terça-feira, 8 de março de 2016

Geap enfrenta dez batalhas na Justiça contra reajuste de planos de saúde

ANASPS URGENTE 78



Brasília, 08 de março de 2016

Geap enfrenta dez batalhas na Justiça contra reajuste de planos de saúde

EXTRA ONLINE – RJ    , 08.03.2016  (Blog do Servidor Público )
O aumento de 37,55% nos planos de saúde administrados pela Geap, responsável pelos convênios dos servidores públicos da União, é assunto em dez ações distintas na Justiça.
De acordo com a Geap, seis foram acatadas e tiveram o aumento revisto. No caso da Associação Nacional dos Servidores da Previdência eSeguridade Social (Anasps), por exemplo, o índice de aumento foi adequado à inflação, sendo fixado em 20%.
Já a liminar obtida pelo Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SINPECPF) cancelou a correção. A Geap não informou quantos servidores foram favorecidos pelas liminares

Justiça barra reajuste de 37% da Geap

JORNAL DO COMMERCIO – PE, 08.03.2016      
A Justiça Federal em Brasília suspendeu o reajuste de 37,55% na mensalidade do Geap Saúde - plano de saúde de servidores federais ativos, aposentados e seus dependentes - acatando recurso da Associação Nacional dos Servidores da Previdência e Seguridade Social (Anasps).
O aumento vai ficar suspenso até que o Judiciário volte a se pronunciar sobre o recurso.
Considerado abusivo, o reajuste atingiria 613.493 beneficiários do Geap.
O juiz Bruno Anderson Santos entende que o aumento da mensalidade deve observar o princípio da boa-fé objetiva, sob pena de inviabilizar a permanência de inúmeros segurados no plano. Nesta etapa, a decisão só contempla os servidores da Previdência que são associados da Anasps.
"A importância dessa decisão se deve ao fato de consertar, ainda que em caráter provisório, a injusta medida de transferir para os servidores todo o ônus do custeio da Geap, quando tal aumento deveria ser suportado pelo governo Federal", diz o presidente da Anasps, Alexandre Barreto Lisboa.
Os servidores reclamam que estão com salários defasados desde 2011, recebendo apenas a reposição da inflação. Para 2016, o reajuste será de 5%, abaixo da inflação.

Nova ação contra a Geap é aceita, e aumento de planos de saúde para servidores é suspenso

O GLOBO – ONLINE / EXTRA ONLINE, 03.03.2016

 

O Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SINPECPF) conseguiu, ontem, uma tutela antecipada para a suspensão do aumento de 37,55% nos valores dos planos de saúde ofertados pela Geap aos servidores federais.
A nova decisão - que beneficia apenas os filiados ao sindicato - é semelhante à que beneficiou a Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social (Anasps)



Geap não vai quebrar, diz diretor da entidade
Publicou Vera Batista no  CORREIO BRAZILIENSE – DF, de 06.03.2016       

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Associação de servidores questiona rombo de R$ 240 milhões nas contas da operadora. Apesar dos problemas, dirigente afirma que receitas estão cr escendo

Opinião da ANASPS
Nós, da ANASPS, não queremos que a GEAP quebre.
Não queremos o fim da GEAP.
Queremos a GEAP livre de uma gestão  que sofreu duas intervenções da ANS.
O eufemismo da “direção fiscal”  esconde o temor do órgão regulador, no caso a ANS, de que alguma coisa está errada.
Os números do diretor executivo da GEAP  não se apoiam nos balanços. São chutes no desespero de quem foi flagrado dirigindo mal a GEAP.
A mudez da ANS e de seu preposto as preocupações das entidades de servidores, que embacaram em nossa canoa, contra o aumento de 37,55%.
O sr.  Luis Carlos Saraiva Neves tem uma oportunidade de ouro de pedir o boné e ir embora para que pela undécima vez a GEAP seja saneada.
Ele e sua equipe falharam na GEAP Autogestão em Saúde.
Ele pediu 37,55%.
A justiça acenou no máximo com 20%.
O govero lavou as mãos.
Dinheiro na mão desta gente, em ano eleitoral, é um risco .
Além do mais os servidores – são 600 mil vidas, incluindo servidores e agregados , um pouco mais de 150 mil titulares – não tiveram aumento este ano. Terão em agosto e apenas 5%;

A Geap Autogestão em Saúde, principal operadora de planos de saúde dos servidores públicos federais, foi alvo, em 2011, de intervenção fiscal da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e da Agência Nacional de Saúde (ANS), que apontaram "anormalidades econômico-financeiras e administrativas graves que colocavam em risco o atendimento à saúde". Também foi fiscalizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), além de sofrer acusações de uso político, que quase a levaram à bancarrota.
"A Geap não vai quebrar, não tem rombo e o atendimento não está ameaçado. Pelo contrário, o faturamento cresce a cada dia e a procura de novos credenciados, também", garante Luís Carlos Saraiva Neves, diretor-executivo da entidade. Segundo ele, a arrecadação anual, que em 2011 foi de R$ 1,6 bilhão, chegou a R$ 3 bilhões em 2015.
Apesar disso, a polêmica não para. Paulo César Regis de Souza, presidente da Associação Nacional dos Servidores da Previdência Social (Anasps), questiona por que, com tanto dinheiro, a Geap "não tem um hospital próprio, uma emergência, um ambulatório, um laboratório de análise, um tomógrafo, uma ressonância, uma ambulância ou uma UTI móvel e usa, muitas vezes, a mesma rede de serviços dos planos privados". E ainda acumula um rombo em torno de R$ 240 milhões. "Não há rombo. Esses recursos fazem parte de uma reserva técnica exigida pela ANS", rebate Saraiva Neves. "Mas esse sistema, de forma alguma, ameaça o atendimento."
No início deste ano, a discussão esquentou, depois que a Geap estabeleceu um aumento de 37,55% nas mensalidades. Várias entidades, encabeçadas pela Anasps, entraram na Justiça exigindo que o reajuste fosse extinto. A maioria não conseguiu o acatamento total do pedido. Mas os juízes que analisaram as ações reduziram o percentual para 20% - corresponde à inflação dos itens e dos serviços médicos.
De acordo com o diretor-executivo da Geap, o aumento se justifica porque, em vários anos anteriores, por diferentes razões, não houve reajuste, embora as despesas tenham aumentado. Neves diz que a contribuição mensal dos servidores é muito baixa. Chega a ser de 40% a 80% inferior ao que cobram os planos privados. "Na maioria das vezes, esse aumento, em valores absolutos, significa que o associado, ao final, vai desembolsar R$ 20 ou R$ 40 a mais."
A Geap tem 70 anos de atuação no Brasil. É uma das mais antigas do país e com o maior número de idosos: da carteira de cerca de 600 mil pessoas, mais de 280 mil têm acima de 59 anos e quase 70 mil, mais de 80. A entidade tem convênios com 130 órgãos governamentais (ministérios, autarquias, universidades, fundações, centros de pesquisa, entre outros). São mais de 18 mil prestadores contratados, entre clínicas, hospitais, laboratórios, dentistas e médicos.
Embates
Apesar dos embates, entidades representativas dos servidores públicos federais e o diretor têm uma avaliação comum: as reservas exigidas pela ANS (de aproximadamente R$ 1 bilhão) são a principal causa das dificuldades da operadora. Na última terça-feira, vários sindicatos e associações nacionais se encontraram com o presidente da ANS, José Carlos Abrahão, para argumentar que as obrigações estabelecidas pela agência comprometem severamente os planos de saúde sem fins lucrativos, especialmente a constituição de reservas financeiras mensais, calculadas de acordo com o fluxo de guias faturadas referentes aos serviços prestados aos assistidos.
Os sindicalistas alegam que a Geap não tem condições de arcar com esse aporte financeiro forçado. Além disso, a aplicação de multas, caso as metas não sejam atingidas, oneram ainda mais o caixa da operadora, que não tem os mesmos recursos que um plano de mercado.
Nos cálculos da Anfip, a conta das obrigações financeiras impostas pela ANS acaba caindo no bolso dos servidores, por meio do reajuste de 37,55%. "As regras tratam da mesma forma planos de saúde comerciais e aqueles que são custeados pelos trabalhadores (planos de autogestão)", destaca a entidade.
As entidades reclamam ainda que o governo federal tem uma dívida de R$ 1 bilhão com a Geap. O crédito é antigo, da década de 1990, segundo a Anfip. À época, o governo fez uma cobrança trabalhista indevida. A operadora entrou na Justiça e ganhou a causa, mas até agora não conseguiu a restituição. "Esse crédito deveria, por questão de justiça social, ser utilizado para suprir reserva técnica e abater as multas impostas pela ANS, que punem os servidores", segundo as entidades. O presidente da ANS garantiu que as reivindicações serão estudadas.

Radiografia
Com 70 anos de atuação no país, a principal operadora no atendimento de servidores públicos federais sofre com o número crescente de idosos
Carteira
» Cerca de 600 mil pessoas têm planos de saúde da Geap. São mais de 280 mil beneficiários acima de 59 anos e quase 70 mil assistidos com mais de 80 anos.
Centenários
» A Geap cuida da saúde de 500 pessoas com 100 anos ou mais. Esses beneficiários são acompanhados de perto pelos programas de atenção domiciliar da operadora.
Convênios
» O plano atende funcionários de 130 órgãos governamentais (ministérios, autarquias, universidades, fundações, centros de pesquisa, entre outros).
Abrangência nacional
» A rede credenciada está presente em todos os estados e no DF. São mais de 18 mil prestadores de serviços, entre clínicas, hospitais, laboratórios, odontólogos e médicos de várias especialidades.
Atendimentos
» Em torno de 14 milhões de exames, 3 milhões de consultas, 285 mil consultas odontológicas, 97 mil internações e 5 mil partos.
Atenção domiciliar
» Cinco mil pessoas são acompanhadas regularmente em suas residências por uma equipe multidisciplinar, recebendo cuidados de baixa e média complexidades.
Fluxo de caixa
Segundo a Geap, não há rombo em suas contas.
A arrecadação cresce a cada ano
Ano    Faturamento anual    Variação (em R$ bilhões) (em %)
2011    1,610    -
2012    1,829    13,6
2013    2,428    32,7
2014    2,740    12,9
2015    3,036    10,8
Custeio da União (em R$)
Veja quanto o governo contribui por servidor de acordo com o salário. As faixas de idade vão de zero a 59 anos
Renda (em R$) Ajuda de custo (R$)
Até 1.499    149,52 a 205,63
De 1.500 a 1.999    142,47 a 196,06
De 2.000 a 2.499    135,42 a 186,50
De 2.500 a 2.999    129,78 a 176,94
De 3.000 a 3.999    122,71 a 168,97
De 4.000 a 5.499    111,43 a 137,09
De 5.500 a 7,499    107,20 a 130,71
7.500 ou mais    101,56 a 124,33
Fonte: Ministério do Planejamento




PREVIDÊNCIA SOCIAL, 93 ANOS; ANASPS, 23 ANOS.
PREVIDÊNCIA SOCIAL PÚBLICA  PATRIMÔNIO DOS BRASILEIROS

sexta-feira, 4 de março de 2016

CADÊ O MINISTRO DA PREVIDÊNCIA ?

CADÊ O MINISTRO DA PREVIDÊNCIA ?

Por Paulo César Regis de Souza (*)

Penso que estamos precisando de um Ministro da Previdência Social.
Depois de quase três meses, o ministro do Trabalho e Previdência Social ainda não se encontrou. Ou está em campanha contra a Presidente Dilma ou está em campanha a favor do braço sindical do seu Partido.
Neófito e leigo em Previdência, acredito que também o seja em matéria de Trabalho.
Nada o desmerece, pois não há graduação para ser ministro, ainda que seja de Estado...
Com o nível de emprego descendo a ladeira, o chefe da pasta desconhece a gestão do Seguro Desemprego sob intervenção branca do ministério da Fazenda. Mal sabe que a gestão do Seguro Defeso está no ministério da Previdência, sob protesto dos senadores... não dos pescadores.
Isto porque a lista dos beneficiários elaborada pelo extinto ministério da Pesca tinha 300 mil pescadores a mais do que a lista do IBGE.
O ministro não mexeu um dedo para fazer uma única proposta de emprego, trabalho e renda - salvo em recinto fechado com a equipe de manifestações espontâneas, aquelas que dizem amém e batem palmas a tudo que um ministro fala, mesmo que não saiba sobre o que fala. A proposta sobre o assunto foi apresentada pelo ministro Nelson Barbosa.
Em relação à Previdência, omitiu-se na greve de quatro meses dos médicos peritos, que mesmo acompanhados de políticos, não os recebeu. Deixou-os à míngua e pagou para ver 2 milhões de segurados do INSS sem atendimento. Precisou um senador (Acir Gurgacz, PDT-RO) sair do seu gabinete e ir ao Palácio do Planalto intermediar uma solução para a greve. Os médicos peritos são servidores do INSS e do Estado brasileiro.
Tem se reunido com líderes políticos e sindicalistas do seu partido e tem articulado uma oposição das lideranças contra a reforma da Previdência, inicialmente proposta pelo ex-ministro Joaquim Levy e que foi endossada  pelo ministro Nelson Barbosa.
País estranho o nosso, pois foram os líderes políticos sindicalistas do PT que impuseram e aprovaram a última reforma da Previdência, em 2003, no começo do 1° reinado do presidente Lula a “reforma que iria acabar com o déficit da Previdência”. A reforma suprimiu direitos de servidores públicos e trabalhadores privados, instituiu a cobrança de previdência de inativos, não acabou com o déficit e manteve o fator previdenciário! De 2003 a 2015 o déficit não acabou. Tremam os que fizeram a reforma, pois alcançou exatos R$ 573,7 bilhões.
Esta dinheirama certamente não impediu que os trabalhadores se aposentassem sem a chaga do fator previdenciário que achata seus benefícios na concessão e que os aposentados pudessem receber o que têm direito, pois neste período (2003 à 2016) seus benefícios foram reajustados abaixo da inflação: 100% dos benefícios rurais e 70% dos urbanos são de salário mínimo.
O Ministro estudou na escola que tem os cordéis de manuseio das “manifestações espontâneas” do populismo em vigor, que reúne os que estão sem alguma coisa (sem teto, terra, emprego, trabalho, renda) e recebem uma bolsa qualquer (família, casa, roupa lavada, escola, remédio, pixulecos...).
Num desabafo, inusitado, o ministro comparou o Trabalho da Coreia do Norte e Coreia do Sul, mas não especificou quem era o Norte e tampouco quem era o Sul...
A Previdência Social teve em 2015 a segunda maior receita do país, contabilizando R$ 379,4 bilhões, sendo 30,53% desse montante administrado pela Receita Federal. Só que ainda no mesmo ano perdeu 6,59% em relação ao ano anterior, 2014, quando registrou R$ 26,7 bilhões. Estas foram as perdas apuradas, pois na verdade, as perdas da sonegação (etc, etc), estimadas historicamente em 30%, foram superiores a R$ 113,8 bilhões. A Previdência é a maior distribuidora de renda do país, tem pelo menos um beneficiário em cada município e há 93 anos paga em dia os aposentados e pensionistas. E em 70% dos 5.700 municípios brasileiros, seus pagamentos de benefícios superam as transferências do Fundo de Participação dos Municípios.
Poderia fazer uma cruzada contra o déficit da Previdência com a dedicação e o afeto com que se lançou no combate ao mosquito Aedes Aegypti, que transmite a dengue, a chikungunya e o vírus zika. Pôs até o mosquito no site do ministério. Seria um bom começo.
Sentimos à distancia que ele entregou o Trabalho a José Lopez Feijo e Previdência ao Carlos Eduardo Gabas, mas apenas na simbologia dos anéis. Os dedos continuaram consigo. Nada se faz sem que ele decida e, neste momento de crise braba, o mais fácil é ser contra a presidente Dilma e a reforma da Previdência.
Não me atemorizam os rombos diariamente anunciados no Regime Geral, nos Regimes Próprios, nos Fundos de Pensão. Soam como sons de uma grande sinfonia em que os 30 milhões que recebem o benefício mínimo choram nas ruas, nos lares. E os 55 milhões de contribuintes do Regime Geral choram no desespero e na desesperança.
Reconheço os avanços obtidos pela Previdência Social nas gestões dos ministros Luís Marinho, José Pimentel, Garibaldi Aves e Carlos Gabas. Sonhamos até em ter uma agencia do INSS em cada cidade com mais de 20 mil habitantes. 750 novas agências seriam construídas e não chegamos até agora a 400, seis anos depois. Sonhamos em ter servidores em todas as novas agências. Virou pesadelo. Sonhamos em mandar uma carta para os trabalhadores que conquistaram a condição de se aposentar. Sonhamos no reconhecimento automático de direitos. Realizamos com mão de ferro o combate às fraudes na área de benefícios, mas tratamos com luvas de pelica e caviar a imensa legião dos caloteiros que fazem a rapinagem na receita previdenciária com quase 13 refis.
Dr. Miguel Rossetto, se precisar de ajuda para administrar a Previdência estamos à sua disposição. Somos previdenciários.
(*) Paulo César Regis de Souza é Vice-Presidente Executivo da Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social ANASPS.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Governo amaga grande derrota Basileiros estão cada vez mais pobres Em 2015, PIB cai 3,8% e totaliza R$ 5,9 trilhões

Governo amaga grande derrota
Basileiros estão cada vez mais pobres
Em 2015, PIB cai 3,8% e totaliza R$ 5,9 trilhões


PERÍODO DE COMPARAÇÃO
INDICADORES
PIB
AGROPEC
INDUS
SERV
FBCF
CONS. FAM
CONS. GOV
Trimestre / trimestre imediatamente anterior (c/ ajuste sazonal)
-1,4%
2,9%
-1,4%
-1,4%
-4,9%
-1,3%
-2,9%
Trimestre / mesmo trimestre do ano anterior (s/ ajuste sazonal)
-5,9%
0,6%
-8,0%
-4,4%
-18,5%
-6,8%
-2,9%
Acumulado no ano / mesmo período do ano anterior (s/ ajuste sazonal)
-3,8%
1,8%
-6,2%
-2,7%
-14,1%
-4,0%
-1,0%
Valores correntes no trimestre (R$)
1.531,6 bilhões
49,2 bilhões
295,2 bilhões
969,2 bilhões
256,8 bilhões
976,8 bilhões
342,8 bilhões
Valores correntes no ano de 2015 (R$)
5.904,3 bilhões
263,6 bilhões
1.149,4 bilhões
3.642,3 bilhões
1.072,5 bilhões
3.741,9 bilhões
1.192,4 bilhões
PIB PER CAPITA = R$ 28.876 (-4,6% em volume em relação a 2014)
TAXA DE INVESTIMENTO (FBCF/PIB) no ano de 2015 = 18,2%
TAXA DE POUPANÇA (POUP/PIB) no ano de 2015 = 14,4%
Em relação ao terceiro trimestre, o PIB do quarto trimestre de 2015 caiu 1,4%, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. É a quarta queda consecutiva nesta base de comparação. A Indústria (-1,4%) e os Serviços (-1,4%) tiveram retração, enquanto a Agropecuária registrou expansão (2,9%). Na comparação com o quarto trimestre de 2014, o PIB caiu 5,9%, a maior queda desde o início da série histórica iniciada em 1996, sendo que o valor adicionado a preços básicos caiu 5,0%, e os impostos sobre produtos recuaram 11,0%. A Agropecuária cresceu 0,6%, enquanto a Indústria (-8,0%) e os Serviços (-4,4%) apresentaram queda.
No ano de 2015, o PIB caiu 3,8% em relação a 2014, a maior queda da série histórica iniciada em 1996. A queda do PIB resultou do recuo de 3,3% do valor adicionado a preços básicos e da contração de 7,3% nos impostos sobre produtos. Nessa comparação, a Agropecuária (1,8%) apresentou expansão, e a Indústria (-6,2%) e os Serviços (-2,7%) caíram. Em 2015, o PIB totalizou R$ 5,9 trilhões (valores correntes). O PIB per capita ficou em R$ 28.876 em 2015, com queda de 4,6%, em volume, em relação ao ano anterior.
A publicação completa da pesquisa pode ser acessada aqui.
TABELA I.1 - Principais resultados do PIB do 4º Trimestre de 2014 ao 4º Trimestre de 2015
Taxas (%)
2014.IV
2015.I
2015.II
2015.III
2015.IV
Acumulado ao longo do ano / mesmo período do ano anterior
< Anexo: Tabela 3 >
0,1
-2,0
-2,5
-3,2
-3,8
Últimos quatro trimestres / quatro trimestres imediatamente anteriores
< Anexo: Tabela 4 >
0,1
-1,2
-1,7
-2,5
-3,8
Trimestre / mesmo trimestre do ano anterior
< Anexo: Tabela 2 >
-0,7
-2,0
-3,0
-4,5
-5,9
Trimestre / trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal)
< Anexo: Tabela 7 >
0,1
-0,8
-2,1
-1,7
-1,4
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais
Em relação ao 3º tri de 2015, PIB cai 1,4%
Na comparação com o 3º trimestre do ano (série com ajuste sazonal), a Indústria (-1,4%) e os Serviços (-1,4%) tiveram retração, enquanto a Agropecuária registrou expansão (2,9%).
Dentre os subsetores que formam a Indústria, a maior queda se deu na extrativa mineral (-6,6%). A indústria de transformação (-2,5%) apresentou resultado negativo pelo quinto trimestre consecutivo. Já a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (1,7%) e a construção (0,4%) registraram variação positiva.
Nos Serviços, apenas as atividades imobiliárias (0,5%) apresentaram resultado positivo no trimestre. As demais atividades sofreram retração: comércio (-2,6%), administração, saúde e educação pública (-2,0%), transporte, armazenagem e correio (-1,7%), outros serviços (-1,2%), serviços de informação (-0,9%) e intermediação financeira e seguros (-0,2%).
Pela ótica da despesa, a formação bruta de capital fixo registrou o 7º trimestre consecutivo de queda (-4,9%) e a despesa de consumo das famílias (-1,3%) caiu pelo quarto trimestre seguido. A despesa de consumo do governo recuou 2,9%. No setor externo, as exportações de bens e serviços tiveram variação negativa de 0,4%, enquanto que as importações de bens e serviços recuaram 5,9% em relação ao terceiro trimestre de 2015.
PIB cai 5,9% em relação ao 4º trimestre de 2014
Quando comparado a igual período do ano anterior, o PIB sofreu contração de 5,9% no 4º trimestre de 2015, a maior queda desde o início da série histórica iniciada em 1996. Dentre as atividades econômicas, a Agropecuária cresceu 0,6% e a Indústria sofreu queda de 8,0%. Nesse contexto, a indústria de transformação apresentou contração de 12,0%.
A construção e a extrativa mineral também apresentaram redução no volume do valor adicionado: -5,2% e -4,1%, respectivamente. Já a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, por sua vez, registrou expansão de 1,4%.
O valor adicionado de Serviços caiu 4,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior, com destaque para a contração de 12,4% do comércio (atacadista e varejista) e de 9,0% de transporte, armazenagem e correio. Também apresentaram resultados negativos as atividades de outros serviços (-4,4%), serviços de informação (-3,0%), administração, saúde e educação pública (-1,2%) e intermediação financeira e seguros (-0,4%). As atividades imobiliárias apresentaram variação nula.
Todos os componentes da demanda interna apresentaram queda na comparação do quarto trimestre de 2015 contra igual período do ano anterior. A formação bruta de capital fixo recuou 18,5%, a despesa de consumo das famílias caiu 6,8% e a despesa de consumo do governo caiu 2,9%. Já no setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 12,6%, enquanto as importações de bens e serviços caíram em 20,1%.
Em 2015, PIB cai 3,8% e PIB per capita recua 4,6%
O PIB em 2015 sofreu contração de 3,8% em relação ao ano anterior, a maior da série histórica iniciada em 1996. Em 2014, o PIB havia ficado praticamente estável (+0,1%). Em decorrência desta queda, o PIB per capita alcançou R$ 28.876 (em valores correntes) em 2015, recuando (em termos reais) 4,6% em relação ao ano anterior. Em 2014, o PIB per capita recuou 0,8%.
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/images/3111_4230_083710_202628.gif
A queda do PIB resultou do recuo de 3,3% do valor adicionado a preços básicos e da contração de 7,3% nos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. O resultado do valor adicionado neste tipo de comparação refletiu o desempenho das três atividades que o compõem: Agropecuária (1,8%), Indústria (-6,2%) e Serviços (-2,7%). O recuo dos impostos reflete, principalmente, a redução, em volume, de 17,1% do Imposto de Importação e de 13,9% do IPI – decorrente, em grande parte, do desempenho negativo da indústria de transformação e das importações de bens e serviços no ano.
A variação em volume do valor adicionado da Agropecuária (1,8%) decorreu, principalmente, do desempenho da agricultura. Alguns produtos da lavoura registraram crescimento de produção: tendo como destaque as culturas de soja (11,9%) e milho (7,3%). Por outro lado, algumas lavouras registraram variação negativa, como, por exemplo, trigo (-13,4%), café (-5,7%) e laranja (-3,9%).
Na Indústria, o destaque positivo foi o desempenho da extrativa mineral, que acumulou crescimento de 4,9% no ano, influenciado tanto pelo aumento da extração de petróleo e gás natural quanto pelo crescimento da extração de minérios ferrosos. As demais atividades industriais registraram queda em volume do valor adicionado. A construção sofreu contração de 7,6%, enquanto que a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana caiu 1,4%.
A indústria de transformação teve queda (-9,7%), influenciada pela redução, em volume, do valor adicionado da indústria automotiva (incluindo peças e acessórios) e da fabricação de máquinas e equipamentos, aparelhos eletroeletrônicos e equipamentos de informática, alimentos e bebidas, artigos têxteis e do vestuário e produtos de metal.
Dentre as atividades que compõem os Serviços, o comércio sofreu queda de 8,9%, seguido por transporte, armazenagem e correio, que recuou 6,5%, outros serviços (-2,8%) e serviços de informação (-0,3%). A atividade de administração, saúde e educação pública ficou estável (0,0%), enquanto que intermediação financeira e seguros e atividades imobiliárias apresentaram variações positivas de, respectivamente, 0,2% e 0,3%.
Na análise da despesa, destaca-se a contração de 14,1% da formação bruta de capital fixo. Este recuo é justificado, principalmente, pela queda da produção interna e da importação de bens de capital, sendo influenciado ainda pelo desempenho negativo da construção neste período. Em 2014, a formação bruta de capital fixo já havia registrado queda de 4,5%.
A despesa de consumo das famílias caiu 4,0% em relação ao ano anterior (quando havia crescido 1,3%), o que pode ser explicado pela deterioração dos indicadores de inflação, juros, crédito, emprego e renda ao longo de todo o ano de 2015. A despesa de consumo do governo caiu 1,0% – também desacelerando em relação a 2014, quando cresceu 1,2%.
No setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 6,1%, enquanto as importações de bens e serviços tiveram queda de 14,3%. Entre os produtos e serviços da pauta de exportações, os maiores aumentos foram observados em petróleo, soja, produtos siderúrgicos e minério de ferro. Já entre as importações, as maiores quedas foram observadas em máquinas e equipamentos, automóveis, petróleo e derivados, bem como os serviços de transportes e viagens.
A taxa de investimento no ano de 2015 foi de 18,2% do PIB, abaixo do observado no ano anterior (20,2%). A taxa de poupança foi de 14,4% em 2015 (ante 16,2% no ano anterior).


Leia mais no
ANASPS/ON LINE/Extra
Ano XVIII, Edição nº 1.458

Brasília, 4 de Março de 2016.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Encontro do Conselho Diretor da Anasps 2016 - Brasília

                Encontro do Conselho Diretor da Anasps 2016. Com a presença dos diretores estaduais e representantes da Executiva, a primeira assembleia geral da entidade foi marcada por debates importantes, como a sistematização do trabalho interno, informações referentes às ações ajuizadas pela associação, clube Anasps, garantia de cumprimento do Estatuto, mecanismos de melhoria da comunicação entre seus representantes e os associados, além da discussão da criação do plano de carreira.
                Informar bem os representantes da associação nos Estados é uma das prioridades da direção, que avalia a importância dessas informações serem repassadas de maneira que nosso servidor – não importa a distância que esteja da capital (sede da Anasps) -, possa conhecer as ações que estão sendo elaboradas em prol dele. “Os associados precisam de respostas e nosso papel é levar até eles as informações referentes ao andamento das atividades que fazemos aqui para benefícios deles”, disse o presidente da associação, Alexandre Barreto Lisboa.
                Nesta primeira reunião do ano a pauta foi mais interna, voltada ao esclarecimento das ações desenvolvidas já em 2016, como a ação movida contra a GEAP para reverter o reajuste nas mensalidades do plano. Mas na ocasião, também foram levadas à discussão novas ideias a serem implementadas ao longo desse primeiro semestre: o clube Anasps é uma delas. Este é um projeto da associação que vai levar até o associado e sua família, gratuitamente, benefícios financeiros, descontos, em locais onde a Anasps firmar parceria. Essa proposta já se concretizou e o resultado pode ser acompanhado em qualquer uma de nossas unidades espalhadas pelo país.
                Outro ponto relevante é a aplicação do Novo Código de Processo Civil, que é uma inovação proposta pela Justiça brasileira. São novas regras e normas jurídicas que entrarão em vigor na segunda quinzena de março. Essas mudanças trazem uma realidade diferente do cenário jurídico atual no andamento das ações e busca acelerar o término dos processos.
                A situação econômica do país é outro ponto que merece avaliação dos dirigentes. E para colaborar com a construção do orçamento a ser trabalhado neste ano, os diretores estaduais estiveram com o contador que presta serviços à Anasps para que pudessem ser orientados e também sanar qualquer dúvida nesse sentido.