quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

FÓRUM: Governo apresenta temas para o debate sobre a previdência. Apresentação aos integrantes do colegiado trata de demografia, financiamento e regras de acesso

ANASPS URGENTE 76
Brasília, 18 de Fevereiro de 2016
FÓRUM: Governo apresenta temas para o debate sobre a previdência.  Apresentação aos integrantes do colegiado trata de demografia, financiamento e regras de acesso


Publicado: 17/02/2016 16:49, Última modificação: 17/02/2016 19:15


Apresentação aos integrantes do colegiado trata de demografia, financiamento e regras de acesso. Fotos: Erasmo Salomão/MTPS. Mais Fotos
Da Redação (Brasília) – O Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social passará a debater temas específicos relativos à situação atual da previdência brasileira e à sustentabilidade do modelo no longo prazo com o objetivo de apresentar propostas para aperfeiçoamento do sistema.
Demografia, financiamento, regras de acesso, além da convergência dos regimes previdenciários estão entre os temas que foram apresentados pelo secretário especial da Previdência Social, Carlos Gabas, na reunião do Fórum, nesta quarta-feira (17), no Palácio do Planalto. Confira aqui a apresentação dos assuntos propostos.
Na reunião, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, apresentou o conjunto de medidas que estão sendo tomadas pelo governo para a retomada do crescimento. Barbosa abordou, também, temas específicos da previdência que impactam na sua sustentabilidade. A apresentação do ministro pode ser acessada clicando aqui.


APRESENTAÇÃO DO MINISTRO DA FAZENDA, NELSON BARBOSA






Estratégia de Política Econômica
Completar as medidas de ajuste fiscal e iniciar um processo de reforma fiscal;

Estabilizar e recuperar o nível de renda e de emprego com:
• incentivo ao investimento e às exportações; e
• reformas institucionais para aumentar produtividade.







DESAFIOS DA DEMOGRAFRIA

• O processo de envelhecimento populacional exige um aperfeiçoamento das regras previdenciárias para fortalecer a sustentabilidade do sistema de seguridade social.
• É importante realizar esses aperfeiçoamentos agora de forma gradual, evitando que no futuro as mudanças tenham que ser abruptas.
• Qualquer mudança deve respeitar os direitos adquiridos e ter impactos graduais e crescentes sobre o resultado da previdência e da economia.

APRESENTAÇÃO DO SECRETÁRIO NACIONAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL, CARLOS EDUARDO GABAS.
PREVIDÊNCIA: UMA AGENDA PRÓ-CRESCIMENTO

- Para estabilizar a economia no curto prazo é indispensável adotar reformas de longo prazo.
- A garantia da sustentabilidade da previdência melhora as contas públicas no futuro, o que tem impacto imediato na economia.
- A melhora das expectativas fiscais reduz a volatilidade cambial, possibilita a queda das taxas de juros de longo prazo e incentiva o investimento e a geração de emprego.

Reunião do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social
Brasília, 17 de Fevereiro de 2016.





Pirâmides Etárias: 1990 / 2010 / 2030 / 2060





























INSTITUCIONAL: Previc e Banco Central firmam convênio para ampliar cooperação Acordo contribuirá, por meio da troca de informações e outras medidas, para uma ação mais efetiva do Estado

Acordo contribuirá, por meio da troca de informações e outras medidas, para “uma ação mais efetiva do Estado”
Publicado: 16/02/2016 19:54 Última modificação: 16/02/2016 19:59

Diretor de Fiscalização do BC e Diretor-superintendente da Previc assinam acordo. Foto: Erasmo Salomão/MTPS

De Brasília (DF) – A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e o Banco Central do Brasil firmaram, nesta terça-feira (16), convênio com o objetivo de prover as duas entidades de dados, informações e metodologias de trabalho que permitam melhor acompanhamento do desempenho operacional, econômico e financeiro das instituições e mercados sujeitos à fiscalização das duas autarquias. O instrumento amplia o propósito de acordo firmado anteriormente entre a antiga Secretaria de Previdência Complementar (SPC) e o BC. Na mesma solenidade foi assinado o termo de cessão de uso de programa de informática, desenvolvido pelo próprio BC, que permitirá a transferência de arquivos entre as duas instituições.
O novo convênio, segundo o diretor-superintendente da Previc, José Roberto Ferreira, que assinou o documento junto com o diretor de Fiscalização do BC, Anthero Meirelles, “faz parte do aperfeiçoamento da Supervisão Baseada em Risco (SBR) para uma ação mais efetiva do Estado”. Além do intercâmbio de informações, a cooperação inclui a possibilidade de consultas recíprocas na regulação de matérias de interesse comum; planejamento e execução de ações de fiscalização conjuntas; troca de informações sobre regulamentação e acompanhamento de planos de recuperação e de resolução das instituições supervisionadas; possibilidade de compartilhamento e realização conjunta de estudos econômicos e atuariais e de análises setoriais e otimização e racionalização de processos de trabalho com vistas à redução de custos.

PEP deve lançar curso on-line para informar e conscientizar cidadãos
Publicado: 16/02/2016 19:22 Última modificação: 16/02/2016 20:02
Da Redação (Brasília) – O Programa de Educação Previdenciária (PEP) completou 16 anos nesta terça-feira (16). Foram mais de 85 mil ações, que beneficiaram cerca de 10,5 milhões de pessoas. Criado no ano 2000, o programa tem como objetivo informar e conscientizar as pessoas sobre seus direitos e deveres em relação à Previdência Social.


PEP deve lançar curso on-line para informar e conscientizar cidadãos. Foto: divulgação

Entre as atividades realizadas pelo PEP estão palestras, seminários, campanhas, fóruns e cursos para representantes de empresas, sindicatos, associações, escolas e universidades. Além disso, o programa leva informação para quem vive ou trabalha no campo, nas igrejas, nas tribos indígenas, nas prisões, nas feiras livres. O PEP já formou mais de 105 mil disseminadores das informações previdenciárias.
O Coordenador do PEP, Everaldo Bernardes de Oliveira, explica que o programa também ajuda a ampliar o nível de cobertura previdenciária no Brasil, diminuindo a informalidade. “Nosso objetivo é continuar disseminando conhecimento e colhendo cidadania. O foco é ampliar ainda mais as ações do PEP nas comunidades e associações de classe e também divulgar o assunto previdenciário na internet”, disse.
Até abril, o PEP deve lançar um curso on-line sobre educação previdenciária no portal do Ministério do Trabalho e Previdência Social.

Publicado: 11/02/2016 17:27 Última modificação: 11/02/2016 17:35

Reunião do Fórum em 2015. Foto: Renato Alves/MTPS

Da Redação (Brasília) – O ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, informou nesta quinta-feira (11) que a principal pauta da próxima reunião do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social, marcada para próxima quarta-feira (17), é o plano de recuperação de crescimento para o país. O tema foi um compromisso assumido pelo governo após a presidenta Dilma Rousseff receber de representações sindicais e patronais o documento Compromisso pelo Desenvolvimento.
“Nesse encontro vamos também definir o cronograma de discussões sobre a Previdência, em comum acordo com sindicalistas e empresários”, adiantou o ministro. Rossetto afirmou que o governo ainda não possui uma proposta consolidada, mas estudos e reflexões. “Existem várias alternativas. Vamos tratar esse assunto com a responsabilidade e com a amplitude social que ele exige. Nossa meta é consolidar uma Previdência que seja justa e sustentável”, disse.

                                                                                                          
Publicado: 11/02/2016 15:47. Última modificação: 11/02/2016 15:47
De São Paulo (SP) – Aposentados e pensionistas devem estar atentos a seus direitos na hora de contratar um empréstimo consignado. Um deles é que o beneficiário não precisa necessariamente obter o empréstimo no banco em que recebe o benefício. O segurado pode escolher a instituição financeira de sua preferência, inclusive aquela que apresenta as taxas de juros mais baixas. A lista das instituições bancárias autorizadas a realizar o empréstimo, com as taxas de juros praticadas, pode ser consultada no site www.previdencia.gov.br.
Outro direito dos aposentados que contratam o empréstimo é que os bancos não podem cobrar taxa de abertura de crédito na operação. Além disso, é proibida a venda casada, ou seja, o beneficiário não pode ser obrigado a contratar nenhum outro serviço junto com o empréstimo, como um seguro de vida, por exemplo. Ele também não precisa abrir nenhuma conta no banco, já que as parcelas são descontadas diretamente do benefício.
Por medida de segurança, a Previdência Social proibiu a contratação por telefone do empréstimo consignado. Assim, o aposentado ou pensionista deve procurar pessoalmente a instituição financeira, para a apresentação de documentos pessoais, como RG e CPF, e a assinatura do contrato. (ACS/SP)
Nota explicativa tira dúvidas sobre reversão de aposentadoria, possibilidade de opção e regras de cálculo
Publicado: 04/02/2016 18:41 Última modificação: 04/02/2016 18:41
Da Redação (Brasília) – O Departamento dos Regimes de Previdência no Serviço Público publicou uma nota explicativa com orientações sobre as regras para aposentadoria compulsória de servidores públicos. Em dezembro passado, a Lei Complementar nº 152 ampliou de 70 para 75 anos a idade para que os servidores públicos titulares de cargos efetivos sejam aposentados compulsoriamente.
A lei com a nova idade, que tem previsão constitucional, já está valendo e deve ser aplicada aos servidores da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. De acordo com a nota, as constituições e leis específicas dos entes federados que tratam da aposentadoria dos servidores devem seguir o comando da Constituição Federal, não sendo permitido, portanto, disposições em sentido contrário.
Ainda segundo as orientações do Departamento, os servidores aposentados compulsoriamente aos 70 anos antes da vigência da Lei Complementar nº 152 não têm direito à reversão da aposentadoria, ainda que o ato tenha sido publicado posteriormente. “A aposentadoria compulsória ocorrida antes da edição da lei configura ato jurídico perfeito”, explica a nota.
A publicação também dá orientações sobre a opção pela aposentadoria voluntária antes de ser atingida a idade limite para a compulsória e sobre as regras de cálculo e reajustamento dos proventos proporcionais.

Publicado: 04/02/2016 17:49 Última modificação: 04/02/2016 17:49
De Natal (RN) – A 27ª Junta de Recursos da Previdência Social (27ª JRPS), no Rio Grande do Norte, terminou o ano, de 2015, com um bom resultado.
De acordo com o presidente da Junta de Recursos, José Cleudomar Rebouças, foram julgados, no ano passado, 26.665 processos.
A 27ª JRPS é formada por três Composições, sendo uma em Natal e duas no interior, Caicó e Mossoró.
Cleudomar explica que “o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), por meio de suas Juntas de Recursos e Câmaras de Julgamento, tem a função de resolver litígios entre segurados e o INSS. Quando o segurado não concorda com a decisão do INSS ele pode recorrer ao CRPS, com enorme vantagem ao contribuinte, pois além da celeridade em relação ao Judiciário, tem-se o baixo custo”.
Segundo estudos realizados, o custo de um processo tramitando em todas as instâncias do CRPS é de R$ 526,32, enquanto que no judiciário é de R$ 2.369,73.

Leia mais no Gex/ANASPS
Ano XV, Edição 720
Brasília, 17 de Fevereiro de  2016



sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

MPOG IMPEDE A FILIAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS ÀS ENTIDADES ASSOCIATIVAS E SINDICAIS

ANASPS/ON LINE
Informativo Semanal da Diretoria Executiva da ANASPS
Ano XIV, Edição nº 1.452
Brasília, 12 de Fevereiro de 2016

MPOG IMPEDE A FILIAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS ÀS ENTIDADES ASSOCIATIVAS E SINDICAIS

Sob o pretexto de proteger os servidores públicos federais e pensionistas de eventuais problemas relacionados aos empréstimos consignados, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MPOG alterou os procedimentos para autorizar o desconto em folha da contribuição associativa ou sindical, praticamente inviabilizando a filiação dos servidores às entidades de classe.

As medidas objetivariam coibir situações de acesso indevido de informações financeiras dos servidores para cooptação de clientes para o crédito consignado. Todavia, sem observar as peculiaridades das entidades classistas, que não geram quaisquer problemas financeiros aos seus representados, violou-se expressamente a garantia constitucional da livre associação, uma vez que estão impondo ao servidor um conjunto de medidas e procedimentos que a própria carta constitucional não previu.

Exige-se que o servidor obtenha o código de autorização de consignações exclusivamente pelo Portal SIAPEnet, o que, de modo geral, não é um empecilho para os servidores em atividade, tendo em vista que estão afetos aos sistemas informatizados, à utilização de e-mails, etc. Todavia, para a maioria dos servidores aposentados e para os pensionistas, muitos dos quais sequer têm acesso à internet, essa exigência caracteriza verdadeiro impedimento à filiação. Ao invés de preencher e assinar à mão a ficha de filiação, devem seguir um longo caminho até a obtenção da senha.

O primeiro passo para os servidores e pensionistas que ainda não utilizam o SIAPEnet é procurar sua unidade de pagamento para cadastrar seu e-mail no SIAPE. A seguir, podem se cadastrar no próprio Portal SIAPEnet. Ora, não foi sequer observada a peculiar situação dos mais idosos, dos doentes graves, das pessoas com deficiência, que não têm condições de se deslocar até a unidade de pagamento para cadastrar o e-mail. Foi-lhes retirada a possibilidade da filiação pelo simples preenchimento de um formulário para cobrar-lhes a presença, muitas vezes em uma localidade distante de seu domicílio. Tal procedimento prejudica o servidor, que passa a ter que se submeter a um ritual complexo para conseguir gerar o código para autorizar o desconto. Essa exigência afronta gravemente o princípio da dignidade da pessoa humana.

Conforme preceitua a Constituição Federal, as “entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente” (art. 5º, XXI). Este direito e garantia fundamental foi simplesmente ignorado. Ademais, nos termos da recente decisão recente do Supremo Tribunal Federal – STF nos autos do RE 573232, somente serão beneficiados por ações judiciais aqueles servidores que já estiverem associados na data da realização da assembleia que autorizar o ajuizamento da ação. Os demais não serão contemplados.

Com as mudanças impostas, a consequência nefasta para todos, entidades, servidores e pensionistas, é o desestímulo à filiação e por consequência, a renúncia aos direitos, uma vez que, pelas dificuldades criadas o servidor ou pensionista deixará de se filiar e não poderá ser representado pelas entidades classistas.

Tal postura demonstra um total descompasso do atual governo com as políticas de proteção do trabalhador. Ao invés de adotar medidas que fortaleçam a atuação das entidades representativas dos servidores, o governo adota medidas para enfraquecer os movimentos sociais dos trabalhadores em favor de políticas de fortalecimento do sistema financeiro que promovem o massivo crescimento do endividamento dos aposentados e pensionistas.
Nas palavras de Martin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.” Que as entidades classistas não silenciem diante desta arbitrariedade que praticamente elimina o direito fundamental à livre associação. A Anasps já está adotando as medidas pertinentes. 

CNTSS/ realiza ato em 17 de fevereiro contra Agência Nacional de Saúde e o reajuste abusivo de 37,55% da GEAP. CNTSS segue os passos da ANASPS que ganhou liminar contra aumento .

Publicou o site da CNTSS:05/02/2016
Ato, que acontece em Brasília, a partir das 10 horas, é uma deliberação da Plenária Nacional dos Sindicatos Federais filiados à Confederação





Os sindicatos dos servidores federais filiados à CNTSS - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social realizarão Ato contra o aumento abusivo das mensalidades da GEAP – AutoGestão em Saúde e contra as medidas tomadas pela ANS – Agência Nacional de Saúde, que vêm prejudicando a entidade e os servidores. A manifestação acontecerá na quarta-feira, 17 de fevereiro, a partir das 10 horas, em Brasília. Os trabalhadores se concentração em frente ao prédio do Ministério da Saúde.


A iniciativa foi aprovada em Plenária Nacional realizada em 27 de janeiro, em Brasília. Entre os pontos da pauta do encontro estava o debate sobre a GEAP. Na ocasião, os dirigentes reiteraram as posições contrárias ao aumento abusivo de 37,55% e às medidas recentes que a ANS vem tomando e que colocam em risco a continuidade da existência de todas as autogestoras de saúde, principalmente a GEAP. Medidas que favorecem os interesses dos planos privados.

 As lideranças também definiram que a Assessoria Jurídica da CNTSS/ entre na Justiça questionando a abusividade deste aumento imposto pela Agência Nacional à GEAP. Esta mesma proposta será sugerida às demais entidades nacionais dos servidores federais.

Para o presidente da Confederação, Sandro Cézar, os sindicatos federais devem mobilizar suas bases para entrarem nesta luta. “É importante que os sindicatos estejam mobilizados para esta causa. É absurdo e totalmente fora da condição de razoabilidade este aumento. A medida tende a prejudicar a GEAP. Ao contrário de ajudar o Plano a se equilibrar financeiramente, vai excluir um número imenso de beneficiários em virtude dos valores abusivos das mensalidades”, destaca.

O representante da CNTSS no CONAD - Conselho Nacional de Administração da GEAP, Irineu Messias, do Sindsprev PE, manifestou a preocupação que toma conta dos representantes dos trabalhadores no Conselho no que diz respeito à sustentabilidade financeira da GEAP. O dirigente relembrou que a ANS é quem regula os planos de saúde privados e de autogestão e que tem agido pesadamente contra a GEAP.

“O aumento nas mensalidades não resolve o problema e não garante a sustentabilidade da GEAP. A ANS está fazendo exigências de reservas financeiras astronômicas. A Diretoria Executiva da GEAP destacou que o aumento nas contribuições cumpre as determinações da Agência e que o custeio é projetado para 2017. Nos três representantes dos trabalhadores no CONAD – eu, Luís Carlos Correia Braga e Elienai Ramos Coelho – votamos contra o aumento, mas não conseguimos reverter a medida, tendo em vista que o “voto de Minerva”, que coube ao presidente, garantiu o desempate na votação”, afirma Messias.

O dirigente concorda com a opinião do presidente da Confederação de que, a partir destes aumentos abusivos, uma grande parte dos trabalhadores não consiga arcar com estes custos e seja excluída da GEAP. São aproximadamente 580 mil pessoas que serão atingidas por este aumento.

Apesar da pressão que os servidores fizeram para aumentar a “per capta”, o governo não fez o reajuste de sua contribuição conforme a perda histórica que vem se acumulando.  Hoje os trabalhadores arcam com quase 85% das despesas da GEAP.

Para Messias, o governo é o maior responsável pelo problema porque caberia a ele contribuir com um percentual maior. As entidades dos trabalhadores vão continuar a pressionar o governo para que ele aumente sua participação na saúde complementar do servidor federal


Publicado: pelo MPS em 11/02/2016 17:27 Última modificação: 11/02/2016 17:35

Reunião do Fórum em 2015. Foto: Renato Alves/MTPS

Da Redação (Brasília) – O ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, informou  que a principal pauta da próxima reunião do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social, marcada para próxima quarta-feira (17), é o plano de recuperação de crescimento para o país. O tema foi um compromisso assumido pelo governo após a presidenta Dilma Rousseff receber de representações sindicais e patronais o documento Compromisso pelo Desenvolvimento.

“Nesse encontro vamos também definir o cronograma de discussões sobre a Previdência, em comum acordo com sindicalistas e empresários”, adiantou o ministro. Rossetto afirmou que o governo ainda não possui uma proposta consolidada, mas estudos e reflexões. “Existem várias alternativas. Vamos tratar esse assunto com a responsabilidade e com a amplitude social que ele exige. Nossa meta é consolidar uma Previdência que seja justa e sustentável”, disse.

Integrantes têm agendas distintas em Fórum da Previdência
Veículo VALOR ECONÔMICO – SP , 12.02.2016
Governo e centrais sindicais têm agendas diferentes para a próxima reunião do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social, marcada para o dia 17. Enquanto o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, pretende usar o espaço para discutir a reforma previdenciária, como afirmou recentemente, o movimento trabalhista quer debater alternativas para a retomada do crescimento e da geração de emprego - condições que julgam imprescindíveis inclusive para o reequilíbrio das contas do INSS.

Formado por 18 entidades trabalhistas e empresariais, o fórum teve a primeira e única reunião em setembro do ano passado. Ele foi criado em abril, como uma resposta à publicação das medidas provisórias 664 e 665, que alteravam as regras de acesso a pensões por morte e ao seguro-desemprego. Na época, as centrais protestaram publicamente por não terem participado da formulação das MPs.

O encontro da próxima quarta-feira, para muitas delas, é a oportunidade de tratar do "Compromisso pelo Desenvolvimento", conjunto de sugestões apresentadas por empresários e trabalhadores para destravar os setores industrial e de infraestrutura, entregue em dezembro ao governo.

"O ministro [Miguel] Rossetto agendou a reunião do próximo dia 17 para nos dar um retorno sobre essas propostas", afirma a coordenadora executiva do Dieese, PatriciaPelatieri. Além da discussão sobre crescimento, tema do último encontro das centrais com a entidade, no dia 4, há a expectativa de que o governo apresente um cronograma para debate da reforma da Previdência. "As centrais não esperam uma proposta pronta e não irão aceitar algo desse tipo".

No fim da tarde de ontem o Ministério do Trabalho divulgou nota na qual Rossetto afirma que "a principal pauta do fórum" seria "o plano de recuperação de crescimento para o país" e que, na ocasião, também seria definido o calendário de discussões sobre Previdência. No fim de janeiro, após a última reunião do Conselhão, Barbosa voltou a declarar que as propostas de reforma que estão sendo discutidas dentro do governo seriam afinadas durante o encontro.

Desde que o tema foi salientado pelo ministro da Fazenda em seu discurso de nomeação, no fim dezembro, e se tornou prioridade no governo, o movimento trabalhista tem se mostrado contrário a mudanças como aumento da idade mínima de aposentadoria por contribuição ou a equalização das regras para homens e mulheres.

Mais que isso, o presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Adilson Araújo, diz que é preciso questionar a perda do poder de compra das aposentadorias que não estão indexadas ao salário mínimo. A Força Sindical, por sua vez, está esperando o anúncio das propostas para organizar atos e manifestações, conforme informou sua assessoria de imprensa.

O saneamento das contas do INSS, para Patricia, passa pela cobrança da dívida ativa com a Previdência, que soma R$ 460 bilhões, segundo ela - aspecto também ressaltado pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, em entrevista ao Valor na semana passada.

Para o economista Rogério NagamineCostanzi, do Ipea, que já passou pelo Ministério do Trabalho e participou da primeira reunião do fórum, faz sentido que as centrais defendam a agenda do crescimento. "Elas já ganharam o que tinha de ganhar, com a adoção da regra 85/95, que acabou com o fator previdenciário", afirma, lembrando da emenda feita à MP 664 na Câmara dos Deputados em maio do ano passado, vetada pela presidente, mas acolhida em parte pela MP 676.

As entidades empresariais, ele lembra, pouco se manifestaram no encontro de setembro. "Elas estão lá mais para tentar barrar o que entendem como aumento de gastos, por saberem que isso representa mais imposto", avalia. Diante da discussão mais recente de reforma na Previdência, portanto, muitas das confederações têm afirmado concordar com as propostas que estão sendo debatidas no governo.

A CNC, representante do comércio, defende a elevação da idade mínima de aposentadoria para 67 anos e a equiparação das condições entre homens e mulheres. A CNI, da indústria, recuperou parte das propostas que formulou na eleição de 2014, segundo Flavio Castelo Branco, gerente-executivo da Unidade de Política Econômica, também nesse mesmo sentido.

Prioridade é o crescimento do país, diz Rossetto
ZERO HORA – RS, 12.02.2016
Enquanto o Ministério da Fazenda tenta fechar o mais breve possível um projeto de reforma da Previdência, o ministro Miguel Rossetto (Trabalho e Previdência Social) afirma que ´o governo ainda não possui proposta consolidada, mas estudos e reflexões´ sobre o tema.

Em nota, Rossetto informou ontem que a principal pauta da próxima reunião do fórum sobre emprego, trabalho e previdência, marcada para a próxima quartafeira, é o plano de recuperação de crescimento para o país.

O ministro tratou a reforma da Previdência como um tema secundário, ao afirmar que o que será debatido no encontro é um cronograma de discussões, em comum acordo com sindicalistas e empresários, que também participam do grupo.

Existem várias alternativas. Vamos tratar esse assunto com a responsabilidade e com a amplitude social que ele exige. Nossa meta é consolidar uma Previdência que seja justa e sustentável disse.

Segundo Rossetto, a recuperação do crescimento é um acordo assumido pelo governo após a presidente Dilma Rousseff receber de representações sindicais e patronais o documento Compromisso pelo Desenvolvimento.

OBJETIVO É TRANSIÇÃO LENTA E GRADUAL

O documento foi apresentado em dezembro e sugere aumentar, por exemplo, o crédito e os recursos públicos e de empresas estatais para investimentos, além de incentivos ao consumo.

A proposta de reforma que o governo elabora prevê a unificação de todos os regimes, com as mesmas regras para homens e mulheres, trabalhadores urbanos e rurais, do setor público e do privado. O objetivo é fazer uma transição ´lenta e gradual´ ao longo de 20 ou 30 anos.

A ideia da Fazenda é discutir essas mudanças na reunião do fórum e enviar a proposta ao Congresso Nacional ainda neste semestre.

REGIMES PRÓPRIOS: Entes federativos devem aplicar lei complementar que alterou idade para aposentadoria compulsória . Nota explicativa tira dúvidas sobre reversão de aposentadoria, possibilidade de opção e regras de cálculo

Publicado pelo MPS : 04/02/2016 18:41 Última modificação: 04/02/2016 18:41
Da Redação (Brasília) – O Departamento dos Regimes de Previdência no Serviço Público publicou uma nota explicativa com orientações sobre as regras para aposentadoria compulsória de servidores públicos. Em dezembro passado, a Lei Complementar nº 152 ampliou de 70 para 75 anos a idade para que os servidores públicos titulares de cargos efetivos sejam aposentados compulsoriamente.
A lei com a nova idade, que tem previsão constitucional, já está valendo e deve ser aplicada aos servidores da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. De acordo com a nota, as constituições e leis específicas dos entes federados que tratam da aposentadoria dos servidores devem seguir o comando da Constituição Federal, não sendo permitido, portanto, disposições em sentido contrário.
Ainda segundo as orientações do Departamento, os servidores aposentados compulsoriamente aos 70 anos antes da vigência da Lei Complementar nº 152 não têm direito à reversão da aposentadoria, ainda que o ato tenha sido publicado posteriormente. “A aposentadoria compulsória ocorrida antes da edição da lei configura ato jurídico perfeito”, explica a nota.
A publicação também dá orientações sobre a opção pela aposentadoria voluntária antes de ser atingida a idade limite para a compulsória e sobre as regras de cálculo e reajustamento dos proventos proporcionais.



PREVIDÊNCIA SOCIAL, 93 ANOS; ANASPS, 23 ANOS
PREVIDÊNCIA SOCIAL PÚBLICA PATRIMÔNIO DOS BRASILEIROS


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

REFORMA DA PREVIDENCIA SUSCITA AMPLO DEBATE CUT LANÇA NOTA CONTRA, PRESIDENTE DILMA E MINISTRO DA FAZENDA SÃO A FAVOR, ROSSETTO RESISTE À REFORMA DA PREVIDÊNCIA PROPOSTA DA FAZENDA INCLUI IDADE MÍNIMA E FIM DA DIFERENÇA NAS REGRAS ENTRE HOMENS E MULHERES; MAS, PARA MINISTRO DO TRABALHO, NÃO HÁ URGÊNCIA

REFORMA DA PREVIDENCIA SUSCITA AMPLO DEBATE
CUT LANÇA NOTA CONTRA, PRESIDENTE DILMA E MINISTRO DA FAZENDA SÃO A FAVOR,
ROSSETTO RESISTE À REFORMA DA PREVIDÊNCIA
PROPOSTA DA FAZENDA INCLUI IDADE MÍNIMA E FIM DA DIFERENÇA NAS REGRAS ENTRE HOMENS E MULHERES; MAS, PARA MINISTRO DO TRABALHO, NÃO HÁ URGÊNCIA
 O ESTADO DE SÃO PAULO – SP , 03.02.2016 Murilo Rodrigues Alves e Adriana Fernandes
O Ministério da Fazenda fechou uma proposta de reforma da Previdência que adota uma idade mínima e acaba com as diferenças nas regras para a aposentadoria entre homens e mulheres, funcionalismo público e setor privado, trabalhadores da cidade e do campo. No entanto, o ministro da área, Miguel Rossetto, defendeu que não é preciso urgência para modificar as regras de aposentadoria.
"Temos de separar um problema conjuntural, causado pelo ambiente recessivo e aumento do desemprego, de um debate de médio e longo prazos", afirmou Rossetto ao Estado. "O mais importante é assegurar: não haverá surpresas. O tema vai ser debatido amplamente. Estamos falando da expectativa de milhões de brasileiros."
As resistências do ministro, um dos fundadores do PT, à "urgência" da reforma podem retardar ainda mais o envio da proposta ao Congresso, onde haverá grande debate. Mas, segundo interlocutores da presidente Dilma Rousseff, é uma decisão de governo. Ela ignorou até a recomendação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu padrinho político, de que não era recomendável, no momento, tocar nesse vespeiro.
(...)
• Futuro
"A reforma da Previdência não é medida em benefício do atual governo, seu impacto é uma questão do Estado brasileiro, de médio e longo prazo."
Dilma Rousseff 
PRESIDENTE DA REPÚBLICA
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PROPOSTAS
• Idade mínima
Todos os trabalhadores devem cumprir uma idade mínima para a aposentadoria.
• Homens e mulheres
Não haverá diferenças nas regras entre homens e mulheres e nem entre funcionalismo público e setor privado e trabalhadores do campo e da cidade.
• Transição
No período de transição, haverá um aumento gradativo das exigências até se chegar à convergência. Trabalhadores da ativa serão afetados, principalmente os mais jovens.
• Aposentados
Não haverá mudança nos benefícios dos que já estão aposentados.
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Mudanças podem conter gastos, dizem especialistas
Leia mais....
CUT NÃO APOIARÁ AUMENTO DA IDADE PARA APOSENTADORIA
“NÃO CONCORDAMOS COM UMA REFORMA DESSA EM HIPÓTESE ALGUMA”, DIZ PRESIDENTE NACIONAL DA CENTRAL, VAGNER FREITAS
Escrito por: Luiz Carvalho02/02/2016
Em discurso de abertura do ano de trabalho do Congresso Nacional, a presidenta Dilma Rousseff citou que deve encampar uma reforma na Previdência Social.
A medida, se trouxer retrocessos como aumento da idade para a aposentadoria ou equiparação entre homens e mulheres do tempo de vida mínimo exigido para obter o benefício, será duramente combatida pela CUT.
Durante encontro dos secretários da Executiva Nacional da CUT nesta terça-feira (2), em São Paulo, o presidente da Central reforçou que a classe trabalhadora não aceitará uma reforma pensada pura e simplesmente para agradar o mercado.
“Propor algo assim é não se preocupar com as características do trabalhador brasileiro, que ingressa cedo na vida profissional, aos 14, 15 anos de idade. Se estabelecer a aposentadoria apenas por idade, vai fazer com que essas pessoas, justamente as mais pobres e que convivem com as piores condições de trabalho, precisem estar nas empresas durante 50 anos para obter esse direito. Não concordamos com essa reforma em hipótese alguma”, disse.
Vagner também cobrou que a discussão seja levada para o Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho, Renda e Previdência Social, espaço criado exatamente para tratar de questões como essa.
“O governo tem que trazer suas propostas é para esse espaço, se não, qual a utilidade desse ambiente, se não é para debater com a sociedade? Lá também vamos levar nossas ideias, porque também queremos reformar, mas com a implementação de mecanismos que peguem os sonegadores e fortaleçam a Seguridade Social no Brasil, que não é deficitária, e engloba a Previdência (leia mais ao final do texto)”, falou.

APOSENTADORIA PODE TER REGRA UNIFICADA

REFORMA DA PREVIDÊNCIA QUE EXECUTIVO PRETENDE ENVIAR AO CONGRESSO DEVE PREVER IDADE MÍNIMA IGUAL PARA HOMENS E MULHERES SOLICITAREM O BENEFÍCIO DE INATIVIDADE AO INSS. SERVIÇO PÚBLICO E INICIATIVA PRIVADA TERÃO NORMAS SEMELHANTES
CORREIO BRAZILIENSE – DF ,Antonio Timóteo, 03. 02.2016
O governo quer unificar as normas de concessão de aposentadorias para trabalhadores do setor privado, segurados especiais e servidores públicos. Os técnicos do Executivo estudam fixar uma mesma idade mínima para que homens e mulheres tenham direito ao benefício, ou criar uma fórmula progressiva, nos moldes da regra 85/95 em vigor, que também será igual para ambos os sexos.
A proposta, no entanto, enfrentará dificuldades. Par ser aprovada, ela precisa que o Congresso Nacional altere a Constituição, o que exige o voto de três quintos dos parlamentares - 308 deputados e de 49 senadores. Com a base aliada esfacelada, e em meio a um processo de impeachment, líderes governistas avaliam que o governo corre sério risco de derrota.
Atualmente, as normas para a concessão do benefício são distintas. Trabalhadores do setor privado, não precisam necessariamente alcançar idade mínima. Aos homens, basta comprovar 35 anos de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e às mulheres, 30 anos. Nos dois casos, o fator previdenciário, que funciona como um redutor, incide no cálculo do valor do benefício. O fator não é aplicado, contudo, quando a soma da idade e do tempo de contribuição é de 95 pontos, no caso dos homens, e de 85, no das mulheres.
Na aposentadoria por idade, homens requerem o benefício aos 65 anos e mulheres aos 60, desde que comprovem 15 anos de contribuição aoINSS. Os segurados especiais, que são agricultores, pescadores artesanais e indígenas, têm a idade reduzida em cinco anos, mas, se não comprovarem os recolhimentos por 180 meses, só podem solicitar a aposentadoria com a mesma idade exigida do trabalhador urbano.
Já os servidores federais se aposentam com 35 anos de contribuição e 60 anos de idade e as servidoras, com 30 e 55 anos, respectivamente. Quem ingressou na administração pública federal após a criação da Fundação de Previdência Complementar dos Servidores (Funpresp) tem direito a receber o equivalente ao teto do INSS, atualmente de R$ 5.189,82. Se quiser complementar a renda, precisa contribuir ao fundo de pensão.
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'A REFORMA DA PREVIDÊNCIA É NECESSÁRIA', DIZ ESPECIALISTA EM CONTAS PÚBLICAS. SEGUNDO FABIO GIAMBAGI, COM A DESPESA DO INSS EM 7,5% DO PIB, O QUADRO É PREOCUPANTE E O AVANÇO COM MUDANÇAS PROFUNDAS SÓ ANDARÁ EM 2017

 O DIA – ONLINE   ALINE SALGADO E OCTÁVIO COSTA,03.02.2016

Rio - Há 20 anos a temática previdenciária é parte das pesquisas e da vida do economista e especialista em Contas Públicas Fabio Giambiagi. Embora já tenha sido vítima de ataques por expor ideias sobre o tema, ele insiste que a reforma da Previdência é necessária,“deveria ser encarada como questão de Estado”.

Segundo ele, com a despesa do INSS em 7,5% do PIB, o quadro é preocupante e o avanço com mudanças profundas só andará em 2017, ano que se apresentará, segundo Giambiagi, como janela de oportunidade para a presidenta Dilma conduzir negociação política de alto nível. Ele aplaude as medidas adotadas pelo ministro Joaquim Levy, mas teme que não sejam aprovadas pelo Congresso.

'A reforma da Previdência é necessária', diz Fabio Giambiagi

O DIA: Como o senhor vê os primeiros passos da nova equipe econômica e os ajustes na Previdência?

Giambagi — São medidas necessárias e na direção correta, embora o momento seja ruim. Parte-se de ano de resultados desastrosos. Por maior que seja o esforço de ajuste, o resultado de 2015 será afetado pela base de comparação e desempenho da economia, que será ruim, sem descartar taxa negativa de crescimento.

Há condições políticas para se avançar na reforma da Previdência?

Isso requer apetite para negociação política, que não tem sido forte no Executivo. A despesa da Previdência vem subindo e, agora, teremos dois anos difíceis: 2015 e, em menor medida, 2016. Nós teremos número de idosos cada vez maior. É preocupante. Passadas as eleições municipais de 2016, em 2017 acredito que a presidenta Dilma teria janela de oportunidade para deixar sua marca na história, conduzindo negociação política de alto nível, para tentar consenso. E o ministro Levy seria o melhor auxiliar.

 

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DILMA DEFENDE RECRIAÇÃO DA CPMF E REFORMA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

EM MENSAGEM AO CONGRESSO, A PRESIDENTE PEDIU TAMBÉM A APROVAÇÃO DE MEDIDA QUE DÁ MAIOR FLEXIBILIDADE AO ORÇAMENTO DO GOVERNO E COMPREENSÃO PARA A "EXCEPCIONALIDADE DO MOMENTO"
JORNAL DO SENADO – DF, 03.02.2016
  A recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a reforma da Previdência Social e a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU) foram algumas das medidas defendidas ontem pela presidente Dilma Rousseff no Congresso. Na abertura dos trabalhos legislativos, ela foi vaiada por parlamentares na parte da mensagem sobre a volta da contribuição. Deputados da oposição seguravam cartazes que diziam "Xô, CPMF".
- Sei que muitos se opõem a essas medidas, em especial à CPMF, e têm argumentos para suas posições. Mas peço que considerem a excepcionalidade do momento - disse.
O governo propõe dividir a arrecadação da CPMF com estados e municípios, destinando os recursos à previdência e à saúde.
A ideia é recriar a contribuição antes de maio, para que a cobrança comece em setembro.
A CPMF vigorou no Brasil por 11 anos. Em 2007, a Câmara aprovou proposta que estendia a cobrança até 2011, mas a iniciativa foi derrotada no Senado.
Sobre a reforma da Previdência, Dilma informou que encaminhará ao Congresso uma proposta que aprimore as regras de aposentadoria por idade e por tempo de contribuição para que se ajustem gradualmente ao envelhecimento da população.
- A proposta terá como premissas o respeito aos direitos adquiridos e levará em consideração expectativas de direitos, envolvendo um adequado período de transição - disse.
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AGRICULTORES REAGEM CONTRA FIM DE ISENÇÃO PREVIDENCIÁRIA

GOVERNO ESTUDA MUDANÇA COMO PARTE DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA. CNA DIZ QUE FARÁ MOBILIZAÇÃO, PRODUTORES QUE EXPORTAM HOJE SÃO ISENTOS DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA
-O GLOBO, 03.02.2016,  Eliane Oliveira
 BRASÍLIA - Primeiro, foi a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, que há duas semanas, em sua conta no Twitter, queixou- se de estudos, pela área econômica do governo, voltados à taxação das exportações de produtos do agronegócio, como parte da reforma da Previdência. Agora é a vez de Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil ( CNA) protestar. Em nota divulgada ontem, a entidade ameaçou reagir contra o que chamou de insensatez do governo.
"Vamos reagir a esta proposta insensata, mobilizando os produtores rurais, nossos leais representantes no Congresso e a sociedade em geral, que é sempre a vítima final de todo erro de política pública", destacou o comunicado da CNA, que também já foi presidida por Kátia Abreu.
A entidade questionou o fato de, até o momento, o governo federal não desmentir oficialmente os rumores. Essa taxação ocorreria por meio do fim da isenção da contribuição previdenciária que hoje vigora para os produtores que exportam o total ou parte de sua produção. O GLOBO procurou o Ministério da Fazenda, mas não obteve resposta.
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Ano XVIII, Edição nº 1.451

Brasília, 5 de Fevereiro de 2016.