terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Concurso INSS 2016: inscrições já estão abertas. Serão 800 vagas para Tenicos do Seguro Social e 140 de Analistas com habilitação em Serviço Social.Vejam as vagas. As remunerações iniciais R$ 5.344,87 para Técnico e a R$ 7.954,09 para Analista..

ANASPS URGENTE 71

Brasília, 12 de janeiro de 2016

Concurso INSS 2016: inscrições já estão abertas. Serão 800 vagas para Tenicos do Seguro Social e 140 de Analistas com habilitação em Serviço Social.Vejam as vagas. As remunerações iniciais  R$ 5.344,87 para Técnico  e a R$ 7.954,09 para Analista..

O edital de concurso do INSS contempla oportunidades para os cargos de técnico (nível médio) e analista (superior), com iniciais de até R$ 7,9 mil. O cadastro deve ser feito no site do Cespe.
Desde as 10 horas de segunda-feira (04.01) estão abertas as  inscrições do concurso do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que, sob organização do Cespe/UnB, vai selecionar 950 profissionais de níveis médio e superior para as carreiras de técnico e analista do seguro social.

A ficha de inscrição do concurso INSS 2016 deve ser preenchida até o dia 23 de fevereiro de 2016 na página eletrônica do Cespe (www.cespe.unb.br/concursos/inss_2015). São cobradas taxas de R$ 65 para técnico do seguro social e R$ 80 para analista do seguro social.

A isenção do pagamento da taxa poderá ser pleiteada por membros de famílias de baixa renda inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O pedido poderá ser registrado no mesmo prazo e site de inscrições.

Vagas do concurso INSS 2016

Um total de 800 vagas são para a função de técnico do seguro social, que exige ensino médio completo. As demais 150 chances ficaram para o cargo de analista, que destina-se aos candidatos com nível superior em serviço social e registro no conselho de classe.

As remunerações vigentes correspondem a R$ 5.344,87 para técnico do INSS e a R$ 7.954,09 para analista do INSS. Nesses valores já está incluso o novo auxílio-alimentação de R$ 458.

Os salários do técnico compreendem R$ 639,18 de vencimento básico (VB), R$ 1.022,69 de Gratificação de Atividade Executiva (GAE) e R$ 3.225 de Gratificação de Desempenho de Atividades do Seguro Social (GDASS) de 100 pontos. Já as remunerações do analista constituem-se da seguinte maneira: R$ 890,42 de VB, R$ 1.424,67 de GAE e R$ 5.181 de GDASS.

Aumento salarial em 2016

Em 2016, as remunerações e os benefícios concedidos pelo INSS terão um aumento, que foi estabelecido por meio de um acordo feito entre a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Ministério do Planejamento.


Com relação aos benefícios, o auxílio-alimentação passou de R$ 373 para R$ 458, enquanto o valor per capita médio de assistência à saúde foi de R$ 117,78 para R$ 145 e o auxílio-creche subiu de R$ 73 para R$ 321. Já o VB e o GAE terão um aumento de 5,5%, enquanto o aumento do GDASS ainda não foi divulgado. Com o acréscimo dos 5,5%, as remunerações, incluindo o novo vale-alimentação e o GDASS de 100%, chegarão a R$ 5.436,27 para técnico e a R$ 8.081,42 para analista. Vale lembrar que tais valores não incluem o reajuste no GDASS, pois a porcentagem não foi revelada.

O aumento dos benefícios agora no mês de janeiro de 2016, enquanto as remunerações sofrerão reajuste só em agosto, conforme definido no acordo entre o MPOG e os sindicatos.

O processo seletivo do INSS

concurso INSS 2016 será realizado por meio de provas objetivas, marcadas para o dia 15 de maio, em horários e locais que serão divulgados, oportunamente, pela comissão de organizadores da seleção. As avaliações terão duração de 3h30min e ocorrerão no turno da manhã para analista e da tarde para técnico.


Para técnico, os exames serão compostos por 50 questões de conhecimentos básicos (ética no serviço público, regime jurídico único, noções de direito constitucional, noções de direito administrativo, língua portuguesa, raciocínio lógico e noções de informática) e 70 de conhecimentos específicos (seguridade social).

Candidatos a analista serão submetidos a 120 perguntas de língua portuguesa, raciocínio lógico, noções de informática, direito constitucional, direito administrativo, legislação previdenciária, legislação da assistência social e conhecimentos específicos.

Confira a distribuição das vagas do concurso INSS 2016

Para técnico as oportunidades serão lotadas da seguinte maneira: São Paulo (113), Acre (5), Alagoas (14), Amapá (5), Amazonas (34), Bahia (76), Ceará (22), Distrito Federal (10), Espírito Santo (4), Goiás (40), Maranhão (33), Mato Grosso (26), Mato Grosso do Sul (12), Minas Gerais (82), Pará (84), Paraíba (4), Paraná (37), Pernambuco (35), Piauí (2), Rio de Janeiro (17), Rio Grande do Norte (20), Rio Grande do Sul (49), Rondônia (22), Roraima (3), Santa Catarina (32), Sergipe (7) e Tocantins (12).

A função de analista terá chances nos Estados de São Paulo (18), Acre (6), Alagoas (2), Amapá (3), Amazonas (3), Bahia (22), Ceará (7), Goiás (4), Maranhão (4), Mato Grosso (6), Mato Grosso do Sul (7), Minas Gerais (15), Paraíba (4), Rio Grande do Sul (12), Pará (6), Paraná (3), Pernambuco (3), Piauí (1), Rio de Janeiro (4), Rondônia (5), Roraima (2), Santa Catarina (6), Sergipe (1) e Tocantins (5), além do Distrito Federal (1).

Atribuições dos cargos

Quanto às atividades, o técnico do seguro social é responsável por proceder ao reconhecimento inicial, manutenção, recurso e revisão de direitos aos benefícios administrados pelo INSS; exercer atividades internas e externas ligadas ao suporte e apoio técnico especializado; executar as atividades de orientação e informação, de acordo com as diretrizes estabelecidas nos atos específicos e outras relacionadas aos fins institucionais do INSS, que venham ser determinadas pela autoridade superior.

Já o analista do seguro social é responsável por prestar atendimento e acompanhamento aos usuários dos serviços prestados pelo INSS e aos seus servidores, aposentados e pensionistas; elaborar, executar, avaliar planos, programas e projetos na área de serviço social e reabilitação profissional; realizar avaliação social quanto ao acesso aos direitos previdenciários e assistenciais; promover estudos socioeconômicos visando a emissão de parecer social para subsidiar o reconhecimento e a manutenção de direitos previdenciários, bem como a decisão médico-pericial; e executar de conformidade com a sua área de formação as demais atividades de competência do INSS.

Contratações em 2016

Antes mesmo da publicação do edital, o diretor de Gestão de Pessoas do INSS, José Nunes Filho, já havia compartilhado o interesse do instituto é contratar os aprovados no concurso até o segundo semestre de 2016.

"A nossa expectativa é de realização do concurso no primeiro semestre e ainda no primeiro semestre ou, no máximo, no início do segundo semestre de 2016 a gente já possa fazer a contratação, a nomeação dos novos servidores", disse José Nunes Filho, na ocasião, em entrevista à Anasps (Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social).

Aprovado no INSS dá dicas para futuros candidatos

“Para se preparar bem para o concurso do INSS é essencial saber que o processo seletivo tem uma forma mais amigável que a de outras seleções ligadas à área fiscal: não cobra prova discursiva, resumindo-se a uma prova objetiva com 120 questões de múltipla escolha. O cansaço físico e a necessidade de preparação específica (como, por exemplo, a que é feita para avaliações discursivas) são menos intensos, deixando o concurso mais palpável para os candidatos, principalmente para aqueles que se prepararam e cobriram todo o edital.

Nas 120 questões dentro dessa parte geral se encontram matérias que serão úteis não só para esta prova, mas para a grande maioria dos concursos públicos existentes, tais como língua portuguesa, ética no serviço público, noções de informática, noções de administração, noções de direito administrativo e noções de direito constitucional. 

Em sua preparação para o concurso INSS 2015/2016, busque materiais atualizados e que explorem bem o conteúdo. Forme uma boa base em direito constitucional e administrativo, acompanhada de um estudo regular de língua portuguesa. Não negligencie as matérias de informática e administração, muito embora conhecimentos prévios de ambas podem ser bastante úteis para diminuir a intensidade no estudo destas e focar nas anteriores. Ética no serviço público é uma disciplina cujo estudo não é tão extenso e, se bem trabalhada, pode garantir um ótimo aproveitamento.

Por experiência pessoal, posso afirmar que é um concurso altamente recomendável para os que desejam ingressar na administração pública em um cargo efetivo, regido pelo Estatuto (Lei 8.112/90), trabalhando em uma autarquia de vital importância e desenvolvendo um trabalho ligado à sua área de formação. A lista de matérias cobradas tem um tamanho razoável, que demanda uma preparação a médio prazo e que se antecipe ao edital, porém, a realização do concurso em uma única fase objetiva e a abertura de um número bastante razoável de vagas fazem de tal certame uma grande oportunidade para você que deseja se tornar servidor público!"

Kaique Knothe de Andrade, aluno da Central de Concursos aprovado no último concurso do INSS
CONCURSOS DO INSS AUTORIZADOS A PARTIR DE 2003
ANO
CARGO
QUANTIDADE
2003
TÉCNICO
2.675
ANALSTA
1.725
2004
TÉCNICO
737
ANALISTA
563
2005
TÉCNICO
900
ANALISTA
450
PERITO
1.500
2006
TÉCNICO
800
ANALISTA
200
PERITO
1.500
2007
TÉCNICO
1.080
PERITO
250
2008
TÉCNICO
1.400
ANALISTA
600
PERITO
195
2009
ANALISTA
900
2010
TÉCNICO
700
ANALISTA
300
PERITO
500
2011
PERITO
250
2012
TÉCNICO
2.000
ANALISTA
200
PERITO
500
2013
TÉCNICO
1.500
ANALISTA
250
PERITO
300
2014
TÉCNICO
400
ANALISTA
300



TOTAL
TÉCNICO
12.192
ANALISTA
5.488
PERITO
4.995
TOTAL GERAL
22.675


PREVIDÊNCIA SOCIAL, 93 ANOS; ANASPS, 23 ANOS.
PREVIDÊNCIA SOCIAL PÚBLICA PATRIMÔNIO DOS BRASILEIROS


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Vão se os anéis e ficam os dedos

Vão se os anéis e ficam os dedos

Por Paulo César Régis de Souza (*)

Não foi em vão a passagem do ministro Joaquim Levy pelo governo e pelo Ministério da Fazenda. Se de um lado, se deu mal na política fiscal ,  tentou acertar na PrevidÊncia Social especialmente por sua visão fiscalista. Surpreendeu-se com o déficit de 2014, criticou a desoneração atabalhoada (vetor principal do déficit),  levou um puxão de orelha, tentou acabar com ela,  não conseguiu. Logo a contribuição sobre a folha de salários prevalecerá, como prevaleceu por 90 anos!
Devo reconhecer que nunca um ministro da Fazenda olhou para os desajustes da Previdência.  Metia a mão nos efeitos.mas não olhava as causas. O tamanho do déficit de 14 , de 15 e 16, acendeu a luz vermelha na Fazenda.  Por sua vez, os ministros da Previdência , mesmo cientes e conhecedores das causas e dos efeitos dos desajustes, sempre temeram por as cartas na mesa. Não eram ouvidos e respeitados. Os desajustes que foram sobejamente esquadrinhados pelo Tribunal de Contas da União que em diversos relatórios   clamou por ajustes urgentes no financiamento, nas questões estruturais, governança administrativa e benefícios.
 Temos pontos divergentes e convergentes com o sr. Joaquim Levy e com o “Ministério da Fazenda Social”.
Já agora temos razões para acreditarmos no enfraquecimento da Previdência Social com a fusão com o Ministério do Trabalho.
Nossa causa – de proteção social - tem mais de um século  e a Previdencia no Brasil quase isso – 93 anos – não está perdida. Sofremos um segundo revés. Temos o passado , o presente e futuro para administrar. Lidamos com pessoas, seu sonhos e esperanças. A Previdencia é uma exigência das sociedades contemporâneas  , por que tem compromisso  com o  futuro das civilizações.
Os  pontos divergentes;
a)    Manteve a receita previdenciária na Fazenda, não enxergando que é o principal problema da Previdência. Se desconhece na face da terra uma organização que não administre sua receita que é própria e de destinação definida. Só uma razão para a Receita Previdenciária continuar na Fazenda: é de fonte , como a Receita Federal, e a 2ª. maior receita da República. A Receita Federal não sabe trabalhar com receita declaratória.
b)   Manteve a receita previdenciária como instrumento da política fiscal, (eXemplo ostensivo é desoneração contributiva) esquecendo que a contribuição previdenciária não é imposto.
c)    Ignorou o Ministério da Previdencia Social, como formulador da política de Previdencia Social, seguindo o “script” de seus antecessores.
d)    Vetou o  fator previdenciário, duas vezes derrubado pelo Congresso, duas vezes vetado pelo Presidente Lula e pela Presidenta Dilma e o Congresso manteve os vetos por duas vezes! Estranho Congresso que cospe nele mesmo! Além do que  avalizou o novo fator previdenciário.
e)    Vetou o reajuste pela inflação para quem recebe beneficio acima do mínimo.
f)     Vetou a desaposentação, mantendo-se a contribuição do aposentado do RGPS o que é uma iniquidade
g)    Defendeu a inclusão da receita previdenciária na Desvinculação de Receitas da União-DRU, elevando de 20% para 30% até 2.026;
h)    Detonou, por influencia nefasta do ministro Nelson Barboza, o abono de permanência em serviço, que segura servidores mal remunerados na administração pública, mas com vasta expertise, enquanto não há concursos para reposição de quadros.Alem do que os que estão com abono se aposentarem perdem 70% de seu rendimento!
 Os pontos convergentes:
a)    Ajustes nas pensões  por morte, dos Regime Geral de Previdencia Soial e dos Regimes Próprios. No RGPS deu um belo tranco nos casamentos ‘velhinhos com menininhas”, pondo fim a uma generosidade que leva um beneficio a durar 100 anos;
b)   Ajustes na concessão do auxilio doença. Só não foi mais longe, porque foi barrado pelo Congresso. Há espaço para se ir mais além, liquidando coma terceirização da perícia médica e com a judicialização do  auxilio doença. Tem que ter perito médico no CPRS e Juntas bem como na subprocuradorias do INSS.
c)    Detonou a desoneração desordenada, responsável pelo vultoso déficit da previdência em 2014 e aterrorizante em 2015; introduziu uma desoneração seletiva que é quase um desembarque da experiência maluca do ministro Nelson Barbosa.
d)    Abraçou a causa da idade mínima para homens e mulheres; elevando-se o tempo de contribuição de homens e mulheres, ingressando no complexo tema da demografia e do envelhecimento.
e)    Abraçou a causa do fim da permanência dos trabalhadores  rurais que não contribuem no RGPS, podendo ser atrelados à LOAS ou a outro programa, sem se mexer na inclusão social.
f)     Foi ao Supremo pedir em vão ao ministro Levandowski ajuda para melhorar na gestão de  cobrança da divida ativa de 1,5 trilhão de reais. Dos100 milhões de processos que inundam a justiça 30% - seja 30 milhões – dizem respeito a divida ativa. A Previdencia tem 300 bihões de reais (um quinto) na dívida ativa.

Os fiscalistas dificilmente leem meus artigos , minhas considerações, minhas propostas para  Previdencia Social. Eles só tem disponibilidade de tempo para exaltar seus umbigos, cevados em bons vinhos e cervejas experimentais.

Mas eu leio os deles.

Eu e o TCU clamamos há tempos uma solução para a questão dos rurais. Dizer que terão perdas é uma falácia. Não terão. 

Os adeptos da “inclusão previencidiária” se esquecem que foi a ditadura militar que criou o FUNRURAL em nome do que na época se chamava “universalização da Previdência”.

Se se aposentam  NO RGPS  pela exceção da regra, sem documentaçãoou documentação incompleta,  e não pela regra poderiam se aposentar pela LOAS. São 9,2 milhões e 99% deles recebem o mínimo.

Os fiscalistas começam, a se preocupar com 4,5 milhões de pessoas que recebem o BPC , Beneficio de Prestação Continuada.

Desagregando os rurais, dos 18,9 milhões de beneficiarios  urbanos poderão voltar a respirar muito embora 9,0 milhões deles recebam o salario mínimo e apenas 175 mil recebam mais de cinco salários mínimos..

(*) Paulo Sergio Regis de Souza é Vice Presidente Executivo a Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguriade Social ANASPS.
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Benefícios do INSS acima do salário mínimo são reajustados em 11,28%

Benefícios do INSS acima do salário mínimo são reajustados em 11,28%
11/01/2016 11h30publicação
Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

Aposentados que ganham acima do salário mínimo terão aumento de 11,28% Antonio Cruz/Agência Brasil
Os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram reajustados em 11,28%, de acordo com portaria dos ministérios do Trabalho e Previdência Social e da Fazenda, publicada na edição de hoje (11) do Diário Oficial da União. O reajuste, válido a partir deste mês, é para benefícios superiores ao salário mínimo (R$ 880).
O teto do benefício do INSS foi estabelecido em R$ 5.189,82. Em 2015, esse limite era R$ 4.663,75.
A portaria também define as alíquotas de contribuição de segurados empregados, empregados domésticos e trabalhadores avulsos. Se o salário for de até 1.556,94, a alíquota de recolhimento ao INSS é 8%. Acima desse valor até 2.594,92, a alíquota sobe para 9%. De 2.594,93 até 5.189,82, a contribuição é de 11%.
A portaria também define regras para benefícios concedidos a pescador, seringueiros, auxílio-reclusão e salário família.

Edição: Kleber Sampaio