrou um déficit de R$ 90,3 bilhões em valores corrigidos para janeiro de 2016. Para este ano, a projeção do último relatório bimestral de receitas e despesas primárias do Tesouro é de R$ 136 bilhões, crescimento nominal de mais de 50% sobre 2015.

Os números do primeiro bimestre permitem antecipar novas dificuldades. O déficit do RGPS foi de R$ 18,7 bilhões, aumento real de 58,3% em relação a igual período de 2015. Como não há, no horizonte visível, fatores de amortecimento do desajuste, os números não deixam dúvida quanto à necessidade de reformar a Previdência para evitar que uma parcela cada vez maior dos tributos seja usada para pagar os benefícios do RGPS.

Separando a Previdência em rural e urbana, esta apresentava, até o ano passado, relativo equilíbrio entre receitas e despesas. Mas, neste ano, com o desemprego e a queda real de 8,4% na massa salarial ceifando a receita, as contribuições caíram 5,9% em termos reais e o resultado da Previdência urbana foi negativo em R$ 3,4 bilhões no bimestre. Enquanto isso, o pagamento de benefícios do RGPS crescia 3,7%, atingindo R$ 74,1 bilhões, alimentado pelo aumento constante dos benefícios e do número de aposentados.

Das receitas primárias totais estimadas pelo Tesouro em R$ 1.410 bilhões neste ano, os benefícios do RGPS deverão consumir R$ 496,4 bilhões, superando tanto os ingressos de R$ 360,4 bilhões como as despesas da União com pessoal e encargos sociais, de R$ 255,3 bilhões. Destas, cerca de 43% eram relativos, em números de 2015, aos inativos, nos cálculos do economista Nelson Marconi, da FGV. Ou seja, das despesas primárias do Tesouro mais da metade (53,3%) corresponde ao pessoal ativo e inativo da União.

Ao derrubar a arrecadação tributária, a recessão econômica é a primeira responsável, no curto prazo, pela deterioração das contas da Previdência. O problema é que não há prazo para a recessão terminar. Mantidas as regras atuais, as despesas previdenciárias continuarão a crescer mais rapidamente do que as receitas nos próximos anos. Mas o vultoso desequilíbrio registrado em 2015 e agravado neste ano poderá ter como subproduto um maior apoio da população para a reforma do INSS.


Empregados dos Correios pagarão rombo do Postalis durante 23 anos

Daniel Rittner e Murillo Camarotto | De Brasília Veículo: VALOR ECONÔMICO – SP 30.03                   

 

O déficit bilionário do Postalis, fundo de pensão da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), criará a partir de maio uma despesa expressiva para mais de 100 mil trabalhadores da ativa e aposentados. A conta é salgada: o conselho de administração da estatal aprovou na noite de terça-feira uma contribuição extra de 17,92% dos benefícios por um período de 23 anos - até 2039. O aval do conselho era a última etapa antes da efetivação da cobrança. Os salários de maio, pagos no dia 30, já virão com o desconto.
A decisão dos Correios representa o desfecho de um drama que se arrasta desde o ano passado, mas ainda pode ser revertida nos tribunais. Sindicatos e associações de empregados da ECT têm planos de contestar o desconto na Justiça. Em maio do ano passado, um acordo foi firmado pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) com a estatal e o Postalis para adiar o início das contribuições adicionais. O plano BD do fundo de pensão - modalidade que beneficiava empregados que entraram antes de 2005 - acumulava déficit de R$ 5,6 bilhões até dezembro de 2014. A cobrança foi adiada por 12 meses, mas o prazo se esgotou sem uma alternativa para solucionar o rombo.
Causada principalmente por investimentos malsucedidos, a espiral de prejuízos do fundo de pensão dos Correios começou em 2011. Diante de novas perdas nos dois anos seguintes, a direção da estatal elaborou em 2013 um plano de equacionamento que previa uma contribuição extraordinária de 3,94% sobre vencimentos de funcionários da ativa, aposentados e pensionistas.
Mas o déficit continuou crescendo e em março do ano passado o conselho deliberativo do Postalis aprovou uma fatura bem mais alta: 25,98%. A decisão foi contestada na Justiça e em maio foi firmado o acordo que adiou a cobrança para meados de 2016.
O equacionamento do déficit do Postalis será arcado por 71 mil trabalhadores da ativa e em torno de 30 mil aposentados. A cobrança será feita por 279 meses e recai sobre uma parte dos salários - o que varia caso a caso. Para o pessoal inativo, o desconto tende a ser mais doloroso. Os aposentados recebem um valor do INSS e um pagamento da previdência complementar. A cobrança de 17,92% incidirá sobre essa segunda parte. No caso dos funcionários ativos, esse percentual será aplicado não sobre o salário mensal, mas em cima do benefício futuro a ser recebido no momento da aposentadoria. Em 2015, o plano BD do Postalis teve novo déficit - em torno de R$ 400 milhões -, que precisará ser equacionado mais adiante.

Mudanças nas perícias para acelerar benefícios.

Medida que prevPREVÊ emissão de atestados por médicos do SUS ainda não tem prazo para entrar em vigor, pois depende de acordo entre ministérios
ERIC FARINA ZERO HORA - RS 01;04

As perícias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para concessão e prorrogação de atestados médicos para licença, auxílio-doença e aposentadoria por invalidez poderão ter novas regras em breve. Decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff em 15 de março permite a emissão de atestados, para esses fins, por médicos do SUS e, para prorrogação dos benefícios, da rede privada.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência Social, a mudança poderá ampliar a rede de médicos capazes de fazer o atendimento, principalmente em cidades do Interior, onde há menor número de peritos do INSS. Também deve agilizar o atendimento quando houver muita demanda ou a categoria entrar em greve, por exemplo. Na última paralisação, o tempo de espera chegou a cinco meses. Hoje, segundo o INSS, o tempo médio de espera para o atendimento pericial é de 45 dias.
A medida, entretanto, ainda não tem prazo para entrar em vigor, pois depende de um acordo entre os ministério do Trabalho e da Saúde para definir as condições dos convênios. Outra mudança é a possibilidade de trabalhadores licenciados voltarem ao serviço imediatamente ao final da licença quando não houver condições de peritos do INSS fazerem nova avaliação esta já está valendo.
A Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social é contrária às mudanças. De acordo com a entidade, o decreto permitirá que ´qualquer atestado médico, sem verificação de veracidade ou conteúdo técnico, permita a liberação de benefícios, abrindo as portas para fraude e concessão indevida´

MÉDICOS PERITOS DO INSS DIVULGAM NOTA SOBRE ENCAMINHAMENTO DE SEGURADOSDO INSS AO SUS

A ANMP vem a público manifestar nossa perplexidade e nossa preocupação com os termos do Decreto 8.691/16 que permitirá ao INSS a concessão de benefícios por incapacidade sem a realização da perícia médica seja através da mera recepção de atestados médicos seja da utilização de médicos ou órgãos conveniados ao SUS. Atualmente temos um déficit do quadro funcional de 3.000 (três mil) vagas em aberto e o Governo ao invés de fazer os concursos necessários prefere transferir a responsabilidade para a já lotada e deficiente rede do SUS.

A função da perícia médica do INSS é a de reconhecimento de direito previdenciário, pois nem todo cidadão adoecido se encontra incapaz ao trabalho e o benefício é pela incapacidade, não pela doença. Em nosso trabalho, diariamente, situações de fraude ou de ausência de direito são detectadas e bloqueadas.

Ao abrir mão dessa exigência legal e permitir a concessão de benefícios sem a perícia médica, o Governo estará lançando toda a previdência social no escuro pois tais benefícios poderão ser implantados sem limite e sem direito em um período de forte retração econômica e elevação de desemprego.

O decreto obrigará o segurado a abrir mão do seu sigilo médico ao fazer com que ele tenha que entregar um atestado onde constará o nome da doença a um servidor não-médico do INSS. O decreto pode ferir a ética médica ao transformar o médico assistente em perito de seu próprio paciente.


Gasto com previdência deve acelerar alta e alcançar 8% do PIB neste ano

Em 2015, despesas com o sistema atingiram 7,35% do indicador, um montante de R$ 436 bilhões; além de indexação e expectativa de vida, queda na contribuição urbana vai pressionar dispêndios
 DCI – SP   01.04, Paula Salat
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São Paulo - Sem reformas à vista e com a arrecadação em queda, os gastos do governo federal com a previdência social devem acelerar alta e chegar a 8% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, alta de 0,65 pontos ante 2015, quando as despesas foram de R$ 436 bilhões.
A projeção é do economista Fábio Klein da Tendências Consultoria e diz respeito ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) cujos contribuintes são do setor privado.
Em proporção do PIB, as despesas com o sistema vêm acelerando crescimento desde 2013, quando os gastos se ampliaram em 0,13 pontos sobre o indicador ante 2012. Já em 2014, os desembolsos aumentaram em 0,21 pontos sobre o PIB e, em 2015, se expandiram em 0,42 pontos, para 7,35% do PIB.
Além do aumento da expectativa de vida e da indexação (à inflação e ao PIB) de uma parte dos benefícios, a redução das contribuições por conta da alta do desemprego também explica o avanço das despesas com a Previdência Social.
Exemplo desse cenário é a diminuição que está ocorrendo na arrecadação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nas áreas urbanas. Estas são responsáveis pela maior parte dos recursos que abastecem a previdência.
No acumulado de janeiro a fevereiro deste ano, as contribuições das empresas e dos trabalhadores urbanos caíram, em termos reais, 5,9% em relação a igual período de 2015, a R$ 54,262 bilhões. Entre os primeiros bimestres de 2014 e 2015, a arrecadação do setor havia crescido 6,2%.
Além do recuo nas receitas, a previdência urbana registrou, até fevereiro deste ano, o primeiro déficit primário (despesa maior que receita, sem os juros) em 6 anos e o maior rombo desde 2001 para o período. A conta negativa foi de R$ 3,214. No primeiro bimestre do ano passado, os benefícios da previdência urbana foram superavitários em R$ 2,377 bilhões. Pelo lado das despesas, também não houve ajuda e os dispêndios aumentaram em 3,9%, a R$ 74,155 bilhões, nos primeiros dois meses deste ano.


Estados e municípios poderão usar fundo de previdência federal
Medida tem por objetivo ajudar as localidades que não têm condições de criar sua própria previdência complementar
Adriana Fernandes Murilo Rodrigues Alves O ESTADO DE SÃO PAULO – SP   01.04                    
BRASÍLIA
O governo prepara proposta de mudança na legislação para permitir que o fundo de previdência dos servidores do Executivo federal assuma a administração da previdência complementar dos servidores de Estados e municípios. A equipe econômica tem pressa em ampliar a atuação da Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federal do Executivo (Funpresp-Exe) para apoiar Estados e municípios que não tenham capacidade de criar suas próprias fundações.
A medida é considerada fundamental para melhorar as finanças públicas dos governos regionais. As mudanças saem na semana que vem, por meio de medida provisória.
"É importante que seja rápida a mudança para permitir que Estados e grandes municípios resolvam a questão da previdência dos futuros servidores. A demora acaba adiando medida que é vista como crucial para o equilíbrio das contas de Estados e prefeituras", diz Carlos Gabas, secretário Nacional de Previdência Social.
O Ministério da Fazenda tem interesse em abrir esse caminho porque o projeto de socorro aos Estados exige como contrapartida que os governadores criem seu próprio regime de previdência complementar para ter acesso ao alongamento da dívida com a União por 20 anos. Depois de assinados os contratos de renegociação das dívidas, os Estados terão 180 dias para criar essas fundações.
A urgência ficou maior porque naufragou a ideia de repassara uma empresa da Caixa Econômica Federal a gestão do que seria chamando de Prev-Federação. A preocupação do Tesouro Nacional era que a União tivesse de arcar com o ônus, caso Estados e municípios não façam sua parte, dando "calote" nos servidores. O secretário de políticas de previdência complementar (SPPC) do Ministério do Trabalho e Previdência Social, Carlos de Paula, diz que as equipes técnicas do órgão e do Ministério da Fazenda trabalham em alguns pontos para garantir a "blindagem jurídica necessária" para a Funpresp. Segundo ele, há 350 mil servidores que ganham acima do teto do INSS,de pouco mais de R$5 mil.

Publicada MP que regulamenta uso do FGTS como garantia para consignados
Da Agência Brasil 30/03/2016 12h35publicação

O Diário Oficial da União publicou hoje (30) a medida provisória que permite aos trabalhadores do setor privado contratarem crédito consignado utilizando até 10% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia e até 100% do valor da multa rescisória, no caso de dispensa sem justa causa.
De acordo com o texto da Medida Provisória 719, o Conselho Curador do FGTS vai definir o número máximo de parcelas e a taxa máxima mensal de juros a ser cobrada pelos bancos.
A medida foi anunciada pelo governo no fim de janeiro, quando o Ministério da Fazenda destacou que sua aprovação era importante para conter o endividamento dos trabalhadores do setor privado.
Em nota divulgada hoje, o ministério destaca que a iniciativa é para ampliar os empréstimos consignados aos trabalhadores do setor privado já que, atualmente, esta modalidade tem se restringido quase que exclusivamente aos servidores públicos e pensionistas do INSS. O ministério estima que a medida pode viabilizar operações que totalizem até R$17 bilhões.

Dívida tributária
A mesma Medida Provisória também prevê a utilização de bens imóveis para pagar débitos tributários inscritos na dívida ativa da União. Essa possibilidade está prevista no Código Tributário Nacional, mas ainda não havia sido regulamentada.
De acordo com o texto, a entrega do imóvel como pagamento "será precedida de avaliação de valor de mercado do imóvel por agentes credenciados pela União e somente será possível caso o valor do imóvel seja menor ou igual ao valor do débito. Nesses casos será permitida a complementação do pagamento em dinheiro", diz o texto da MP.

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Ano XIV, Edição nº 1.467

Brasília, 8 de abril   de 2016