sexta-feira, 15 de agosto de 2014

ANASPS DIVULGA RELAÇÃO DE CONCURSOS E NOMEAÇÕES DE CONCURSADOS E TEMPORÁRIOS , ESTAGIÁRIOS, AUTORIZADOS PELO MINISTERIO DO PLANEJAMENTO.
PARA O INSS FORAM APENAS 300 ANALISTAS DO SEGURO SOCIAL.
Orçamento autoriza até 47 mil vagas para concursos no Executivo em 2014
Em 21.01.2014, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2014, aprovada no dia 18 de dezembro pelo Congresso Nacional. A lei nº 12.952, publicada no Diário Oficial da União  terça-feira, define, em relação a concursos públicos no Executivo Federal, a margem orçamentária de até 47.112 vagas, para possível preenchimento ao longo deste ano.
VEJAM O QUE ACONTECECEU DE JANEIRO A JULHO DE 2014:


Leia mais no ANASPS ON LINE EXTRA, Nº 1.299. de 15.08,2014
ANMP entra com ação judicial contra
Credenciamento de peritos por
Violação da lei de 2014
O presidente da Associação Nacional dos Médicos Peritos do INSS,  Jarbas Simas, anunciou que a entidade decidiu entrar com ação judicial contra a decisão do INSS que autorização a terceirização da Perícia Médica, passando por cima da Lei 10.876/2004, que definiu que “compete privativamente ao Perito do INSS a emissão de parecer conclusivo quanto à capacidade laboral para fins previdenciários”.
Dados do INSS, de junho, indicam que existiam 106.365 benefícios com Tempo Média de Espera de Atendimento –TMEA, com mais de 45 dias, sendo 5.639 na região Norte, 35.252 no Nordeste (com maior peso em Pernambuco com 10.682), 38.999 no Sudeste,  (com 24.446 em São Paulo), 16.514 no Sul  e 9.961 no Centro Oeste....
DIÁRIO DO NORDESTE, de Fortaleza, informa que INSS solicitou  4 mil vagas ao MPOG
Publicou o Diário do Nordeste, de Fortaleza, em 10.08.2014:
Assessoria de comunicação do Instituto Nacional do Seguro Nacional (INSS) confirmou que o órgão encaminhou um novo pedido ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) para a abertura de um concurso público. E, agora, a solicitação feita foi para 4.730 oportunidades.
Este pedido manteve as 2.000 vagas (solicitadas anteriormente) para técnico do seguro social, ampliou o número de perito médico previdenciário - que antes era de 1.080 e agora passa a ser de 1.150 - e incluiu 1.580 postos para analista do seguro social....

NOVO SUPERINTENDENTE REGIONAL SUL DO INSS EM SANTA CATARINA
 O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, exonerou  RAQUEL MARSHALL GADEA, , do cargo em comissão de Superintendente Regional Sul - Florianópolis/SC, tendo sido nomeada assessora da Secretaria  Geral do Ministério..
Para o lugar de Raquel, foi nomeado  AMARILDO DE LEMOS GARCIA.
Nossos cumprimentos  a RAQUEL e a AMARILDO, ambos associados da ANASPS....

REINTEGRAÇÂO DE SERVIDORES DEMITIDOS DO INSS
Foram publicados no Diário Oficial da União DECRETOS DE 12 DE AGOSTO DE 2014, assinados pela Presidenta Dilma Rousseff e pelo ministro GARIBALDI Alves Filho  reintegrando no INSS os seguintes servidores do INSS: 
ENIO ANGELO DANTAS,   no cargo de Agente de  Serviços Diversos,  em cumprimento à decisão proferida pelo Juízo da 9ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Rio Grande do Norte, nos autos da Ação Ordinária nº 0000158-10.2011.4.05.8402...

PRORROGADA INTERVENÇÃO NO GEAPPREVIDENCIA

A Superintendência Nacional de Previdência Complementar-PREVIC baixou ato prorrogando a intervenção na Fundação GEAPPrevidência, por mais 180 dias.
No olho do furacão, a intervenção se deu por denuncias de irregularidades...


Leia mais no ANASPS ON LINE Nº 1.300, de 15.08,2014 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Gestão Pública:
Planejamento divulga quadro consolidado de pessoal no Executivo Federal.
A ANASPS EXPLICA DOS DADOS DA “CAIXA PRETA”  DA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL , ELABORADOS PELA SECRETARIA DE GESTÃO DO MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO

O MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO NÃO PUBLICOU A QUANTIDADE DE CONTRATOS TERCEIRIZADOS, NEM OS VALORES PAGOS NEM AS EMPRESAS BENEFICIÁRIAS, GERALMENTE DE POLÍTICOS...
TAMBÉM NÃO DIVULGOU A QUANTIDADE E OS VALORES PAGOS PELOS CONTRATADOS ATRAVÉS DE ORGÃOS MULTILATERAIS, COMO A OPAS O PNUD, ETC...CONSTA QUE SÓ O MINISTERIO DA  SAÚDE TEM MAIS DE 40 MIL CONTRATADOS.
OMITIU AINDA A QUANTIDADE DE ESTAGIÁRIOS E SEU CUSTO. MILHARES DE ESTAGIÁRIOS TRABALHAM NO SERVIÇO PÚBLICO.

OPINIÃO DA ANASPS
Como somos uma entidade de previdenciários, abrimos a Caixa do Ministério da Previdência Social:
São 57.681 cargos efetivos aprovados
São 40.021 cargos ocupados, sendo
33.111 por pessoal estável e
6.910 por não estável.
Há 17.660 cargos vagos.
30,61%. É muito senador Garibaldi e ministra Miriam.!
Explica-se porque tantas agências do INSS estão sem servidores.
Explica-se porque faltam peritos médicos.
É absolutamente injustificável a decisão do  Ministério do Planejamento  de não autoriza concursos.
Em relação  aos cargos em comissão e as funções de confiança , o Ministério da Previdência Social tem 6.240c cargos. Aprovados, dos quais
4.090 estão ocupados, sendo
3.390 por pessoal com vínculo e 84 sem vínculo,
Há 491 cargos e funções vagas.^
7,86%
Sobre temporários, o Ministério da Previdência Social tem apenas 10.

Publicado: 25-07-2014

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Regimes Próprios iniciam Plano de Ação de  2015

Toda a equipe do Departamento dos Regimes de Previdência no Serviço Público (DRPSP) participa do workshop Alinhamento e Desdobramento Estratégia, que ocorre u em 01.08, no Ministério da Previdência Social, em Brasília. Além do diretor do DRPSP, Narlon Gutierre Nogueira, coordena a reunião o secretário de Políticas de Previdência Social, Benedito Adalberto Brunca...

Os trabalhadores portuários avulsos com mais de 60 (sessenta) anos que não cumprirem os requisitos para a aposentadoria e que não possuam meios para prover a sua subsistência passaram a ter direito a um beneficio assistencial mensal por meio do artigo 73 da Lei 12.815/2013, no valor de um salário mínimo. Em 04.08 o direito a esse beneficio assistencial foi regulamentado por meio de portaria interministerial....

Projeto aprovado em Comissão do Senado garante ganho real para salário mínimo e aposentadorias até 2019
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nem 06.08, projeto que prorroga a política de valorização do salário mínimo, estabelecendo os parâmetros de reajuste para o período de 2016 a 2019. A atual prática governamental, que prevê ganhos reais acima da inflação, só terá vigência até 2015. ...

Geap passa a economizar R$ 36 mi ao ano
A Geap Autogestão em Saúde obteve concessão de nova decisão que permite o não recolhimento de contribuição previdenciária sobre os valores pagos aos profissionais de saúde autônomos. Com a liminar, concedida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, a Geap passará a economizar cerca de 36 milhões ao ano....

Leia mais no ANASPS ON LINE Nº 1298 DE 08.08.2014
Gestão Pública:
Planejamento divulga quadro consolidado de pessoal no Executivo Federal.
A ANASPS EXPLICA DOS DADOS DA “CAIXA PRETA” DA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL, ELABORADOS PELA SECRETARIA DE GESTÃO DO MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO

O MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO NÃO PUBLICOU A QUANTIDADE DE CONTRATOS TERCEIRIZADOS, NEM OS VALORES PAGOS NEM AS EMPRESAS BENEFICIÁRIAS, GERALMENTE DE POLÍTICOS...
TAMBÉM NÃO DIVULGOU A QUANTIDADE E OS VALORES PAGOS PELOS CONTRATADOS ATRAVÉS DE ORGÃOS MULTILATERAIS, COMO A OPAS O PNUD, ETC... CONSTA QUE SÓ O MINISTERIO DA SAÚDE TEM MAIS DE 40 MIL CONTRATADOS.
OMITIU AINDA A QUANTIDADE DE ESTAGIÁRIOS E SEU CUSTO. MILHARES DE ESTAGIÁRIOS TRABALHAM NO SERVIÇO PÚBLICO.

Opinião da Anasps
Como somos uma entidade de previdenciários, abrimos a Caixa do Ministério da Previdência Social:
São 57.681 cargos efetivos aprovados
São 40.021 cargos ocupados, sendo
33.111 por pessoal estável e
6.910 por não estável.
Há 17.660 cargos vagos.
30,61%. É muito senador Garibaldi e ministra Miriam.!
Explica-se porque tantas agências do INSS estão sem servidores.
Explica-se porque faltam peritos médicos.
É absolutamente injustificável a decisão do  Ministério do Planejamento  de não autoriza concursos.
Em relação  aos cargos em comissão e as funções de confiança , o Ministério da Previdência Social tem 6.240c cargos. Aprovados, dos quais
4.090 estão ocupados, sendo
3.390 por pessoal com vínculo e 84 sem vínculo,
Há 491 cargos e funções vagas.^
7,86%
Sobre temporários, o Ministério da Previdência Social tem apenas 10.


Leia mais no ANASPS ON LINE EXTRA Nº 1297 DE 08.08.2014
As cigarras, a formigas e os caloteiros do INSS


Paulo César Régis de Souza 
Dentre os empresários brasileiros, 80% contribuem regularmente e corretamente com o INSS, merecendo respeito e gratidão da sociedade. São os que entregam suas folhas aos setores competentes de contabilidade e auditoria ou mesmo a escritórios privados de contabilidade, confiando que estão contribuindo para a grandeza do país e para a proteção social dos trabalhadores.
No fundo todos merecem uma Medalha Eloy Chaves, o criador da Previdência Social brasileira em 1923, pelo zelo de preservar o maior patrimônio dos trabalhadores e o pacto de gerações idealizado por Otto Von Bismarck (alemão) e Lord Beveridge (inglês).
Mas são esquecidos e colocados na vala comum.
Como o modelo proclama que não há beneficio sem contribuição, Eloy Chaves iniciou as caixas com contribuição do empregador e empregado. Os institutos que se seguiram tinham a mesma lógica. O IAPI - Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários - levou dois anos para pagar benefícios. Nesta época todos contribuíam e os eventuais devedores eram sancionados, inclusive com a dação em pagamento. Daí nasceram as imobiliárias dos institutos, herdadas pelo INPS – Instituto Nacional de Previdência Social - e depois o INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social. Prevalecia a lei de Talião: não pagou, perdia os bens. Escreveu, não leu, o pau comeu.
A partir do INPS, nas décadas de 60 até 90, surgiram inicialmente e timidamente, os parcelamentos de dívidas com juros, mora e correção monetária em prazos curtos para evitar a dação em pagamento.  O grupo dos caloteiros era reduzido e concentrado em setores de terceirização de obras e transportes.
É verdade que o INPS, que arrecadava muito e tinha poucos beneficiários de aposentadorias e pensões - mesmo porque a força de trabalho era jovem - teve que conviver por pressão do Executivo com a destinação do superávit de sua receita de contribuição sobre a folha para financiar a saúde, assistência social, alimentação e moradia popular (o primeiro minha casa minha vida), além de outros empreendimentos de infraestrutura (Volta Redonda, Brasília, Belém-Brasília, Transamazônica, Itaipu, Ponte Rio-Niterói) que hoje compõe a dívida histórica e impagável de mais de 1 trilhão de reais.
Coincidentemente com a o crescimento dos devedores profissionais (os caloteiros) para com o INSS, a fonte deu sinais de esgotamento. Foi secando com a saúde e secou com o calote, que trouxe de cambulhada as renúncias das “filantrópicas” e os benefícios sem contribuição como os rurais e os autônomos.
O país era jovem e a população também, os cofres dos 80% de contribuintes inerciais davam folga ao caixa, mas a população foi envelhecendo e os benefícios tinham que ser pagos. A partir dai outros benefícios sem contribuição surgiram, os recursos foram desbaratados e CPIs foram criadas.   
O compromisso com as gerações foi substituído pelo compromisso com o ralo.
Disso se aproveitaram os caloteiros públicos que inexistiam e surgiram como formigas debaixo da terra, vorazes em não pagar a sua contribuição nem a recolhida dos servidores. Praticavam a apropriação indébita que levou muitos prefeitos para a cadeia. Mas os caloteiros privados, as cigarras, flanando e cantando a uma voz afinada com os políticos, passaram a pedir financiamento, refinanciamento “ad nauseum”, com ampliação de prazo inicialmente em cinco, dez e vinte anos, com dispensa de juros, mora, correção, etc. Foram rolando dívidas, complicando as contas do INSS e chegaram até a revogar o delito da apropriação indébita em conluio com o Legislativo e o Judiciário.
O resultado de tudo isso é o constrangimento em que o Governo coloca os bons pagadores, que não discutem, apenas pagam, honrando as melhores tradições do compromisso social e da ética pública.
Sabemos que o tratamento dispensado aos caloteiros é parte da imundície do financiamento político, mas a nação degradada por este processo tem que reagir e clamar a todos os pulmões que as formigas e as cigarras sejam dizimadas.
Os compromissos da Previdência cresceram.  O bônus demográfico está reduzindo a capacidade de pagamento do INSS e produzindo déficit, agravado principalmente pela baixa qualidade de gestão do financiamento que há anos não é controlada e avaliada por instituições como o TCU - Tribunal de Contas da União. O aumento dos programas de milhagem para os caloteiros em detrimento da cultura de pagamento de 80% dos empresários está no conjunto de todos os desencontros do financiamento: calote (refis), renúncia, desoneração, sonegação, evasão, não fiscalização, não cobrança, não recuperação de crédito, entre outros.
Os caloteiros que conseguiram se livrar da apropriação indébita conseguiram reduzir também de 10 para cincos a decadência da contribuição, o que implicou em perdas de R$ 250 bilhões no caixa do INSS. Conseguiram ainda que o TCU não divulgasse mais a lista dos caloteiros, que deveriam ser execrados pelo mau que fazem a natureza humana.
(*) Paulo César Régis de Souza é Vice-Presidente Executivo da Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social-ANASPS


*Artigo publicado no dia 25 de agosto de 2014, no jornal Estado de São Paulo.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O relatório sobre a gestão da Previdência esquecendo a receita

Por Paulo César Régis de Souza (*)
Poucas pessoas tomaram conhecimento e leram o relatório do Tribunal de Contas da União sobre as contas da Presidenta Dilma Rousseff em 2013. É um documento de quase mil páginas, denso, que detalha e analisa o que o Tribunal chama de governança de cada setor da administração federal.
Eu que tenho sido um crítico ácido da ação do TCU, nos últimos tempos voltadas para as prefeituras, os bolsistas da CAPES, os desmandos do DNIT e varejão das aposentadorias dos servidores públicos, omitindo-se em setores críticos como os empréstimos a governos anti-democráticos, Petrobrás, Eletrobrás, BNDES, BB, Caixa, contratos superfaturados de obras , desmandos nas áreas de transportes, rodovias, saúde, educação, receita federal (refis, renúncias e desonerações, incentivos , etc.), devo, por oficio e respeito aos trabalhadores do TCU, reconhecer o trabalho profissional executado na elaboração dos relatórios setoriais das contas da Presidenta Dilma.
Li com muita atenção o capítulo sobre Previdência e Assistência Social que compõe o que se chama Proteção Social.
Deixo de lado a Assistência Social que é bancada pelo orçamento fiscal e paga por todos os contribuintes. Nas sociedades contemporâneas, são desejáveis políticas públicas compensatórias de combate à fome e a miséria, de preferência, sem proselitismo, exigindo-se contrapartidas dos beneficiários.
Volto-me para a Previdência Social para a qual as empresas (não se sabe até quando) e os trabalhadores pagam contribuições definidas para benefícios definidos que se transformam em aposentadorias e pensões.
Em principio, supõe-se a existência de uma matriz atuarial contributiva para assegurar um beneficio que, em tese, represente pelo menos 70% do salário em atividade. Prevê-se que, para assegurar um padrão mínimo de dignidade, este beneficio não sofra desvalorização e acumule imensas perdas, como no caso da iniquidade brasileira. A aposentadoria não é um favor do Estado, não é um beneficio assistencial de salário mínimo. É um direito do cidadão que trabalhou, contribuiu um contrato social ou um pacto social entre gerações, no qual a mão grande do governo deveria ficar distante. Mão grande e criminosa.
Há entre supostos especialistas em previdência o complexo vira lata de enxergar distorções apenas nos benefícios previdenciários.  Acham tudo errado na despesa com benefícios e tudo certo na receita previdenciária. No mínimo, permitam-me um termo duro: são os ignorantes, vassalos de um empresariado que sonha em contribuição zero para a previdência, como no Chile. A substituição da contribuição sobre a folha para uma alíquota no faturamento foi um passo. Enganam-se os que pensam que o custo Brasil está no INSS.
O relatório do TCU nos surpreende pela riqueza de detalhes sobe a governança administrativa do INSS, despojado, arruinado e distanciado de sua receita. “São gritantes as distorções identificadas na área de recursos humanos e nos “sistemas transacionais”, constatando o TCU que inexiste uma política de pessoal e que há fragilidades na infraestrutura e nos sistemas de informação “Causa preocupação a política de pessoal do INSS” é a leitura da contundente análise que aponta para um pequeno grupo de 6 mil servidores, dos 39.392, que concederam 80% dos benefícios jun de 2012 e mai de 2013. Além do que 26% do efetivo estão usufruindo abono permanência, e teimam em continuar pelo temor de perder40% de seus salários.  
Enquanto as observações sobre a atividade fim se mexem em todas as direções críticas ao alcance dos “sticks”, sofisticando os radares e sonares de cada atividade, inclusive a tecnológica, o relatório menciona que “o déficit não tem diminuído e que a principal causa desse déficit encontra-se no RGPS rural, deficitário em R$ 74,2 bilhões” em 2013. E dispara que “o déficit atingiu 1,0% do PIB, sendo que a clientela urbana apresentou superávit de 0,5% do PIB e a clientela rural foi deficitária em 1,5% do PIB”. Mais ainda: em 2013, a arrecadação teve incremento de 0,1% do PIB enquanto a despesa aumentou sua relação com o PIB em 0,2%. Em nenhum momento, ousa esquadrinhar o esfarelamento da receita, às voltas com renúncias, desonerações, refis, sonegação, evasão, não fiscalização, não cobrança e não recuperação de crédito.
Com o Executivo anestesiado e imobilizado pela campanha eleitoral, o Legislativo mergulhado no esforço de renovação da Câmara e do Senado, no “salve-se quem puder” e o Judiciário distante de ser acionado e assistindo a detetoriaçao da função de gestão pública, resta-nos a esperança idílica de sonhar que o ideário de Eloy Chaves sobreviva a tudo isso.

(*) Paulo César Régis de Souza é Vice Presidente Executivo da Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social-ANASPS.