sexta-feira, 3 de junho de 2016

NOVAS EMENDAS PEDEM FIM DA INCORPORAÇÃO DA PREVIDÊNCIA PELA FAZENDA RECRIAÇÃO DO MINISTERIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

NOVAS EMENDAS PEDEM FIM DA INCORPORAÇÃO
 DA PREVIDÊNCIA PELA FAZENDA
 RECRIAÇÃO DO MINISTERIO DA PREVIDÊNCIA  SOCIAL

1 – Senador José Pimentel (PT_CE)MPV726 00006





MEDIDA PROVISÓRIA Nº 726, DE 12 DE MAIO DE 2016

EMENDA MODIFICATIVA

Suprima-se, da MPV 726, os incisos II e III do § 1º do art. 7º, as alíneas “i” (previdência) e “j” (previdência complementar) da redação dada ao inciso V do art. 27 e a nova redação dada ao inciso XII do art. 29 da Lei nº 10.683, de 2003, incluindo-se, ainda, o seguinte artigo:

“Art. ... Fica restabelecido o disposto no inciso XVIII dos art. 25, 27 e 29 da Lei nº 10.683, de 2003, e recriados os cargos de Ministro de Estado e de Secretário Executivo do Ministério da Previdência Social.”

Sala das Sessões,    de   de    2016.
Senador José Pimentel

2 – Deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP)






MEDIDA PROVISÓRIA No 726, DE 2016

EMENDA MODIFICATIVA

Adicionar ao artigo 7 da MPV 726, criando o parágrafo segundo:

Dê-se ao Art. 2º da Lei 10.876/04 a seguinte redação:

Art. 2º Compete exclusivamente aos ocupantes do cargo de Perito-Médico da Previdência Social e, supletivamente, aos ocupantes do cargo de Supervisor Médico-Pericial da carreira de que trata a Lei nº 9.620, de 2 de abril de 1998, no âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Ministério da Previdência Social, o exercício das atividades médico-periciais inerentes ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) de que tratam as Leis nº 8.212, de 24 de julho de 1991, nº 8.213, de 24 de julho de 1991, nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993 (Lei Orgânica da Assistência Social), e nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e, em especial:
I - emissão de parecer conclusivo quanto à capacidade laboral para fins previdenciários;
II - inspeção de ambientes de trabalho para fins previdenciários;
III - caracterização de invalidez para benefícios previdenciários e assistenciais;
IV - execução das demais atividades definidas em regulamento;
V – (Revogado)
Parágrafo único. Os Peritos Médicos da Previdência Social poderão requisitar exames complementares e pareceres especializados a serem realizados por terceiros contratados ou conveniados pelo INSS, quando necessários ao desempenho de suas atividades.
Sala das Comissões, 16 de maio de 2016.

ARNALDO FARIA DE SÁ
Deputado Federal - SP

3 – Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP)





MEDIDA PROVISÓRIA Nº 726, DE 2016

 Altera e revoga dispositivos da Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003, que dispõe sobre a organização da Presidência da República e dos Ministérios.
EMENDA MODIFICATIVA

Modifique-se os arts. 2º, 7º, 8º e 12 da Medida Provisória nº 726, de 2016, da seguinte forma:

"Art 2º.........................................................................
....................................................................................
IV – Ministério do Trabalho e Previdência Social em Ministério do Trabalho e Ministério da Previdência Social;
...........................................................................”(NR)
“Art. 7º.......................................................................
.................................................................................
§ 1º.............................................................................
...................................................................................
II – o Instituto Nacional do Seguro Social, do Ministério do Trabalho, para o Ministério da Previdência Social; III – a Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC, o Conselho Nacional de Previdência Complementar e a Câmara de Recursos da Previdência Complementar para o Ministério da Previdência Social;
IV – O Conselho Nacional de Previdência Social, o Conselho de Recursos da Previdência Social e a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social, para o Ministério da Previdência Social.
........................................................................”(NR)



“Art. 8º........................................................................
....................................................................................
IV – Ministro de Estado do Trabalho e Previdência Social em Ministro de Estado do Trabalho e Ministro de Estado da Previdência Social;
....................................................................................
XII – Natureza Especial de Secretário-Executivo do Ministério do Trabalho e Previdência Social em Natureza Especial de Secretário-Executivo do Ministério do Trabalho e Secretário-Executivo do Ministério da Previdência Social;
...........................................................................”(NR)
“Art. 12. A Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003, passa a vigorar com alterações nos seguintes artigos:
“Art. 25........................................................................
....................................................................................
XXI – Previdência Social.
...........................................................................”(NR)
“Art. 27......................................................................
..................................................................................
V - .............................................................................
i) Revogado
j) Revogado
....................................................................................
XXI – Ministério da Previdência Social:
a) Previdência Social;b) Previdência Complementar.
...........................................................................”(NR)
“Art. 29........................................................................
....................................................................................
XII – o Ministério da Fazenda o Conselho Monetário Nacional, o Conselho Nacional de Política Fazendária, o Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, o Conselho Nacional de Seguros Privados, o Conselho de Recursos do Sistema Nacional de Seguros Privados, de Previdência Privada Aberta e de Capitalização, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Conselho CD/16215.43814-18
3
Administrativo de Recursos Fiscais, o Conselho Diretor do Fundo de Garantia à Exportação (CFGE), o Comitê Brasileiro de Nomenclatura, o Comitê de Avaliação de Créditos ao Exterior, a Secretaria da Receita Federal do Brasil, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a Escola de Administração Fazendária e até quatro Secretarias;
....................................................................................
XXVII – o Ministério da Previdência Social, o Conselho Nacional de Previdência Complementar, a Câmara de Recursos da Previdência Complementar, o Conselho Nacional de Previdência, o Conselho de Recursos da Previdência e até quatro Secretarias.
...................................................................................”(NR)”



4 – Deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP)



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EMENDA MODIFICATIVA

Dê-se ao Art 7º, parágrafo primeiro, a seguinte redação: “§ 1º Mantidos os demais órgãos e entidades supervisionadas que lhe componham a estrutura organizacional ou que lhe estejam vinculados, ficam transferidos:
I – (...)
II - o Instituto Nacional do Seguro Social, do Ministério do Trabalho, para o Ministério da Fazenda;

Sala das Comissões, 16 de maio 2016.

ARNALDO FARIA DE SÁ
Deputado Federal/SP

São 32 novas emendas contra a extinção do Ministério da Previdência


Leia mais no
ANASPS/ON LINE/Extra
Ano XVIII, Edição nº 1.484

Brasília, 3 de Junho  de 2016.
ANASPS  TEME QUE DESCUMPRIMENTO DE ACORDO NO CONAD
TIRE O FOCO DO QUE DEVE SER FEITO NA GEAP
PARA TIRAR A ENTIDADE DO” BURACO” EM QUE FOI METIDA

O vice presidente executivo da Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social-ANASPS, Paulo César Regis de Souza, afirmou hoje que ‘o day after”, o dia depois, da GEAP Autogestão em Saúde,  com o Conselho de Administração-CONAD desrespeitando suas próprias decisões, ameaça o futuro da instituição com a nomeação de “companheiros” para  a administração da entidade, que enfrenta uma greve crise com dívidas de R$ 350,0 milhões, perdas de 50 mil participantes nos últimos quatro meses, impossibilidade de admitir novas patrocinadoras,  aumento de 38% para os servidores, descredenciamentos de clinicas e serviços,  ameaças de uma 3ª.. intervenção pelo governo, que quer nomear um novo diretor  executivo.

Desde 27 de abril, quando houve a mudança dos estatutos da GEAP, foi decidido que o CONAD deveria abrir edital para contratação de diretores e de superintendentes estaduais mediante  currículo,  comprovação de títulos e qualificação , experiência anterior  e notório saber. “Mas não é isso que está acontecendo, afirmou.  Estamos perdendo a chance de profissionalizar a GEAP.  O presidente do CONAD, unilateralmente, revogou o que foi definido e passou a indicar companheiros para os postos chaves da GEAP, departamentos e setores estratégicos da empresa. Isto está tirou o foco principal do CONAD comprometendo  a gestão da GEAP que ainda não encontrou a forma de não cobrar r o aumento de 37.55%  reduzindo para 20%, encontrar alternativas compensatórias  e  financiar o seu caixa diante das pressões inerciais dos planos de saúde”.

Paulo Cesar chamou a atenção que a gestão da GEAP, até 27 de abril,  era de três representantes do governo e três eleitos pelos servidores, sendo que o governo tinha o voto de minerva para impor suas decisões, o que acontecia a torto e a direito. Neste momento os servidores dirigem o CONAD e têm o voto de minerva. O governo  ameaça  entretanto  reverter as decisões de 27 de abril e tem sinalizado neste sentido. “Para nós da ANASPS, nos causa espanto e indignação que o presidente do CONAD tenha optado por agir por conta própria, não submetendo suas decisões ao Conselho, quando deveria estar empenhado  em encontrar mecanismos para sanear a GEAP, abrir sua “caixa preta” , cobrar as patrocinadoras que estão em atraso, pagar os prestadores de serviços que estão sem receber  e tentar melhorar a rede de atendimento”.

ESTRANHO, MUITO ESTRANHO!
GOVERNO PUBLICOU NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO NOMEAÇÃO DE SERVIDOR PARA O EXTINTO MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. FOI UTILIZADO UM DAS DA EXTINTA SECRETARIA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR, LEVADA PARA A FAZENDA. PODE? O ATO FOI ASSINADO PELO MINISTRO DA CASA CIVIL. PODE? NÃO DEVERIA TER SIDO ASSINADO PELO MINISTRO FAZENDA/ NÃO ESTARIA O SR. MARCELO EXERCENDO UM CARGO QUE NÃO EXISTE MAIS?



Marcelo Caetano, um técnico defensor de idade mínima para se aposentar
Por Geralda Doca, Jornal O Globo 18-05-2016

BRASÍLIA - Escalado para desenhar a reforma da Previdência, o economista Marcelo Caetano tem fala mansa, é definido como uma pessoa tranquila e que gosta de trabalhar em equipe. Uma pessoa agregadora e competente, dizem pessoas que já trabalharam com ele. Entre as principais referências, está o amplo conhecimento do assunto, tanto do regime geral (INSS), quanto dos regimes próprios (sistemas de aposentadoria dos servidores a União, dos estados e municípios). É um defensor da fixação de idade mínima para aposentadoria.

Caetano foi coordenador-geral de contabilidade atuária e estudos técnicos do Ministério da Previdência entre 1998 e 2005. Participou das duas últimas reformas da Previdência dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula.

— Ele sabe fazer cálculos e projeções como ninguém. Nome melhor não há — disse o ex-secretário de Previdência e atual consultor da Comissão de Orçamento da Câmara, Leonardo Rolim.
O ex-presidente Fernando Henrique mexeu na fórmula de cálculo do benefício, que deixou de ser baseada nas últimas 36 contribuições e passou a ser 80% dos melhores salários de contribuição de 1994 para cá. Também criou o Fator Previdenciário, mecanismo que mexe no valor da aposentadoria, ao incorporar os aumentos de expectativa de vida, reduzindo o ganho de quem se aposenta mais cedo. Já a reforma de Lula teve foco no regime do servidor público.

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Centrais querem 'refazer as contas' da Previdência e melhorar gestão

ANA PAULA MACHADODE SÃO PAULO Folha de São Paulo 31-05-2016

As centrais sindicais decidiram não munir o governo com propostas para a reforma da Previdência.
Em reunião nesta segunda-feira (30), em São Paulo, Força Sindical, UGT, CSB e Nova Central chegaram ao consenso de que o melhor para diminuir o rombo no INSS é elevar arrecadação.
E é isso que as entidades devem propor na próxima reunião com o governo –que foi adiada desta sexta (3) para o dia 10 de junho.
"O que vamos propor são medidas para melhorar a gestão das contas da Previdência. Não vamos enviar um documento com propostas para a reforma, até porque, já há em curso uma modificação, que é a 85/95", disse o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva.
O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos (Dieese) vai compilar as propostas e criar um documento único para ser entregue ao governo até o início da próxima semana.
REFAZER AS CONTAS
"Não queremos apresentar propostas para a reforma. Queremos refazer todas as contas da Previdência", afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, João Batista Inocentini.
Uma das medidas que devem ser propostas é o fim da cobrança diferenciada para as empresas do agronegócio. Pela Lei de Custeio da Seguridade Social, a agroindústria e o produtor rural pessoa jurídica, contribuem com 2,6% sobre a receita bruta da comercialização da produção.
O setor industrial, por seu lado, recolhe 20% sobre a folha, mais o PIS, Cofins e CSLL (contribuição sobre o lucro) com alíquotas variáveis.
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Centrais sindicais rejeitam proposta de idade mínima nas aposentadorias

31/05/2016 - 16:16:00
A criação da idade mínima para as aposentadorias não fará parte da proposta para a Previdência que Força Sindical, UGT, CSB e Nova Central apresentarão ao presidente interino Michel Temer no próximo dia 10 de junho. A decisão saiu ontem, em reunião entre as quatro centrais.
A imposição da idade de 65 ou 67 anos para a aposentadoria de homens e mulheres é avaliada pelo governo como solução para equilibrar a Previdência, que fechará com um rombo de R$ 146,3 bilhões. Atualmente, não há idade mínima para os benefícios por tempo de contribuição e a maioria dos segurados se aposenta perto dos 50 anos.
No entanto, para qualquer mudança é preciso uma emenda à Constituição, que terá de ser aprovada por 60% dos deputados e senadores em duas votações. A proposta das centrais visa melhorar a arrecadação, diz Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese (Departamento intersindical de estudos socioeconômicos). O órgão é responsável pela elaboração do documento.
Os sindicalistas estudam pedir o fim da desoneração da folha de pagamentos de alguns setores empresariais, o que poderia aumentar a arrecadação anual em mais de R$ 60 bilhões. "Pode chegar a R$ 100 bilhões, dependendo das áreas incluídas."
A recuperação dos cerca de R$ 400 bilhões devidos à Previdência também estará na proposta. Mas, para o Dieese, é um dinheiro muito difícil de receber, já que muitas empresas devedoras faliram.
No levantamento sobre novas fontes de arrecadação, o órgão também estudará a tributação de instituições filantrópicas, como as de saúde e de ensino. Até a contribuição de bingos, hoje proibido no país, será avaliada. As informações são do jornal Agora SP.

MEDIDA PROVISÓRIA DOS ACORDOS DE LENIÊNCIA PERDE VALIDADE
GOVERNO QUER DEBATER UM NOVO PROJETO QUE TRAMITA NO CONGRESSO PARA ALTERAR REGRAS

POR DANILO FARIELLO 31/05/2016 12:12, Agência O GLOBO
BRASÍLIA - O “Diário Oficial da União” desta terça-feira trouxe decisão do presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, declarando o fim da vigência da Medida Provisória 703, de dezembro do ano passado. Com isso, as previsões legais para celebração de acordos de leniência voltam a ser aquelas previstas na Lei Anticorrupção (12.846/2013).
A MP 703 trazia condições mais vantajosas para as empresas firmarem acordos de leniência. O texto proposto no ano passado retirava, por exemplo, do artigo 16 da lei, a exigência para que as empresas admitissem crime.
Com a caducidade da MP 703, o governo quer debater um novo projeto de lei que tramita no Congresso para alterar as regras para formalização de acordos de leniência entre empresas e órgãos de controle. Os acordos têm sido procurados por empresas que querem reduzir suas penas no âmbito da Operação Lava-Jato.

Cresce o defícit da Previdência Social em abril
30/05/2016 - 17:40:00
O aumento de 150% no deficit da Previdência levou a governo federal a registrar uma piora nas suas contas em abril. Segundo o Tesouro Nacional, as receitas federais superaram as despesas em R$ 9,75 bilhões em abril, superavit 11,4% inferior ao do mesmo período do ano passado, já descontada a inflação do período. As informações são do UOL.
Abril é historicamente um mês de superavit nas contas do governo federal (nunca houve deficit), por causa do calendário de pagamento de tributos. O resultado do mês passado não foi suficiente, no entanto, para reverter a trajetória de piora verificada desde 2014.
No acumulado do ano, pela primeira vez, o governo registra um resultado negativo, de R$ 8,5 bilhões. O deficit acumulado em 12 meses está em R$ 137,8 bilhões. A projeção do governo é que o rombo chegue a mais de R$ 170 bilhões neste ano.
No mês passado, Tesouro e Banco Central elevaram em 27% o seu superavit em relação a abril de 2015 (descontada a inflação), mas o aumento no deficit da Previdência foi determinante para derrubar o resultado total.
As contas previdenciárias têm sido afetadas, principalmente, pela queda na arrecadação, por causa do aumento do desemprego. No primeiro quadrimestre, a Previdência perdeu R$ 7,3 bilhões em receitas e suas despesas subiram R$ 7 bilhões.
O governo cortou ainda mais de R$ 5 bilhões em despesas com pessoal, investimentos e programas dos ministérios, mas viu aumentar em valor superior a este algumas despesas obrigatórias, como seguro desemprego e subsídios para a indústria e a agropecuária.
Uma reforma da Previdência e a limitação de gastos obrigatórios estão entre as propostas do presidente interino, Michel Temer, para que as contas do governo federal voltem ao azul nos próximos anos
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ANS propõe novo modelo para tratar idoso na rede privada de saúde
Por CLÁUDIA COLLUCCI Folha de São Paulo 24-05-2016

DE SÃO PAULO
A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) vai propor um novo modelo de atenção à saúde de idosos na rede privada com a justificativa de evitar as atuais falhas que geram má assistência e aumento crescente de custos.
Hoje, 12,5% dos cerca de 50 milhões de usuários de têm 60 anos ou mais. No Brasil, há mais de 20 milhões de idosos serão 65 milhões em 2050. Quase 90% têm algum tipo de doença crônica, como diabetes, hipertensão, artroses e câncer.
Atualmente esses idosos no sistema de saúde. Passam por vários especialistas, fazem inúmeros exames, usam muitas medicações (que podem interagir entre si e causar danos), mas não há ninguém cuidando deles como um todo.
A meta do projeto Idoso bem cuidado, que será lançado nesta terça (24), no Rio de Janeiro, é mudar essa lógica. Uma das propostas é que os planos de saúde criem estruturas, como centros geriátricos, capazes de reconhecer riscos que podem agravar a saúde do idoso e atuem de uma forma preventiva.
O idoso passará por uma avaliação clínica para saber dos seus riscos e dos cuidados que precisa. Será criado um registro eletrônico com seu histórico, que poderá ser acessado de qualquer lugar, inclusive pelo próprio idoso.
Outra novidade é que o paciente contará, além de um médico de referência, com a figura de dentro do sistema, um enfermeiro que vai orientá-lo conforme a necessidade, como tirar dúvidas sobre a medicação.
De acordo com Martha Oliveira, diretora de desenvolvimento setorial da ANS, o novo modelo será testado inicialmente em um projeto piloto que envolverá 15 organizações, como operadoras e hospitais (ainda a serem escolhidos), a partir do segundo semestre deste ano.
Para ela, a identificação precoce do risco e os cuidados ao idoso prestados de forma integrada são o cerne da proposta. É uma oportunidade para monitorar a saúde e não a doença, afirma. A ideia, diz Martha, é que as emergências dos hospitais deixem de ser a porta de entrada, ficando reservada aos momentos mais graves.

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Na opinião do médico Renato Veras, professor da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e especialista em envelhecimento, o Brasil precisa fazer o que está sendo feito em outros países cuidar de forma integral.
Não pode ter fragmentação do cuidado, o idoso não pode ficar passando por quatro, cinco médicos, fazendo um monte de exames a cada 15 dias e ninguém estar cuidando dele de fato. Todo mundo sabe o que fazer, mas ninguém faz, afirma.
Por que não faz? Para Martha, a razão está na forma como o sistema suplementar de saúde foi organizado, que vende acesso a especialistas, a exames e a hospitais, por exemplo, e não um modelo de promoção à saúde e prevenção de doenças.
Além da mudança assistencial, o projeto prevê formas alternativas de remuneração. A proposta, inspirada no modelo norte-americano, é um sistema híbrido, com remuneração fixa mais uma bonificação pela performance.
Segundo Veras, o objetivo é que todos ganhem com esse modelo.  O médico ganha mais se tiver um bom desempenho, o paciente pode receber bônus descontos na mensalidade, por exemplo, além do ganho da melhor assistência, e a operadora poderá ter redução de custos.
Para Ligia Bahia, professora do Instituto de Saúde Coletiva da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a nova proposta da ANS é bem-vinda, mas precisa ir além dos projetos pilotos. O setor suplementar vive de projeto piloto, um substitui o outro. E a assistência ofertada é muito ruim. É comum a queixa 'o médico nem olhou na minha cara'. Para o idoso isso é mortal


Caso Jorgina de Freitas trouxe à luz fraude bilionária na Previdência
Há 25 anos, foi descoberta quadrilha formada por juízes, advogados, além de procuradores, contadores e peritos do INSS; num esquema que amealhou mais de R$ 2 bilhões.
Por Ana Cristina Tavares* Jornal o Globo 20/05/2016
Há décadas a Previdência Social brasileira vem sofrendo com fraudes, que envolvem cifras bilionárias. Um de seus maiores escândalos foi descoberto em 1991 e ficou conhecido como Caso Jorgina de Freitas. A fraude, noticiada pelo GLOBO em 22 de maio de 1991, era realizada por uma quadrilha formada por 20 pessoas, encabeçada pelo juiz Nestor José do Nascimento, da 3ª Vara Cívil de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Na ocasião da denúncia, os advogados Ilson Escóssia da Veiga e Jorgina Maria de Freitas Fernandes foram relacionados entre outros 13 colegas de profissão, mas, a partir das investigações, ganharam destaque no caso que apurou o desvio de um montante entre US$ 500 milhões e US$ 600 milhões (R$ 2 bilhões e R$ 2,28 bilhões, respectivamente, em valores atualizados). Para ter êxito, o bando contava ainda com a participação de dois procuradores do INSS, Hélio Ribeiro de Souza e Marcílio Gomes Silva, e um contador judicial, Carlos Alberto Mello dos Santos, que calculava indenizações até 60.000% maiores.
Os desvios eram realizados nas áreas de concessão de benefícios e de assistência médica, utilizando, inclusive, nomes de pessoas falecidas. O ex-juiz foi condenado a 15 anos de reclusão em regime fechado, em 1992. Dois anos depois, recebeu mais seis anos de pena, pelo crime de facilitação a terceiro na posse de cocaína. Da quantia desviada por ele, US$ 4 milhões (cerca de R$ 15 milhões) foram localizados em um banco na Suíça e repatriados.
Em 1992, Ilson foi considerado o maior fraudador do INSS: em uma só indenização, conseguiu desviar US$ 128 milhões (cerca de R$ 385 milhões), tendo sido condenado a 14 anos de prisão. A polícia descobriu que a maior parte do dinheiro fora enviada ao exterior através de conta bancária do próprio Ilson, que também utilizou contas de clientes para desviar dinheiro e envolveu vários parentes na fraude. Em 2006, ele faleceu no Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, após sentir dores abdominais no Complexo Penitenciário de Gericinó, onde estava detido.Também em 1992, o juiz Nestor foi condenado a 15 anos, tendo sido sentenciado por mais 4 anos em 1994, pelo crime de facilitação a terceiro por posse de cocaína.A segunda maior fraudadora foi a advogada Jorgina, que desviou US$ 112 milhões (R$ 425 milhões) e foi condenada em 1992 à mesma pena de Ilson. Por ter fugido para o exterior, onde permaneceu foragida por cinco anos, até entregar-se à polícia de San José, na Costa Rica, em 3 de novembro de 1997, Jorgina ganhou mais notoriedade que seus comparsas e o caso acabou sendo batizado com o seu nome. Ela percorreu vários países e fez inúmeras plásticas para não ser reconhecida, como O GLOBO noticiou em 5 de novembro. Sua extradição para o Brasil só aconteceu em 14 de fevereiro do ano seguinte, após negociações diplomáticas que incluíram a redução da pena para 12 anos de prisão.
Desde então, ela cumpria pena em instalação individual no Batalhão de Policiamento de Trânsito da Polícia Militar, no Rio. Mas em 2002, após um pedido de liberdade condicional, Jorgina não só teve seu recurso negado como o Superior Tribunal de Justiça determinou que ela fosse transferida para uma cela com outras detentas no presídio feminino Nelson Hungria, no Complexo Frei Caneca, no bairro carioca do Estácio, como o jornal noticiou em 25 de maio.
Em decisão da 27ª Vara Federal do Rio de Janeiro, em maio de 2010, Jorgina e o contador judicial Carlos Alberto Mello dos Santos foram condenados a devolver ao INSS mais de R$ 200 milhões, e a Justiça manteve o bloqueio de todos os bens dos envolvidos na fraude para leilão. A fraudadora foi solta poucos dias depois, em 12 de junho.
Para quitar sua dívida, seus 60 imóveis, adquiridos com dinheiro ilícito, seriam leiloados, dentre eles, a residência do ex-presidente Eurico Gaspar Dutra, em Petrópolis, e dois apartamentos na orla do Leblon, no Rio, um dos metros quadrados mais caros do país. Em entrevista em abril de 2011, Jorgina denunciou que os bens estavam sendo oferecidos a preços muito abaixo aos do mercado, num esquema com leilão de imóveis para fraudar o INSS.

*Com edição de Matilde Silveira

Câmara aprova 14 projetos de reajuste salarial de carreiras dos três poderes. Plenário aprovou reajustes negociados desde 2015 com o governo Dilma, mas agora assumidos pelo governo Temer
02/06/2016 - 02h12 Atualizado em 02/06/2016 - 02h25
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, entre a noite desta quarta-feira (1º) e a madrugada de quinta-feira (2), 14 projetos de lei com recuperação salarial para diversas categorias dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário).
Esses reajustes foram negociados desde 2015 com o governo da presidente Dilma Rousseff, agora afastada devido ao processo de impeachment, mas foram assumidos pelo presidente interino Michel Temer.
O único projeto que ficou para depois é o PL 7922/14, da Defensoria Pública da União, que estrutura carreiras do órgão. A retirada foi a pedido da própria DPU.
A maior parte dos projetos precisa passar ainda por votação no Senado. O único projeto que irá a sanção é justamente o que aumenta a remuneração dos servidores daquela Casa (PL 4244/15), pois já foi votado lá e não teve mudanças na Câmara.
Com o aumento do subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que chegará a R$ 39.293,38 em 2017, esse será o novo teto de remuneração do funcionalismo público.
Debates em Plenário
Os líderes partidários declararam apoio ao reajuste. “Os compromissos já estão na LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] e no Orçamento de 2016. Vamos fazer o que negociamos em 2015 [no governo Dilma]”, declarou o líder da Minoria, deputado José Guimarães (PT-CE).
Já o líder do PMDB, deputado Baleia Rossi (SP), ressaltou que o mérito da votação é do presidente interino Michel Temer, não de Dilma. “Os funcionários públicos estavam sendo enrolados e, agora, terão os aumentos aprovados”, disse.
Projetos aprovados
Foram aprovados os seguintes projetos de lei:
- PL 6697/09 (Ministério Público da União)
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PL 2646/15 (Supremo Tribunal Federal)
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PL 2647/15 (Procuradoria-Geral da República)
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PL 2648/15 (servidores do Judiciário)
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PL 2742/15 (Câmara dos Deputados)
- PL 2743/15 (Tribunal de Contas da União)
- PL 2747/15 (defensor público-geral federal)
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PL 4244/15 (Senado Federal)
- PL 4250/15 (servidores de diversas carreiras do Executivo)
- PL 4251/15 (carreiras da educação)
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PL 4252/15 (Fiocruz, INPI, Inmetro e outras carreiras federais)
- PL 4253/15 (servidores de ex-territórios)
- PL 4254/15 (diversas carreiras, inclusive honorários de sucumbência para AGU)
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PL 4255/15 (Forças Armadas)

Leia mais no ANASPS URGENTE nº 90 neste blog  e no site da ANASPS.
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Salário mínimo subiu 77,18% em 13 anos

02/05/2016 - 14:23:00
Desde 2002 o salário mínimo teve aumento de 77,18% acima da inflação. Passou de R$ 496 em 2002 (valor atualizado de acordo com a inflação) para R$ 880 em 2016. A valorização alcança diretamente 48,3 milhões de pessoas, que têm seus rendimentos referenciados no mínimo, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Somente neste ano, de acordo com o departamento, o reajuste deve injetar R$ 57 bilhões na economia brasileira.

Para 2017, o valor do salário mínimo deve passar para R$ 946, conforme a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias. O ministro Miguel Rossetto (Trabalho e Previdência Social) lembra que esse ganho, mais do que um benefício, é uma conquista dos trabalhadores, que participaram ativamente do processo da política de valorização do salário mínimo vigente hoje.  “A decisão de oferecer ganho real aos trabalhadores foi construída juntamente com as centrais sindicais e representou o maior avanço do país na redução da desigualdade de renda e no aumento do poder de compra dos brasileiros”, afirma.

Nos últimos anos, a renda média per capita, dos brasileiros cresceu mais de 60%, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). O assessor especial do Ministério do Trabalho e Previdência, André Calixtre, explica que esse crescimento teve como principal agente transformador o mercado de trabalho. “Os aumentos sistemáticos do poder de compra do salário mínimo contribuíram para alavancar as demais rendas do trabalho. Nos últimos treze anos, a política de valorização do mínimo tem funcionado como um farol para as demais rendas, servindo de referência inclusive no mercado informal”, afirmou Calixtre.

O aumento do poder de compra fica claro quando a referência é a quantidade de cestas básicas adquiridas com um salário mínimo. Dados do Dieese apontam que, em 2016, o trabalhador consegue comprar 2,14 cestas com um salário mínimo – maior quantidade registrada desde 1979. O Dieese considerou o valor do salário mínimo de R$ 880 e a cesta básica estimada em R$ 412,15.

Sobre o efeito da política de valorização do mínimo na redistribuição da renda no Brasil, André Calixtre explica que as desigualdades de renda diminuíram porque a valorização do salário mínimo teve mais impacto na renda da população mais pobre. “O crescimento dos 30% mais pobres do Brasil foi maior que o dos 30% mais ricos. Todos cresceram, mas as rendas das bases cresceram mais rápido que as rendas do topo da pirâmide ocupacional. E o salário mínimo teve função crucial nesse processo. Essa diferença na taxa de crescimento das rendas é que explica a redução da desigualdade”, disse.

O coordenador do Observatório Nacional do Mercado de Trabalho, Vinicius Lobo, afirma que esse aumento da renda dos brasileiros criou condições para a expansão do mercado consumidor e foi a base do crescimento econômico brasileiro nos últimos anos. “As pessoas que estão na base da pirâmide têm um perfil de consumo específico: elas convertem toda ou quase toda a sua renda em consumo. Então, quando se faz uma política que incentiva a renda dessa base, está-se estimulando o consumo e, consequentemente, a economia. Isso gera renda, empregos, aumenta a arrecadação e os investimentos para o país” declarou.

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Recriada a Frente em Defesa da Previdência Senadores e deputados decidiram relançar o movimento suprapartidário para acompanhar e discutir propostas do novo governo. A ANASPS esteve presente.
JORNAL DO SENADO 01 DE JULHO DE 2016

                A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social foi relançada  no Auditório Petrônio Portela do Senado. A bancada suprapartidária de senadores e deputados federais pretende atuar em defesa da manutenção dos direitos sociais, da gestão transparente da seguridade social e do equilíbrio financeiro e atuarial da Previdência Social.  O presidente da  Associação Nacional dos Servidores da Previdencia e da Seguridade Social-ANASPS, Alexandre Barreto Lisboa, participou do evento, acompanhado de diretores da entidade.
                O ato significou a recriação de frente que já atuou anos antes no Congresso com a mesma finalidade. A reorganização foi proposta pelo senador Paulo Paim (PT-RS) e pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP). A frente conta com o apoio de mais de 50 entidades, sobretudo organizações sindicais do setor público e privado.
                O auditório lotado aplaudiu discursos marcados por críticas a propostas apontadas como parte de futura reforma da Previdência. Uma delas é a fixação de idade mínima para a aposentadoria, que poderia chegar a 65 anos tanto para homens quanto para mulheres. Primeiro a falar, Paim assegurou que a frente atuará de modo “intransigente” para que sejam mantidos os direitos sociais e previdenciários.
                — Nossa tarefa não será fácil, pois os ataques serão enormes. Mas temos certeza que, com nossas convicções e consciência, sairemos vencedores — disse ele.

Superávit
                Faria de Sá, assim como já havia feito Paim, negou a existência de déficit nas contas da Previdência. Com base em números da Anfip, ele disse que o superavit chegou a mais de R$ 54 bilhões em 2014. Para o deputado, os números são manipulados para enfraquecer o conceito de previdência pública.
                — A luta é desigual. É uma guerra da economia contra a Previdência Social. Lamentavelmente, eles querem inviabilizar a previdência pública em favor da previdência privada.
                Durante o ato, houve também grita geral pela reativação do Ministério da Previdência Social, extinto pelo presidente interino Michel Temer. O pagamento de benefícios passou para a pasta do Desenvolvimento Social e a área de arrecadação está com o Ministério da Fazenda. Paim afirmou que a Previdência virou um “puxadinho” da Fazenda para que os recursos arrecadados sejam colocados à disposição do sistema financeiro.
                — Devolvam o Ministério da Previdência aos trabalhadores e não mexam na CLT, e vida longa à previdência pública brasileira! — exaltou ele.
               
Pressão nas ruas
                Sindicalistas fizeram sugestões de ações para reforçar a defesa da Previdência perante a sociedade. Rosa Fonseca, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), defendeu campanha nacional para rebater informações distorcidas que são transmitidas diariamente pela mídia. Varlei Gonçalves, da Federação Brasileira dos Aposentados, propôs manifestações nas ruas.
                — Meia dúzia de artistas conseguiu recriar o Ministério da Cultura. O país tem 33 milhões de aposentados. Vamos deixar que acabem com a nossa Previdência? — questionou ele.
                O lançamento da frente foi organizado pela Comissão de Direitos Humanos (CDH), presidida por Paim.

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Ano XIV, Edição nº 1.483

Brasília 3 de Junho de 2016

quarta-feira, 25 de maio de 2016

ORÇAMENTO

ORÇAMENTO
Equipe econômica prevê déficit de R$ 170,5 bilhões em 2016
Projeção revela real situação das contas públicas encontrada pelo novo governo. Proposta foi aprovada pelo Congresso Nacional.

Ministério do Planejamento ,  NOTÍCIAS 23-05-2016

                O governo federal irá encaminhar nova meta fiscal ao Congresso Nacional que prevê déficit primário de R$ 170,5 bilhões para este ano. “O número foi fechado com muita responsabilidade com a preocupação de tratar de forma verdadeira o quadro atual da economia”, afirmou o ministro do Orçamento, Desenvolvimento e Gestão, Romero Jucá, em entrevista realizada junto com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, nesta sexta-feira (20).De acordo com o ministro do Planejamento, o objetivo é trabalhar com dados realistas para evitar novas revisões nas projeções. “Meta fiscal não é novela para ser apresentada em capítulos”, disse Jucá.
               
A nova projeção não contempla medidas que dependem de aprovação legislativa a serem anunciadas nas próximas semanas e que poderiam impactar as receitas. Segundo Jucá, o governo encaminhará emenda ao projeto sobre a nova meta fiscal para ser votado na Comissão Mista de Orçamento (CMO) e depois em sessão conjunta no Congresso até quarta-feira (25). O projeto de lei anterior previa déficit de R$ 96 bilhões e contingenciamento adicional de R$ 44,6 bilhões nas despesas de governo. O montante a ser contingenciado foi revisto e deve ter agora redução de R$ 20 bilhões.

                A previsão de aumento das despesas levou em conta a renegociação da dívida dos estados, restos a pagar, obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a retomada e ampliação de obras em estradas e gastos nas áreas da saúde e defesa. Do lado das receitas, foi concluído que haviam sido superestimadas. “Com gestão e governança, trabalhamos para diminuir essas despesas”, observou Jucá, salientando que os dados apresentados refletem ainda a situação encontrada pelo governo do presidente Michel Temer.

                O Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, apresentado nesta sexta-feira (20), seguindo parâmetros macroeconômicos atuais projetava inicialmente déficit de R$ 113,9 bilhões. Mas a inclusão dos riscos fiscais da renegociação de dívidas estaduais e despesas já contratadas de R$ 71,6 bilhões, elevou o valor a 185,5 bilhões. Entretanto, a expectativa da União de arrecadar R$ 15 bilhões com a repatriação de capitais, trouxe o número para R$ 170,5 bilhões. Em relação ao desempenho dos estados e municípios, está previsto que tenham superávit de R$ 6,554 bilhões, levando o resultado do setor público consolidado a R$ 163,9 bilhões.


Medidas vão focar na eficiência do gasto e na sustentabilidade da dívida, diz Meirelles. Em seminário, ministro diz que controle rígido e permanente da despesa elevará a confiança e estimulará a recuperação da arrecadação e do emprego
Publicado pelo Ministério da Fazenda em 23/05/2016 17h26 última modificação: 23/05/2016 18h00
Gustavo Raniere/GMF
As medidas de política econômica que o governo anunciará nesta terça-feira (24/07) serão focadas no controle das despesas primárias e financeiras, na eliminação de ineficiências do gasto público e na busca pela melhoria do desempenho da prestação de serviços às camadas mais pobres da população. A afirmação foi feita pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante participação no seminário “O Brasil que temos para o Brasil que queremos”, promovido pela revista Veja  em  (23/5). 
“A ideia é exatamente um plano de voo, com medidas que tenham efeitos plurianuais e impactos permanentes”, disse Meirelles. A ênfase, portanto, será menos numa melhora pontual do resultado primário e mais na tentativa de colocar a dívida pública em uma trajetória de sustentabilidade no longo prazo. 
O ministro destacou que, se nada for feito, a dívida pode ultrapassar, em alguns anos, a marca de 80% do PIB, aproximando-se do dobro da média dos países emergentes, hoje em 44% do PIB. “Corremos risco de descumprimento da chamada regra de ouro, que veda emissão de dívida além do necessário para rolar a dívida vincenda e pagar as despesas de capital”, disse Meirelles. 
A combinação de aumento permanente da carga tributária com contenção temporária das despesas – fórmula historicamente usada para resolver crises fiscais no Brasil – não se aplica mais, disse o ministro. De um lado, a carga tributária já atingiu um patamar que introduz ineficiências nas decisões dos agentes econômicos e limita o crescimento. De outro, o aumento do gasto concentrou-se em despesas obrigatórias, que dão pouca margem de manobra para ajustes. 
Desta vez, “o processo começa por controle rígido e rigoroso da despesa”, afirmou Meirelles. O reforço da mensagem de que não haverá mais desequilíbrio fiscal trará aumento da confiança, do emprego, do investimento e consequente elevação da arrecadação tributária, facilitando o reequilíbrio das contas públicas, explicou o ministro. “O aumento da arrecadação tem que vir como consequência do processo, não como pressuposto de saída do processo”, defendeu. 
Meirelles destacou que as ações a serem tomadas pelo governo não são um fim em si mesmas. “Elas, sem exceção, são um meio – a rigor o único – de trazer de volta ao mercado de trabalho os 11 milhões de brasileiros que hoje estão desempregados, de reduzir a dúvida de empresários quanto ao futuro dos seus negócios, de diminuir a insegurança dos trabalhadores que conseguiram permanecer no emprego, de garantir que, em cinco, dez ou 15 anos os nossos aposentados receberão seus benefícios”, disse o ministro.


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Ano XVIII, Edição nº 1.482

Brasília, 26 de Maio de 2016

CHUVA DE EMENDAS CONTRA O DESMANCHE DA PREVIDÊNCIA

CHUVA DE EMENDAS CONTRA O DESMANCHE DA PREVIDÊNCIA
Dados preliminares  informam que tinham sido apesentadas até as 12 horas de 24.05 no Senado 459 emendas à Medida Provisória 726/2016, por senadores e deputados, sendo que 10% se relacionavam com o desmanche da Previdência Social ,  depois de 93 anos de história e 42 anos de Ministério específico.
Uma parte da Previdência foi mandada para o Ministério da Fazenda que tirou o Social de todas as unidades que ficaram na sua estrutura e outra parte , a finalística, foi enviada para o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, onde foi parar o INSS, que sucedeu ao INPS , aos institutos e as caixas de previdência que formam a história da Previdência Social brasileira.
No ANASPS URGENTE Nº 87, que pode ser acessado nesta página, colocamos as emendas do senador Paulo Paim (PT-RS), deputado Paulo Pereira da Silva, (Solidariedade-SP), senador José Pimentel (PT-SP) e Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP).
As demais emendas serão publicadas na próxima semana, quando serão intensificados os contatos da ANASPS com as lideranças dos partidos para a defesa das teses relativas à recriação do Ministério da Previdência Social, puro, ou recriação do Ministério do Trabalho e da Previdência Social.
A ANASPS tem sustentado que a incorporação da Previdência à Fazenda foi para que a Fazenda pudesse manobrar com todos os recursos da Previdência Social, mais de 2  trilhões e 400 bilhões de reais.
A ANASPS sustenta que não há necessidade urgente na reforma da previdência, no setor de benefícios, sendo urgente a necessidade de reforma da Previdência no financiamento.

Servidores do MTPS e do INSS voltaram a se reunir em defesa da Previdência . Todos querem a volta do MTPS e o fim do fatiamento da Previdência, com uma parte na Fazenda e outra no Desenvolvimento Social e Agrário. Na próxima semana, teremos mais manifestações.



Aconteceu em 24.05 nova reunião dos servidores do extinto Ministério da Previdência Social com servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com o objetivo de realizar um ato em prol do retorno do Ministério do Trabalho e Previdência Social conforme previsto na lei nº 13.266/2016.
O encontro teve também o objetivo de estabelecer estratégias e elaborar propostas para preservar a Previdência Social brasileira. O evento realizado no auditório do INSS teve início às 15h30 (se prolongando até às17h00). Na próxima semana serão realizadas manifestações na Esplanada dos Ministérios contra o fatiamento da Previdência Social, indo todo o planejamento estratégico da Previdência Social pública para o Ministério da Fazenda e ficando o INSS no Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário.
Participaram dos debates, o vice-presidente de Política de Classe da Anasps, Francisco das Chagas Rayol, a vice-presidente de Patrimônio, Verônica Maria da Rocha Monteiro, os ex-diretores do Sindsprev Adriano Brito e  João Torquato também e-vários   servidores que  proferiram palavras de protesto contra o que fizeram com a Previdência Social, patrimônio dos trabalhadores brasileiros e com uma história de 93 anos.

Para Verônica Maria Monteiro (Anasps), a proposta da Associação é manter a junção dos Ministérios. “Eles querem mais uma vez responsabilizar o trabalhador, eles querem nos destruir, então temos que lutar para não sermos destruídos”, disse.
Leia mais...Esclarecimentos adicionais da ANASPS sobre nossas ações contra a GEAP
 "A Juíza da 22ª Vara Federal proferiu decisão no sentido de excluir a União do pólo passivo da Ação ajuizada pela ANASPS contra o reajuste da GEAP por entender que a GEAP se trata de pessoa jurídica de direito privado, não havendo razão para a presença da União como parte requerida no processo. 
Contudo, há evidente equívoco em tal argumentação, uma vez que a inclusão da União decorre de sua responsabilidade por omissão, ao deixar de realizar atribuição legal de fiscalizar o plano de saúde GEAP e exigir que cumpra as regras de reajuste exigidas pela Administração Pública e de sua responsabilidade ativa na condição de membro permanente do Conselho da Administração da GEAP e detentora de poder estratégico na péssima situação financeira do referido plano de saúde.
Por tais razões, a ANASPS recorreu da decisão com vistas a manter a União como parte ré no processo. Informamos que a decisão que limitou o reajuste em 20% está em vigor."
Quanto à Segunda Ação ajuizada contra a GEAP, em representação aos novos associados da ANASPS, considerando-se que será examinada pela mesma Juíza informamos que a apreciação do pedido liminar deve ser feita logo após sanada a questão da decisão de exclusão da União e declaração de incompetência do processo da Ação anterior. Estamos trabalhando para que seja julgada o mais rápido possível."
Concurso INSS 2016: De 1,0 milhão de inscritos, 813,7 mil fizeram concurso
Por Camila Diodato e Leandro Cesaroni JC Concursos 17/05/2016 Nota atualizada em 23-05-2016
                Ao todo, o concurso INSS 2016 registrou 1.087.789 inscrições, sendo 1.043.807 somente para técnico do seguro social. Com isso, confirma-se o que já foi dito anteriormente, que este é o concurso mais concorrido do momento.
                Um detalhe divulgado, na manhã desta terça-feira (17) pela assessoria de imprensa do Cespe é o índice de abstenção, cujo percentual foi até mesmo menor do que vinha ocorrendo. O departamento de imprensa informou que na maioria dos concursos a abstenção é de 27%, mas neste do INSS foi de 24,4% para analista e 25,23% para técnico. Desta forma, o número de faltosos correspondeu a 10.732 para analista e a 263.353 para técnico. Ou seja, 813.704 pessoas prestaram a prova objetiva ;
                As provas para técnico do INSS constaram de 120 questões no estilo certo ou errado. Como de costume, o Cespe colocou várias "pegadinhas" que confundiram muitos candidatos.
               
                Leia mais
Concurso INSS 2016: gabarito oficial liberado
O Cespe liberou na tarde desta terça-feira (17) o gabarito oficial do concurso INSS para os cargos de técnico e analista. Veja também o número de pessoas que prestaram a prova
Camila Diodato e Leandro Cesaroni  JC Concursos Publicado em 17/05/2016 - 17h53 • Atualizado em 23/05/2016 - 9h44
O Cespe disponibilizou em seu site (www.cespe.unb.br/concursos/INSS_2015) o gabarito oficial preliminar do concurso INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para os cargos de técnico e analista do seguro social. Para conferir as respostas, de acordo com o caderno da prova, clique no respectivo link abaixo:


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Plano de saúde busca saídas após debandada de 1,4 mi de usuários
A enfermidade do sistema de saúde no Brasil

Por Cláudia Collucci , Folha de São Paulo, 23.05.2016
                Com 1,4 milhão de usuários de planos de saúde a menos em um ano e vivendo nesse período uma inflação da saúde recorde –o dobro da inflação geral medida pelo IPCA–, a saúde suplementar discute medidas para garantir a sua sustentabilidade.
                O setor atende 48,8 milhões de pessoas, 25% da população. Reflexo da alta do desemprego, a maior queda de usuários atinge planos empresariais –887 mil a menos.
                Um dos sintomas da crise foi sentido em 2015, quando a Unimed Paulistana, sem condições para cumprir seus contratos, foi obrigada pela ANS a entregar a carteira de 744 mil clientes a outros gestores.
                A questão é complexa. Em geral, a inflação da saúde é acima da inflação geral por fatores como a incorporação de novas e caras tecnologias, mas, no Brasil, ela tem assumido taxas muito altas também por falhas do mercado.
                Entre as discrepâncias estão a ausência de indicadores de qualidade, um modelo de pagamento que incentiva o desperdício e a falta de transparência nos preços. Os dados constam em estudo recente do Insper, feito a pedido do IESS (Instituto de Estudos da Saúde Suplementar), que traça um diagnóstico do setor e propostas para corrigir as falhas.
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FALHAS E PROPOSTAS DA REDE PARTICULAR

REMUNERAÇÃO DOS HOSPITAIS
Como é hoje: Hospitais ganham pela quantidade de procedimentos que executam, o que muitas vezes faz com que eles realizem intervenções desnecessárias para receber mais das seguradoras
Proposta: Adotar remuneração fixa por tipo de procedimento, o que levará o hospital e a equipe médica a considerarem os custos financeiros envolvidos em suas decisões

TRANSPARÊNCIA
Como é hoje: Médicos e hospitais recebem "comissões" de empresas pela escolha de certos procedimentos e materiais. Isso distorce as decisões e provoca aumento de custos e risco ao paciente
Proposta: Processar médicos e hospitais que são pagos pela indicação de materiais, responsabilizar empresas que adotam tal prática e fixar preço máximo de revenda

COPARTICIPAÇÃO
Como é hoje: Beneficiário paga uma mensalidade do plano independentemente da utilização ou não dos serviços. Esse "cheque em branco" o faz usar mais os serviços sem necessidade
Proposta: Incentivar a coparticipação, em que o paciente paga, além da mensalidade, um valor a cada consulta ou procedimento. Os preços ainda precisam ser estudados

INDICADORES DE QUALIDADE
Como é hoje: A ausência de informações sobre a qualidade dos hospitais, laboratórios e médicos da rede faz com que esses prestadores de serviço deixem de investir em melhorias.
Proposta: Sistematizar e divulgar indicadores de qualidade sobre a rede credenciada, o que pode estimular a concorrência entre os serviços e a busca por mais eficiência

PROTOCOLOS MÉDICOS
Como é hoje: Médico está no comando das decisões do atendimento, da realização de exames e prescrição de medicamentos e da escolha de procedimentos ou materiais
Proposta: Limitar o poder individual do médico e priorizar o uso de protocolos clínicos baseados em evidências; incentivar programas de segunda opinião, em que outro especialista confirma o primeiro diagnóstico

JUDICIALIZAÇÃO
Como é hoje: Em favor dos usuários, juízes autorizam procedimentos que muitas vezes não constam nos protocolos da ANS ou medicamentos cuja análise de custo/eficácia não seja favorável
Proposta: Elaborar orientação aos magistrados junto ao CNJ; avaliar implantação em SP de câmara de conciliação (que media ações contra seguradoras) para que seja ampliada no Brasil.

Crise faz saques na previdência privada subirem 22% no 1º trimestre
DANIELLE BRANT , DE SÃO PAULO FOLHA DE SÃO PAULO 23-05-2016

                O desemprego em alta e a inflação pressionada achataram a renda das famílias e provocaram aumento de 22% nos resgates na previdência privada aberta no primeiro trimestre do ano em relação ao mesmo período de 2015.
                Os dados são da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida). Os saques saltaram de R$ 10,98 bilhões para R$ 13,39 bilhões. Como resultado, a captação líquida -diferença entre saques e resgates- caiu 13,4% no primeiro trimestre, para R$ 8,13 bilhões.
                A queda foi amenizada pelo leve aumento nos depósitos, de 5,7%, nos três primeiros meses do ano.
"No primeiro trimestre, as pessoas têm mais contas para pagar, então elas recorrem ao dinheiro mais líquido", diz Edson Franco, presidente da Fenaprevi. "Os planos de previdência ficam por último, mas nenhum segmento da economia brasileira consegue viver isolado da crise."


                Nos fundos de pensão patrocinados -em que empresas e empregados fazem os aportes de forma conjunta-, a crise também parece estar se traduzindo em aumento de resgates, segundo José Ribeiro, presidente da Abrapp (associação de previdência fechada).
"Suponho que tenha havido aumento de resgate em razão de maior volume de demissões, embora não tenhamos dados concretos."
REFORMA
                Esse movimento visto nos últimos meses vai na contramão do que especialistas dizem ser o ideal, principalmente em meio ao anúncio do governo interino de Michel Temer de que tentará aprovar uma reforma da Previdência.
                Segundo analistas, é um erro resgatar um dinheiro que deveria ajudar a complementar a renda na aposentadoria. O recomendado é manter, com o plano de previdência, um colchão de emergência para ajudar a enfrentar crises como a atual.
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Previdência
Por Antônio Delfim Neto
Colunista da folha de São Paulo
Folha de São 18-05-2016 Previdência

A seguridade social no Brasil veio à luz no dia 5 de outubro de 1921, quando um grande brasileiro, adotado pela cidade de Jundiaí - Eloy Chaves (1875-1964), homem de cultura e bem-sucedido empreendedor e deputado federal - apresentou à Câmara um projeto que se destinava a atender às aspirações legítimas de uma grande classe de trabalhadores do país, os empregados das estradas de ferro privadas. Eles não tinham qualquer garantia quando chegassem à velhice, ao contrário do que acontecia com os funcionários públicos da Central do Brasil. Desde sempre estabelecemos uma diferença fundamental no tratamento e a proteção dada aos que devem ser "servidores do público", que têm garantido o seu emprego e o seu salário real mesmo nas piores conjunturas, quando o trabalhador do setor privado vê o seu emprego e o seu salário real diminuírem.

O projeto pretendia criar, em cada uma das empresas de estrada de ferro no país, uma caixa de aposentadoria e pensões para os seus respectivos empregados. Estabelecia um sistema de aposentadorias, de pensões para os herdeiros, de socorros médicos e medicamentos e um auxílio funeral. Tornou-se realidade pelo decreto legislativo nº 4682, de 24 de janeiro de 1923, sancionado em tempos revolucionários pelo presidente Artur Bernardes.

Para quem tiver curiosidade, vale a pena ler o decreto. É uma peça longa (49 artigos), que revela a qualidade dos então legisladores. Mostra como se procurou construir um sistema previdenciário com flexibilidade suficiente para atender ao equilíbrio financeiro, a despeito da visível precariedade de informações atuariais (art. 39). No artigo 42 ele dá estabilidade aos empregados com mais de dez anos de serviço, que foi depois generalizada e só mitigada pelo FGTS em 1966. Medida impopular que libertou o trabalhador do jugo do mau empresário e a empresa do mau empregado...

A bem da verdade é preciso reconhecer que a discussão sobre a sustentabilidade no longo prazo dos planos de previdência nunca terminou. Noventa anos depois da Lei Eloy Chaves, a Previdência Social é agora o problema que ameaça a estabilidade fiscal. Todos sabemos que, no sistema vigente, quem financia a aposentadoria é o "excedente produtivo" de quem está trabalhando. Pois bem. Hoje cada cem cidadãos em idade de trabalhar (15 a 64 anos) sustentam 12 cidadãos idosos (mais de 65 anos). Em 2040, cada 100 cidadãos em idade de trabalhar terão que sustentar 26! Apenas para dar um exemplo. O Brasil gasta hoje com a Previdência mais do que países que têm, proporcionalmente, três vezes mais idosos do que nós. Por que se recusar a analisá-la, mesmo com a garantia que não se pretende atingir os "direitos adquiridos"? Porque somos solidários com os gregos...

Advocacia-Geral demonstra necessidade de diploma obtido no exterior ser revalidado

Publicado : 13/05/2016 - Alterado : 16/05/2016

Arte: Roberto Ferreira/AscomAGU
A Advocacia-Geral da União (AGU) evitou que diploma de mestrado obtido em universidade estrangeira fosse utilizado por professor do Instituto Federal Fluminense (IFF) para obter progressão funcional e o respectivo acréscimo salarial antes mesmo de ser revalidado por instituição de ensino brasileira. Foi demonstrado que a exigência está definida em lei e não pode ser ignorada.
As unidades da AGU que atuaram no caso esclareceram que a obrigatoriedade da revalidação para que diplomas obtidos no exterior produzam efeitos em território nacional é estabelecida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (nº 9.394/96) e em resolução do Conselho Nacional de Educação.
As normas também definem que a revalidação só pode ser feita por instituição nacional que possua curso de pós-graduação equivalente na mesma área de conhecimento, o que não era o caso da IFF no que diz respeito ao diploma do autor da ação, um mestrado em Ciências da Educação emitido pela Universidade Autônoma de Assunção, no Paraguai. A Advocacia-Geral apontou que, desta forma, o instituto havia atuado em estrita observância ao princípio da legalidade ao negar a revalidação automática
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Falhas de gestão podem ter ocasionado déficit de R$ 5,7 bi em fundo de pensão dos correios
19/04/16 12:14
O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou fortes indícios de gestão temerária do Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos (Postalis) no período de 2011 a 2014. O Postalis é uma entidade fechada de previdência complementar, sem fins lucrativos, patrocinada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), cujo objetivo é garantir aos empregados dos Correios benefícios previdenciários complementares aos da previdência oficial.
Até o final de 2014, o déficit acumulado do Postalis era de R$ 5,7 bilhões, mais de dois terços do patrimônio total administrado pelo Instituto. Cerca de 62,7% desse déficit têm origem financeira, ou seja, decorrem de baixa rentabilidade dos investimentos e de provisionamentos para perda. E o resultado negativo pode ser ainda mais expressivo, uma vez que existem diversas aplicações financeiras de grande materialidade em fundos de investimento estruturado cujas provisões e perdas ainda não foram contabilizadas. Para equacionar esse déficit é cobrada contribuição extraordinária da ECT, dos participantes e dos assistidos.  
Além dos problemas de gestão, o TCU identificou falhas na fiscalização das ações do Instituto. De acordo com a auditoria, não existem evidências de que a Diretoria Executiva da ECT tenha realizado as análises necessárias e suficientes para caracterizar a devida supervisão e fiscalização do Postalis. Além disso, os mecanismos de governança, gestão e controles internos estabelecidos no Instituto não foram suficientes para assegurar o cumprimento dos objetivos da Entidade.
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Presidente do STF determina aplicação do teto no cálculo de licença-prêmio
Publicou o STF em  23 de maio de 2016
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, suspendeu decisão liminar da 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que havia determinado a não aplicação de redutor salarial, o chamado abate teto previsto na Emenda Constitucional (EC) 41/2003, a licenças prêmio – não usufruídas e convertidas em pecúnia – de um servidor aposentado.
A decisão questionada determinou que o diretor do Departamento de Pessoal da Fazenda do Estado de São Paulo não aplicasse o redutor salarial aos proventos do autor da ação judicial, no tocante às vantagens concernentes às licenças-prêmio não usufruídas e convertidas em pecúnia. Contra esse acórdão, o estado ajuizou, no STF, pedido de Suspensão de Liminar (SL 993), requerendo a suspensão da decisão, ao argumento de que o pagamento dos valores pecuniários, como determinado, causaria grave lesão à ordem e à economia públicas.
Para o ente federado, “o acolhimento da interpretação conferida pelo impetrante ao referido dispositivo legal implicaria afastar a aplicação do teto salarial à sua remuneração, na medida em que é o valor da própria remuneração do impetrante no mês anterior à sua aposentadoria que deve ser considerado como base de cálculo para o pagamento da indenização, por força de expressa disposição legal em vigor”.


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Ano XIV, Edição nº 1.481

Brasília 27 de Maio de 2016