terça-feira, 12 de março de 2013


Edital para o concurso do INSS sairá em maio

     Mais uma boa notícia para os concurseiros. Até meados de maio deverá ser publicado o edital com as regras do concurso público para analista do seguro social, em várias formações, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A informação foi dada ontem pelo Ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, durante a inauguração de nova agência do instituto no município de Alto Alegre, em Roraima.
     O concurso ocorrerá neste ano e serão abertas 500 vagas que exigem do candidato formação de nível superior. O ministro garantiu que o edital já está em fase de preparação. A banca organizadora ainda não foi definida.
SALÁRIO
     Os novos contratados ficarão lotados nas agências da Previdência Social distribuídas em todo País, inclusive no DF. A remuneração inicial para o cargo é de R$ 5.538,05, podendo chegar a até R$ 10.051,15 ao fim da carreira. O último certame promovido pelo INSS foi realizado em 2011 e ofereceu 1.875 vagas para as áreas de técnico e perito médico. Organizada pela Fundação Carlos Chagas (FCC), a seleção contou com provas objetivas e de avaliação de títulos.
     Já para o cargo de analista de seguro social a seleção foi em 2008, com oferta para especialidades como arquitetura, arquivologia, biblioteconomia, ciência da computação, comunicação social, direito, engenharia civil, pedagogia, psicologia, entre outros. Foram oferecidas 600 vagas e o concurso foi organizado pelo Cespe/UnB.
     O cargo mais disputado em números de inscrição foi para analista com qualquer formação de nível superior, com 47.392 inscritos (333,75 por vaga).
     Entre 2006 e 2013, o INSS contratou, para a organização de seus concursos, três bancas distintas. Os certames já foram aplicados pelo Cespe e pela Fundação Carlos Chagas, ambos duas vezes cada. A Funrio também foi escolhida para aplicar um dos concorridos certames.

(*) Todos os direitos reservados ao Jornal de Brasília.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Prorrogado Turno Estendido.

(Foto: Rafael Rayol / Anasps)

Reunião de 07/03/2013 no gabinete do Presidente do INSS, teve como resultado NOVO COMUNICADO sobre a manutenção do horário estendido, segue abaixo o comunicado:



quinta-feira, 7 de março de 2013



Os servidores pedem ao governo um Plano de Saúde nos moldes da Funpresp-ex

Por Paulo César Régis de Souza (*)

Todas as intervenções do governo federal na área de saúde dos servidores, nos últimos 10 anos foram desastrosas, calamitosas ou caóticas. Já escrevi sobre o caos da GEAP e nada melhorou. Só se agravou. Há uma indiferença e uma omissão que tem custo elevado, pois vidas humanas diariamente estão em jogo.
A atenção à saúde dos servidores que compreende assistência clínica, ambulatorial, hospitalar, odontológica, psiquiátrica, etc. continua no mais completo abandono. Quase 1.5 milhão de servidores civis, ativos e inativos, estão sendo prejudicados. Considerando seus familiares, no mínimo, 3 milhões de vidas!
O Ministério do Planejamento, a quem está afeto o problema, é totalmente omisso. Muito blá blá blá, reuniões, seminários, grupos de trabalho, unidades burocráticas, formulários, assembleias, chefes que nada entendem de saúde,  na  prática a coisa vai de mal a pior. Só lero lero. O tal do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor Público Federal – SIASS, de 2009, é uma piada de mau gosto e o Comitê Gestor de Atenção à Saúde do Servidor é o clube da sauna seca.
O governo está estimulando seus diversos órgãos a comprar os planos de saúde de que atravessam estressante crise de gestão e de funcionamento, acumulando reclamações e disputas judiciais, pois em tese visam ao lucro. Aumentou o per capita que supostamente é a participação do próprio governo para ajudar no financiamento impondo a atenção a saúde aos próprios servidores. Seja, na prática, o governo se retira do processo e joga a bomba em cima dos servidores. Os planos de saúde são caros e há muita desconfiança sobre sua efetividade.
Não vejo, por mais que tenha boa fé e boa vontade, nenhum esforço dos ministros da Presidente Dilma, especialmente os da Previdência, Saúde e do Planejamento, em encaminhar uma solução para a angustiante situação dos servidores em relação à saúde deles e de suas famílias e dependentes.  Isto para os 1 milhão e 500 mil servidores ativos e inativos e suas famílias (cerca de 3 milhões de pessoas). Como igualmente não visualizo qualquer ação direta e decisiva para salvar a GEAP do colapso iminente.
Solicito nesta oportunidade à Presidente Dilma  proposta de  um Plano de Saúde para os Servidores,  nos moldes do Plano de Previdência Complementar, o da Funpresp, que saiu graças ao empenho pessoal da Presidenta.
O que aparece na mídia sobre a saúde dos servidores é a GEAP, que caminhava para 1 milhão de associados, foi atingida na cabeça e perdeu o rumo, foi baixando , baixando e anda agora por volta de 600 mil. Em dezembro de 2012, 25 mil pessoas pediram para sair. Em 2011/2013, a GEAP teve quatro diretores executivos comprometidos, não com sua missão, mas com outros interesses, nada éticos e subalternos.
Muitos ainda não abandonaram a GEAP por não ter uma alternativa. O financiamento aumentou, a participação aumentou, o atendimento caiu de padrão, a rede credenciada está nas mãos e nas empresas de saúde menos indicadas e qualificadas. Além disso, não está onde os servidores estão. São inúmeras localidades onde inexiste qualquer tipo de atendimento.
A GEAP, em 2003, estava pronta para se transformar no Plano de Saúde de todos os servidores federais, ativos e inativos, da administração direta. Tinha 50 anos de história, de autogestão.
Fundada por nós, servidores da Previdência, foi modelo de atenção à saúde dos servidores, com seriedade e resolutividade. Enquanto foi preservada da partidarização e da politização prestou inestimáveis serviços aos servidores. Tanto que dezenas de órgãos procuraram ou foram convidados a entrar na GEAP, mesmo com a pressão das empresas privadas dos planos de saúde que exigiram sua exclusão do mercado.
Navegando sob tempestade permanente, a GEAP nestes 10 anos foi assaltada. Vários diretores executivos por lá passaram, prometendo sanear os passivos, melhorar a qualidade dos serviços, profissionalizar a gestão. Aumentaram a contribuição dos associados, mas nada aconteceu. Os pagamentos dos prestadores de serviços das contas foram protelados, o déficit aumentou.  Os passivos aumentaram, transformaram-se em rombos por aplicações indevidas do patrimônio da GEAP (o Pecúlio) em bancos falidos. Ninguém até agora foi preso!
A Presidente Dilma que implantou a Funpresp-ex pode perfeitamente implantar uma Fundação de Saúde, de direito público ou privado, estatal ou não, como a Fundação das Pioneiras Sociais, e colocar dentro todos os servidores ativos e inativos, que queiram um Plano de Saúde, com múltiplas ofertas de serviços, clínica, ambulatório, hospitalização, etc. (não é complexo planejar uma carteira e estabelecer a cobertura atuarial para efeito de financiamento) com gestão profissional para resolver a questão de atenção de saúde dos servidores, sem partidos ou sindicatos.
A ANASPS com 50 mil vidas me obriga a preocupar-me frontalmente com a saúde dos associados ativos e inativos. Sei que o custo de saúde é alto aqui, nos Estados Unidos, na Europa, no Japão. Sei que os associados da ANASPS padecem e sofrem com a GEAP e muitos nem sonham em ter um outro plano de saúde. Muitos nem podem. Isto me inquieta.
É importante que alguém que tenha acesso à Presidente Dilma contribua de alguma forma para mudar o discurso e prática da saúde do servidor.  Insisto, o discurso e a prática. Mande colocar no lixo o discurso do Ministério do Planejamento que está nas páginas da Internet e salve a GEAP que não pode ficar como está, às voltas com escândalos, enquanto sua missão é deixada de lado.
O Dr. Jocelino Francisco de Menezes, neste momento está à frente da GEAP como servidor da Casa e se debatendo em mais um plano de recuperação financeira. Certamente, está tentando arrumar o que foi deliberadamente desarrumado, mas estará longe de representar uma intervenção válida para corrigir dez anos de desmandos e desencantos.

(*) Paulo César Régis de Souza é Vice-Presidente da Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social-ANASPS

Na madrugada de hoje (7), o Congresso Nacional iniciou a votação do Orçamento para o ano de 2013.
Na oportunidade, a matéria foi aprovada pelo colegiado da Câmara dos Deputados, e antes de que tenha sido analisada pelo colegiado do Senado Federal, a sessão foi suspensa e remarcada para a próxima terça-feira (12), às 19 horas, quando o Congresso deve terminar a votação do Orçamento.

ORÇAMENTO PODE VOTAR TEXTO QUE ASSEGURA REAJUSTE DE SERVIDORES

A Comissão Mista de Orçamento pode votar hoje, a partir das 14h30, texto que assegura o pagamento de reajustes concedidos a servidores públicos no ano passado, mesmo que a lei orçamentária de 2013 ainda não esteja em vigor. A determinação consta no substitutivo que o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) apresentou ao Projeto de Lei do Congresso (PLN) 55/12, do Executivo.
O substitutivo favorece servidores civis e militares, ativos e inativos. Também beneficiam ministros de tribunais superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF), e a Procuradoria-Geral da República.
A Câmara e o Senado aprovaram no ano passado dez projetos de reajustes salariais negociados pelo Executivo com servidores. Os recursos para viabilizar os aumentos foram colocados em um anexo específico da proposta orçamentária e deveriam ser liberados a partir do contracheque de janeiro, após a sanção do novo Orçamento. A não aprovação da proposta orçamentária pelo Congresso, porém, criou um impasse jurídico sobre a legalidade de conceder o aumento.
O Executivo e o Ministério Público da União (MPU) decidiram pagar mesmo sem a lei orçamentária estar em vigor. Os demais poderes resolveram aguardar a sanção da lei. O substitutivo do senador Antônio Carlos Valadares resolve a questão ao autorizar a utilização dos recursos constantes do anexo da proposta orçamentária direcionados para as dez leis salariais.

Crédito extraordinário

Também está na pauta da comissão a Medida Provisória 596/12, que abre créditos extraordinários de R$ 215,330 milhões para o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e de R$ 358 milhões para o Ministério da Integração Nacional.

(*) Todos os direitos reservados ao Jornal da Câmara.

quarta-feira, 6 de março de 2013



Geap busca recuperação


Formato A4: PDF WEB
Chamada de capa
Após uma série de problemas de ordem financeira e política, a Fundação de Seguridade Social (Geap) reúne esforços na tentativa de se reerguer. Com pesadas dívidas que resultaram em um rombo no caixa de mais de R$ 400 milhões no ano passado, a operadora viu a rede credenciada e os serviços disponíveis minguarem, e foi obrigada a renegociar boa parte dos débitos para não deixar os beneficiários na mão. Segundo a fundação, o déficit já foi reduzido para R$ 260 milhões.
O ajuste das finanças faz parte do Plano de Recuperação Financeira imposto à operadora pela Agência de Saúde Suplementar (ANS) e pelo Ministério da Saúde e envolveu reajustes das mensalidades de mais de 400%. Por meio de nota, a Geap destacou que a redução do rombo de caixa "está contribuindo para a viabilidade da organização em aprimorar seus serviços, resultando, assim, na recuperação e na ampliação da rede de prestadores de serviços, inclusive com a expansão da carteira de novos prestadores".
Nos últimos meses, os beneficiários do plano sofreram com a escassez de serviços. Em Brasília, o convênio chegou a dever R$ 13 milhões ao hospital Prontonorte. A dívida, acumulada em 120 dias, fez com que a instituição suspendesse o atendimento do convênio da Geap durante três meses. Os associados só voltaram a ter o hospital como opção em janeiro último, quando a fundação se propôs a renegociar os débitos. O Prontonorte informou, no entanto, que a dívida ainda não foi completamente quitada.
Transtornos
Diante da constante dor de cabeça, muitos dos associados ao convênio estão cogitando abandonar o plano. É o caso da servidora pública Natália Costa Rodrigues, 57 anos, que, além de desembolsar R$ 960 por mês, teve de arcar com R$ 550 durante três meses para o tratamento da tireoide em uma clínica particular. "A cobertura da Geap está péssima. Como tinha que começar logo o tratamento, então, decidi pagar por fora", lamentou. Ela acrescentou ainda que não é a primeira vez que o plano deixa a desejar. Em janeiro do ano passado, ela gastou mais de R$ 700 com consultas e exames. "Já não sei o que fazer. Talvez a opção seja mudar de convênio", disse.
Já o casal José Almeida Barros, 67 anos, e Maria das Dores Barros, 72, considera-se de mãos atadas em relação aos serviços prestados. "Não sabemos mais a quem recorrer. Neste mês, gastamos R$ 350 com consultas e exames de rotina, além de R$ 1,2 mil que o plano cobra todo mês. Está complicado encontrar hospitais que aceitem o plano", disse. (Com Ana Carolina Dinardo) 

Veículo: CORREIO BRAZILIENSE - DF
Seção: ECONOMIA